Libertadores

O Racing aproveitou o duelo no Cilindro para sair em vantagem contra o Boca Juniors na Libertadores

No duelo argentino pelas quartas de final da Copa Libertadores, o Racing sai revigorado da primeira partida. A Academia aproveitou a ida no Cilindro para construir sua vantagem sobre o Boca Juniors, com a vitória por 1 a 0. Não foi a atuação mais vistosa e os racinguistas até precisaram mais de seu goleiro ao longo dos 90 minutos. Em compensação, o clube de Avellaneda demonstrou contar com uma equipe melhor preparada e foi superior no encontro. Quando o time de Sebastián Beccacece conseguiu acertar a meta de Esteban Andrada, Lorenzo Melgarejo deixou mais próxima a classificação.

O primeiro tempo em Avellaneda veria uma partida mais travada, sem tantas chances de gol. O Racing cumpria seu papel de mandante ao tomar a iniciativa e se mostrar mais disposto a propor o jogo. A Academia via seu ataque se encaixar e rondava a área do Boca Juniors com longas posses de bola, mas a defesa conseguia rechaçar as jogadas antes da definição. Assim, o controle dos racinguistas não serviria para gerar ameaças reais.

Diferentemente, o Boca se mantinha à espreita e ameaçava bem mais quando arranjou suas saídas rápidas, com as principais oportunidades da primeira etapa. O goleiro Gabriel Arias espalmou um chute forte de Carlos Tevez aos 30. As respostas do Racing seguiram para fora. Já na reta final, os boquenses tinham bom escape pela esquerda. Seriam mais dois lances perigosos, com Arias rebatendo o tiro de Sebastián Villa, antes de ter mais trabalho em chute fechado de Frank Fabra. Apesar da igualdade, os xeneizes pareciam contar com mais recursos individuais.

O Racing entendeu o aviso e retornou ao segundo tempo com a necessária agressividade para tentar construir a vitória. A Academia teria um chute perigoso com Leonel Miranda, por cima do travessão, e depois Eugenio Mena também arriscaria, travado. E a melhora dos racinguistas se transformaria em gol, numa jogada muito bem construída aos 15 minutos. Os racinguistas avançaram pela direita e, com a marcação recuada, rodaram a bola na entrada da área. Mena recebeu na esquerda, como um ponta, e fez o cruzamento ao segundo pau. A defesa se descuidou, permitindo que Lorenzo Melgarejo emendasse um peixinho fatal.

O Boca Juniors logo promoveria a entrada de Franco Soldano para reforçar o ataque e passou a pressionar. Faltava qualidade aos xeneizes e, por mais que Eduardo Salvio aparecesse na direita, errava demais as jogadas. Mauro Zárate entrou em seu lugar e até forçou a defesa de Arias em sua primeira jogada, mas os boquenses não fariam muito mais. Faltava penetração aos visitantes, com a defesa do Racing trancando sua área. Assim, a Academia administrou o tempo e assegurou a vitória. Soldano e Zárate tiveram chances em cruzamentos no fim, sem precisão.

Por aquilo que o Boca Juniors apresentou nas duas últimas partidas, o Racing pode se manter confiante para o reencontro na Bombonera. Os xeneizes não criaram muito contra defesas bem montadas e precisarão mais de Tevez no reencontro. Os racinguistas estão distantes de contar com uma equipe brilhante e o time atual não é seu melhor dos últimos anos, mas se mostra competitivo e mira a primeira semifinal de Libertadores em 23 anos.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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