Libertadores

O Fluminense começou com dificuldades, mas ao menos buscou o empate com o River no Maracanã

O Fluminense voltava a entrar em campo pela Libertadores depois de oito anos. Porém, de todos os brasileiros que estrearam nesta semana, os tricolores teriam o desafio mais duro, mesmo dentro do Maracanã: pegar um River Plate que tão bem conhece os meandros do torneio, sob as ordens de Marcelo Gallardo. Uma bobeira do Flu rendeu o primeiro gol argentino e os millonarios iam administrando a vantagem. Ao menos, a equipe da casa melhorou no segundo tempo e a entrada de Cazares acabou se tornando essencial para buscar o empate por 1 a 1, com gol de Fred.

O Fluminense entrou em campo com Kayky e Luiz Henrique nas pontas, além de Fred e Nenê centralizados, na tentativa de explorar um pouco mais a velocidade pelos lados. O início de jogo era morno, com o River Plate mantendo a posse de bola, mas sem arriscar muito. Todavia, os millonarios conseguiram cedo o seu gol. Aos 11 minutos, Rafael Santos Borré ia chegando à linha de fundo e Marcos Felipe saiu desastradamente do gol, para cometer um pênalti desnecessário. Gonzalo Montiel converteu e abriu o placar.

O Flu quase respondeu na sequência, em uma cobrança de falta que Luccas Claro desviou e Franco Armani buscou no canto. De qualquer maneira, a sequência do primeiro tempo esfriaria os ânimos tricolores. O River se contentava em administrar o ritmo. Enquanto isso, o Fluminense errava bastante. Ficava uma partida amarrada, sobretudo no meio-campo, com raras criações dos times e as defesas se recuperando. Os cariocas, ainda assim, precisavam de uma resposta mais contundente no Maracanã.

No início do segundo tempo, o Fluminense parecia mais disposto a apertar o controle do River, mas só não tomou o segundo porque Marcos Felipe salvou quando Borré apareceu sozinho dentro da área. Roger Machado logo faria duas trocas, com Gabriel Teixeira e Cazares nos lugares de Nenê e Kayky. E o equatoriano não demoraria a causar impacto, num momento em que sua equipe crescia. Foi quando veio o empate. Aos 21, Fred tabelou com Cazares e recebeu a devolução na medida, para finalizar no canto de Armani. Não era ainda o resultado ideal, mas aliviava a pressão.

O Fluminense se animou com o gol, ganhando novo gás na sequência, com as entradas de Abel Hernández e Lucca. Cazares distribuía os passes na armação e entregou um presente a Lucca, mas ele acabou travado no momento do chute. Pouco depois, Borré respondeu num chute cruzado, que quase Federico Girotti completou. O River, ainda assim, claramente caiu de nível e não progredia. A partida ficou mais aberta no fim, com boa participação de Cazares. O substituto ainda forçou uma defesaça de Armani aos 40. Mas, apesar da melhora do Flu, faltou acelerar um pouco mais no fim para buscar a virada.

O empate não é o melhor dos resultados para o Fluminense, sobretudo pela forma como o time cresceu no segundo tempo e tinha condições de virar. Todavia, não se nega a tarimba do River Plate na Libertadores e, mesmo sendo um tropeço em casa, o resultado não soa tão ruim assim. O Flu só vai precisar tirar o prejuízo contra Junior de Barranquilla e Independiente Santa Fe na sequência da chave. Tem condições de se classificar, mas precisará corrigir alguns erros desta quinta, especialmente pelo nervosismo do início.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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