Libertadores

O Grêmio deixou expressa sua superioridade diante do Ayacucho: 6×1 e a classificação já encaminhada

O Grêmio não teve muito tempo para se reerguer da derrota na final da Copa do Brasil. Nesta quarta, o Tricolor já voltou a campo para um jogo decisivo, dando início à sua trajetória nas preliminares da Copa Libertadores. O Ayacucho não era um adversário que metia medo, em sua estreia na competição continental, e os gremistas esperavam resolver logo o confronto dentro da Arena do Grêmio. Conseguiram, com uma goleada que tranquiliza a situação antes da visita à altitude em Quito, onde ocorrerá excepcionalmente a volta. Com o passeio garantido ainda no primeiro tempo, os tricolores ganharam por 6 a 1 – com direito a uma tripleta de Diego Souza, além de ótimas participações de Ferreira e Pinares.

O Grêmio entrou em campo sem alguns nomes presentes na final da Copa do Brasil. Jean Pyerre, Pepê e Kannemann ficavam de fora por causa de lesões. Com isso, Ferreira e Pinares ganhavam espaço entre os titulares. Vanderson era mantido na lateral direita. Já no gol, enfim Renato tirou Paulo Victor e mandou Vanderlei de volta à posição.

O apito inicial mal soou e o Grêmio já estava no campo de ataque, pressionando. As chances se seguiam e o gol viria logo aos quatro minutos. Na sequência de um escanteio, Maicon passou por elevação a Pinares e o chileno ajeitou para David Braz mandar à meta escancarada. O tento dava tranquilidade ao Tricolor, que não diminuiu o ritmo e seguiu martelando por mais. O goleiro Maximiliano Cavallotti tinha muito trabalho e o Ayacucho não conseguia sequer se proteger.

O Grêmio perdeu mais algumas oportunidades até ampliar. Diego Souza tentava bastante e parava no goleiro, enquanto Ferreira e Pinares eram bastante ativos na criação pelos lados. O segundo gol sairia aos 27, num raro momento em que o Ayacucho arriscava ir ao ataque. Muito bem na armação, Pinares deu um ótimo passe a Ferreira, que driblou o goleiro e empurrou para as redes. Diego Souza teria a chance de marcar o seu logo depois, de pênalti, aos 32. Numa jogada assinada por Ferreira, Alisson foi puxado na área e o veterano converteu a cobrança. E teria mais de Diego Souza aos 40, com seu segundo gol, o quarto do time. O centroavante recebeu de Pinares e, mesmo travado, conseguiu brigar pela bola. Depois de um toquezinho para ajeitar, mandou um belo sem-pulo no canto.

O Ayacucho voltou ao segundo tempo com três mudanças, mas também contava com uma postura menos agressiva do Grêmio, que era preciosista nas conclusões. Os principais lances seguiam com Ferreira, que voltou a esbarrar no goleiro Cavallotti. Renato, que já tinha colocado Bruno Cortez, viria aos 15 com Isaque e Guilherme Azevedo. Parecia ter a intenção de construir um placar ainda mais elástico. Porém, o Tricolor não encaixou de imediato as mudanças e os peruanos descontaram aos 27. Depois de uma cobrança de escanteio, Vanderlei saiu mal do gol e Minzun Quina mandou para dentro.

O Grêmio voltou a despertar para matar o jogo e evitar qualquer risco. O quinto gol saiu aos 33, com Guilherme Azevedo. O atacante recebeu de Diego Souza e, depois de limpar o caminho, bateu no canto. Logo depois, Thaciano tentou cavar por cima do goleiro e acertou a trave. Já o melhor ficaria para o sexto gol, numa pintura de Diego Souza. O centroavante arrancou da intermediária e enfileirou os adversários, com direito a um lindo drible no meio de dois, dentro da área. Diante do goleiro, um toque sutil valeu a comemoração. Nem seria necessário se esforçar muito mais.

Pelas circunstâncias, o Grêmio até poderia fazer mais. A diferença entre os times é gritante e se expressa no placar. Valeu como um treino de luxo, para que alguns jogadores reivindicassem mais espaço entre os titulares. Mais importante, os tricolores não precisarão se preocupar com a volta, até já planejando escalar os reservas na altitude de Quito. O pensamento se concentra na sequência da Libertadores, onde a pedreira deverá ser maior, com Unión Española ou Independiente del Valle pelo caminho.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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