Libertadores

O melhor do Olimpia x Cerro Porteño pela Libertadores foi mesmo o lindíssimo recebimento no Defensores del Chaco

Sem que o placar saísse do zero, as duas torcidas deram seu espetáculo antes que a bola rolasse

Desde 1969, o clássico entre Olimpia e Cerro Porteño foi um duelo bastante comum na Copa Libertadores. Em tempos nos quais os dois representantes de cada país figuravam no mesmo grupo, o Superclássico se repetiu 32 vezes até 1999. A dose de equilíbrio foi razoável, com 11 vitórias olimpistas e nove vitórias cerristas. O Ciclón chegaria até a carimbar a faixa do Rey de Copas no ano do título em 1990. Isso até que, com a mudança de regulamento na virada do século, os dois não tenham se encontrado pela competição durante 23 anos. Uma história que mudou com o reencontro desta terça-feira.

No fim das contas, o empate por 0 a 0 deixou a desejar. Tanto Olimpia quanto Cerro Porteño pareciam temerosos do efeito de uma derrota tão pesada e o clássico teve pouquíssimas emoções. O espetáculo ficou para as arquibancadas. Com o mando de campo, os olimpistas fizeram um belíssimo recebimento antes que a bola rolasse no Defensores del Chaco. Em seu canto, os cerristas também coloriram o ambiente com a fumaça azulgrana. É o espetáculo que tanto caracteriza a Libertadores e que, no fim das contas, acaba marcando esse clássico.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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