Libertadores

O Galo ganhou um jogo duro contra o Tolima e é o primeiro brasileiro a sair com a vitória de Ibagué

O Tolima criou chances e parou em uma defesa fantástica de Everson, mas o Galo soube definir melhor e conquistou um grande resultado na estreia pela Libertadores

O Atlético Mineiro é um dos favoritos ao título na Copa Libertadores e abriu sua campanha com uma vitória expressiva. Nunca um clube brasileiro tinha vencido o Tolima em Ibagué. Nunca até esta quarta, quando o Galo quebrou a escrita com o triunfo por 2 a 0. Não seria uma partida tranquila para os alvinegros, porém. Os colombianos criaram um bom número de oportunidades e falharam bastante na pontaria. Quando acertaram a meta, viram Everson mais uma vez se agigantar, com direito a uma defesa daquelas que figurarão na lista de maiores milagres de sua carreira. Os três pontos são valiosos, contra um time perigoso.

O Atlético Mineiro tentou se estabelecer no ataque durante os primeiros minutos. Savarino chutou para defesa segura de Alexander Domínguez e Hulk cobrou falta com perigo ao lado da trave. Porém, o duelo seguiu aberto na primeira etapa, sem que nenhuma equipe tivesse domínio. O Tolima tentava adiantar a marcação e acelerar no ataque. Enquanto isso, o Galo errava muitos passes enquanto cadenciava um pouco mais. Era uma partida com boa intensidade, mas sem que isso resultasse necessariamente em tantas chances de gol. Faltava mais precisão aos times na hora de se aproximar da área adversária.

O cenário era de equilíbrio, até que começasse a pender para o Tolima depois dos 25 minutos. Everson precisou fazer uma saída providencial nos pés de Anderson Plata, antes de um lance incrível desperdiçado pelos colombianos aos 35. Jeison Lucumí saiu com espaço na área e rolou para o lado, onde Michael Rangel via o gol aberto, mas bateu pelo lado de fora da rede. Os anfitriões pareciam mais à vontade no jogo e tinham mais presença ofensiva. Contudo, uma grande jogada do Atlético rendeu o primeiro gol, aos 45.

Mariano tentou o passe espetado e Savarino foi inteligentíssimo, ao se antecipar e dar um tapa de lado. Nacho Fernández entrou com tudo na área e, diante do goleiro, não teve dificuldades para definir por baixo. Pouco depois, Nacho ainda desperdiçaria boa chance, ao finalizar em vez de abrir com Dylan, mas ainda assim o placar era bom ao Galo pelo que se viu na primeira etapa. O Tolima teria uma última chance de resposta antes do intervalo, quando Michael Rangel bateu por cima com muito perigo.

O Atlético Mineiro voltou melhor para o segundo tempo, mais objetivo. Hulk teria um chute prensado logo nos primeiros minutos. O Tolima cresceu a partir das bolas paradas e, aos 11, o gol de empate não saiu por uma defesa monumental de Everson. Junior Hernández chutou cruzado e a bola seguia ao ângulo, mas o goleiro se esticou todo para, de mão trocada, operar um milagre com a ponta dos dedos. O Galo recuava um pouco mais, sem tanta resposta do outro lado. O momento favorecia os anfitriões. Mesmo as entradas de Tchê Tchê e Ademir não auxiliaram tanto.

Certa tensão pairava na partida. O Atlético Mineiro tentava sair ao ataque na base do toque, mas o Tolima permanecia representando mais perigo. Aos 27, Gustavo Ramírez poderia ter empatado ao receber o cruzamento no meio da zaga, mas não pegou em cheio e mandou para fora. Rubens e Otávio entrariam, na tentativa de segurar o meio-campo. E o alívio do Galo viria na bola parada, com o segundo gol. Os mineiros reclamaram de um pênalti que a arbitragem não deu, mas ganharam um escanteio. Após a cobrança, Junior Alonso desviou e Tchê Tchê completou na pequena área.

Com o tento, o Tolima perdeu seu ímpeto. O Atlético Mineiro teve mais controle da partida e até criou chances para alargar a contagem. Aos 39, Rubens pegou um sem-pulo e Domínguez conseguiu fazer uma defesa difícil. Na reta final, os colombianos passaram a arriscar mais chutes, sem preparar tanto as jogadas. Terminaram de consagrar Everson, com um novas defesas seguras. O placar se preservou até o apito final.

O Atlético Mineiro sai com a vitória em uma das partidas potencialmente mais difíceis dessa fase de grupos. É motivo para confiar no potencial da equipe no torneio continental. E o próximo compromisso pela competição será em casa: contra o América Mineiro, dentro do Mineirão. Além do triunfo, o Galo também poderá buscar uma boa atuação.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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