O Galo sobrou em Montevidéu e a vitória por 2×0 sai até barata, diante da quantidade de chances

As provações do Atlético Mineiro nas preliminares da Copa Libertadores, ao que tudo indica, ficaram para trás. Depois do sufoco (um tanto quanto desnecessário) contra o Danubio na fase anterior, o Galo nem precisou atuar em casa para já se sentir com um pé dentro da próxima etapa. Os atleticanos conquistaram um resultado enorme em mais uma visita a Montevidéu, desta vez encarando o Defensor. Dentro do Luis Franzini, o time de Levir Culpi registrou a vitória por 2 a 0 – que ficou barata, considerando a quantidade de chances claras que ficaram a um triz de entrar. Juan Cazares, em particular, gastou a bola. Mesmo que tenham ocorrido algumas oscilações com a equipe, já é uma evolução óbvia em relação aos compromissos anteriores. E o resultado tranquiliza bastante os alvinegros para o duelo no Estádio Independência.
O Atlético jogou com mais qualidade nesta quarta-feira. Não precisou ser o time impetuoso que se viu duas semanas atrás em Montevidéu e, mesmo assim, criava boas chances no ataque. Para isso, pesava o bom toque de bola. Enquanto o Defensor adiantava sua marcação, o Galo saía com segurança e abria seu caminho rumo ao ataque. O gol não demoraria a vir. Aos dez minutos, Cazares cobrou uma falta em direção à área e Réver desviou de cabeça. Os mineiros poderiam ter ampliado logo depois, em bons lances com Ricardo Oliveira. No principal deles, o centroavante conseguiu driblar o goleiro e bateu com a meta aberta, mas viu o zagueiro uruguaio fazer o corte salvador. E antes da meia hora inicial, Luan e Chará também ficaram no quase, em finalizações que seguiram para fora.
O problema do Atlético foi que o time não manteve o ritmo até o intervalo. Neste momento, o Defensor começou a incomodar um pouco mais, ainda que limitado por sua falta de qualidade. A aposta vinha principalmente nos cruzamentos. Victor apareceu bem quando exigido. Fez uma intervenção vital diante de Pablo López, com a perna, e se mantinha seguro nas bolas alçadas na área. Só que os violetas não conseguiam ir muito além, distantes de protagonizar uma reação contundente.
Durante o segundo tempo, o Defensor voltou mais ofensivo nos primeiros minutos e tentou romper a defesa do Atlético. Em compensação, do outro lado sobravam mais espaços e o Atlético continuava representando um perigo constante em cada subida ao ataque. Que não estivesse tão inspirado quanto em outras partidas recentes, Ricardo Oliveira arriscava bastante e só parava no goleiro Gastón Rodríguez, que lhe negou um tento de falta. O goleiro ainda defendeu um lance no mano a mano com Fábio Santos. O que alargava o receio do Galo era a imprecisão, não necessariamente as ameaças dos uruguaios – esparsas e pouco contundentes, dependendo mais dos erros dos brasileiros.
Levir Culpi fez uma alteração questionável aos 25 minutos, quando trocou Ricardo Oliveira por José Welison. Mas sua escolha acabou dando certo, à medida que deu mais liberdade a Chará e Cazares na frente. O colombiano de novo falhou na hora de ampliar, aos 30 minutos, antes de sair para a entrada de Maicon. Já aos 32, o equatoriano consumou a vitória. Cruzamento de Patric e o meia apareceu feito um centroavante, para desviar de cabeça. Nada tiraria o triunfo do Galo. E os minutos finais guardaram outros lances nos quais o grito ficou preso na garganta. Luan foi travado pela defesa e Cazares quase fez um golaço, já nos acréscimos, ao passar por dois e mandar por cobertura no travessão. Do outro lado, no máximo, o Defensor teve um tento anulado por impedimento. Vai ter uma missão dificílima em BH.
Se há algo que faz o Atlético temer, é a notícia de que um jogador teve problemas em sua inscrição à Libertadores. O caso, porém, não é isolado. Segundo a Conmebol, 21 equipes cometeram irregularidades na Libertadores e na Sul-Americana. O Galo pode se safar por isso, em caos organizacional que talvez ressuscite até o Barcelona de Guayaquil, superado pelo Defensor apenas pelos tribunais. Mas, no que acontece dentro de campo, ninguém questiona a superioridade dos atleticanos. Com um time muito técnico, sabe criar as chances de gol. O problema acontece na falta de precisão e nas vezes em que recua demais, dando condições que não deveria aos adversários. Nada que tenha atrapalhado em Montevidéu desta vez, ao menos. Os mineiros sobraram.
⚽?? ¡El primer gol de @Atletico en Uruguay! Réver, de cabeza, abrió el marcador ante @DefensorSp en el partido de ida de la Fase 3 #CONMEBOLLibertadores pic.twitter.com/FEJFWdO8Zw
— CONMEBOL Libertadores (@Libertadores) 21 de fevereiro de 2019
? ¡Juanito de cabeza! Cazares liquidó el partido en Asunción: puso el 2-0 para @Atletico ante @DefensorSp. pic.twitter.com/a7Tk4c3zJW
— CONMEBOL Libertadores (@Libertadores) 21 de fevereiro de 2019



