Libertadores

O Palestino inaugurou uma “torcida virtual” para celebrar aqueles que o apoiam na Palestina

O Palestino surgiu no seio da comunidade palestina que se formou no Chile durante o começo do século passado e faz questão de manter seus laços com a nação ancestral. Pois o duelo contra o River Plate, pela Copa Libertadores, serviu para o clube celebrar estas raízes. Durante a entrada de campo, uma bonita festa aconteceu nas arquibancadas em Santiago. Os torcedores ergueram um mosaico, formando a bandeira da Palestina no Estádio Monumental David Arellano. Além disso, havia um setor dedicado aos seguidores no Oriente Médio. Um telão virtual foi inaugurado para representar os palestinos que se reúnem a 13 mil quilômetros de distância e acompanham os jogos do time.

Foram instaladas quatro telas retangulares no Estádio Monumental, para emular a torcida do Palestino que assiste aos jogos no território palestino. As imagens não eram transmitidas ao vivo, mas foram captadas em Ramallah, enquanto os palestinos acompanhavam a partida contra o Alianza Lima, também pela fase de grupos desta Libertadores. Uma singela maneira de agradecer aos fiéis do outro lado do planeta.

O ambiente especial, porém, não serviu para motivar o Palestino a uma vitória histórica. O River conquistou o triunfo por 2 a 0, que confirma a classificação aos mata-matas, após um começo ruim no torneio. O primeiro gol dos Millonarios foi anotado por Javier Pinola, em cabeçada potente após cobrança de falta em direção à área. Já na segunda etapa, Nacho Fernández fechou a contagem, aproveitando a saída do goleiro para ficar com a bola e mandar às redes vazias. O resultado deixa os argentinos com nove pontos, na segunda colocação. Já o Palestino lamenta a eliminação, mas ainda pode ir para a Copa Sul-Americana. É o terceiro, com quatro pontos.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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