Libertadores

O Palmeiras correu riscos na visita ao Libertad e sai do Defensores del Chaco com o empate em conta

O Palmeiras volta do Defensores del Chaco com um bom resultado nesta terça-feira, mas não satisfeito com sua atuação no primeiro duelo pelas quartas de final da Copa Libertadores. Os alviverdes não fizeram uma partida tão intensa quanto nas últimas semanas e abusaram dos erros numa noite bastante perigosa contra o Libertad. Os paraguaios chegaram a acertar duas bolas na trave e fizeram Weverton trabalhar, sobretudo durante o primeiro tempo. Os palmeirenses anotaram seu gol num momento de dificuldade e também exigiram boas defesas de Martín Silva, mas sabem que ficaram aquém do que podem jogar ao final do empate por 1 a 1. Méritos dos alvinegros, que apresentaram um jogo mais claro e atitude, mesmo que a vitória tenha escapado.

O Libertad não esperou muito para fazer Weverton trabalhar e para mostrar que não se apequenaria diante do Palmeiras. Antonio Bareiro bateu forte da entrada da área e o goleiro precisou realizar uma defesaça. Era um bom começo dos paraguaios, sem dar espaço à velocidade alviverde nas transições. Ainda assim, os palmeirenses reclamariam de um pênalti aos dez minutos. Luis Cardozo acertou o braço em Rony e, depois da revisão do VAR, a arbitragem não marcou. Com mais posse de bola, o time de Abel Ferreira não conseguia muito na criação.

Com o passar dos minutos, o Libertad se sentia à vontade na partida. Espinoza mandou com perigo ao lado da meta de Weverton, antes do Gumarelo acertar a trave aos 16. Depois de uma boa troca de passes, Óscar Cardozo deu uma bola açucarada e deixou Bareiro em ótimas condições, mas a finalização parou no poste. Além das dificuldades na marcação, com vastos espaços, os alviverdes erravam muitos passes. As saídas de bola erradas concediam chances aos adversários. Tacuara Cardozo era o ponto de referência a uma equipe mais veloz e mais efetiva. E foi nesse primeiro tempo dominado pelos alvinegros que o Palmeiras saiu em vantagem.

O gol ocorreu aos 39 minutos, graças a um escanteio. Gustavo Scarpa cobrou com muito capricho e Gustavo Gómez saltou no meio da área, para cabecear no canto da meta defendida por Martín Silva. O zagueiro não comemorou contra o clube que o revelou. O tento palmeirense esfriou o Libertad e os visitantes quase aproveitaram o momento para marcar o segundo, em outra bola parada. Scarpa cobrou falta por cima da barreira e acertou na trave. Ainda houve uma sobra que Rony não aproveitou.

Durante o segundo tempo, o Libertad recuperou a iniciativa, ainda que o Palmeiras concedesse menos brechas, com Gustavo Gómez liderando a zaga. Os palmeirenses ficariam de novo na bronca com a arbitragem, pedindo o segundo amarelo a Blas Cáceres por uma agressão sobre Rafael Veiga. E logo o empate começou a se desenhar. Weverton voltou a trabalhar num lance no qual Ramírez estava impedido. Já aos 17, saiu o gol de empate. Bareiro cruzou e aproveitou a saída errada de Weverton. O goleiro não achou a bola e Matías Espinoza cabeceou para dentro, sem precisar colocar força na bola. Os paraguaios pareciam dispostos a intensificar a pressão pela virada.

A partida ficaria mais equilibrada na metade final do segundo tempo. O Palmeiras esteve próximo do segundo aos 24. Danilo driblou o zagueiro e bateu para boa defesa de Martín Silva. O Libertad, por sua vez, ameaçava principalmente nas bolas paradas. O duelo permanecia um tanto quanto travado, com erros, mas no fim os dois times puderam buscar a vitória. Martín Silva espalmou um míssil de Gabriel Menino e também uma falta venenosa cobrada por Lucas Lima. O próprio Lucas Lima seria expulso com o segundo amarelo no fim e, durante o último minuto, Espinoza acertaria a trave durante uma cobrança de falta.

Fica claro que o Palmeiras precisa melhorar para o jogo de volta. Há muito para Abel Ferreira corrigir, entre as falhas defensivas cometidas durante o primeiro tempo e os erros na construção das jogadas que fizeram o ataque não render tanto. Ainda assim, os alviverdes possuem um conjunto melhor e seguem com boas perspectivas no Allianz Parque. Só não dá para esperar uma vitória fácil se os palmeirenses não atuarem em seu máximo. O Libertad não é um supertime, mas possui seus recursos e também uma boa dose de vontade.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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