Libertadores

O Galo flertou com o perigo, mas acabou por garantir uma importante vitória sobre o América Mineiro

O Atlético Mineiro correu riscos de ceder o resultado no Independência, em triunfo que vale a tranquilidade na liderança do Grupo D

O Atlético Mineiro voltou a vencer na Copa Libertadores, depois de dois empates consecutivos. Não seria um triunfo tão fácil do Galo, porém, mesmo encarando um América Mineiro em crise na competição. Os atleticanos abriram o placar logo cedo no Independência e ampliaram antes do intervalo, mas deixaram que os americanos descontassem na sequência. Durante a segunda etapa, o Atlético perdeu grandes chances e também se acomodou. Isso permitiu que o América acreditasse numa reviravolta e causasse problemas, com Everson se redimindo da falha no gol com uma defesa decisiva. No fim das contas, o Galo conseguiu preservar o marcador em 2 a 1 e dispara na liderança do Grupo D, enquanto o Coelho praticamente se despede das chances no torneio.

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O Atlético tinha o controle da bola durante os primeiros minutos, mas precisava rodar os passes para tentar abrir uma defesa bem fechada do América. O Galo penava para romper a linha de cinco defensores do Coelho e os passes forçados acabavam afastados na área. Enquanto isso, os americanos tentavam sair em velocidade e até exigiriam a primeira intervenção de Everson, em defesa tranquila contra Paulinho Bóia. De qualquer maneira, o jogo se concentrava do lado atleticano. Quando sobrou uma brecha, o gol veio aos 13 minutos. A zaga não fez o corte completo e Hulk dominou na entrada da área. O atacante invadiu pelo meio da defesa e passou para Guilherme Arana. O lateral chutou forte, rasteiro, e Jaílson não conseguiu fazer a defesa.

O América tentou subir mais ao ataque depois de sofrer o gol. Paulinho Bóia mais uma vez arriscou e bateu para fora, aos 19. O Atlético podia acalmar os passes e encontrava um pouco mais de espaço. Num ataque rápido, Jaílson precisou intervir nos pés de Hulk. Só que o Galo também teria que queimar sua primeira substituição logo cedo, quando Vargas sentiu a coxa num lance sozinho. Deu lugar a Ademir. Para piorar, três minutos depois, seria a vez de Mariano se contundir e dar lugar a Guga. Tudo isso ocorria num momento da partida em que o Coelho se soltava, rondando a área adversária e criando chances. As finalizações dos americanos, porém, acabavam bloqueadas pela marcação.

O Atlético se aliviou ao conseguir ampliar o placar, aos 37. Foi um lindo lance coletivo. Zaracho passou no capricho para o avanço de Arana na lateral esquerda e o defensor tocou para o meio da área. Nacho aparecia com liberdade, de frente para o gol, e emendou um chute de canhota no barbante. Só que o América conseguiu descontar dois minutos depois. Numa cobrança de escanteio, João Paulo cruzou e Everson saiu mal. A bola socada pelo goleiro veio em cima de Conti, que escorou para dentro. A reta final do primeiro tempo se incendiava, mas o Galo estava mais aceso e insistia pelo terceiro. Antes do intervalo, entretanto, Everson defendeu uma falta venenosa batida por Patric.

O segundo tempo recomeçou aberto, com o América de novo tentando sair mais. E o Atlético aproveitou para criar as melhores oportunidades. Aos seis minutos, numa grande arrancada de Ademir, Nacho Fernández chutou cruzado e Jaílson realizou uma defesa milagrosa com a ponta dos dedos. Logo depois, Nacho tentou de novo, sem direção. O Coelho perderia Paulinho Bóia, lesionado, dando vaga a Índio Ramírez. E o Galo martelava, com Ademir também dando trabalho a Jaílson num tiro no canto, que o arqueiro espalmou para escanteio. Já aos 16, quando Hulk descolou um cruzamento cirúrgico, Ademir não pegou em cheio na batida e errou o alvo. A velocidade dos atleticanos pelos lados funcionava bem.

Juninho Valoura e Raúl Cáceres davam novo gás ao América na sequência do segundo tempo. O Coelho passou a ditar o ritmo da partida, enquanto o Atlético se acomodou. O Galo recuou demais e errava todas as transições. Assim, o embate começava a ficar mais perigoso aos atleticanos, com a diferença mínima no placar. Os americanos não criavam oportunidades claras, mas precisavam só de uma bola. Carlos Alberto e Gustavo também saíram do banco, dando mais ofensividade ao América. E o risco se tornou mais claro aos 31, numa cabeçada de Éder que tinha endereço, mas Everson salvou no ângulo.

Um mínimo respiro ao Atlético surgiu na sequência, em contra-ataque puxado por Hulk parado com falta, que rendeu amarelo a Juninho. O Galo precisava de mudanças, e elas vieram com as entradas de Keno e Otávio, nos postos de Nacho e Jair. Keno, aliás, poderia ter matado o jogo aos 37. Num contragolpe, recebeu o passe de Hulk e chutou sozinho na área, mas exagerou na força e isolou. Os atleticanos tinham mais opções de contra-ataque nesta reta final, mas falhavam nas conclusões e viam os impedimentos também travarem as jogadas. O América ficava mais tempo no campo de ataque e rondava a área adversária, aguardando o momento do bote. A tensão era clara no Independência. As bolas aéreas, contudo, não tinham continuidade. Apesar da luta, o Coelho saía derrotado.

O Atlético Mineiro chega aos oito pontos no Grupo D da Libertadores, isolado na liderança. Já o América fica na lanterna, com um ponto, e corre o risco de ser eliminado nesta rodada. A definição da situação acontece na Colômbia, onde o Deportes Tolima recebe o Independiente del Valle. Os equatorianos somam cinco pontos, um a mais que os colombianos.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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