O Flamengo concluiu uma segura classificação com outra vitória sobre o Corinthians, agora sob festa no Maracanã
O primeiro tempo foi mais fechado para o Flamengo, mas a equipe não demorou a marcar na segunda etapa e fez a festa de sua torcida
A vitória maiúscula na Neo Química Arena já aproximava bastante o Flamengo das semifinais da Copa Libertadores. E o triunfo se repetiu dentro do Maracanã, sem que os rubro-negros precisassem da mesma intensidade para concluir a missão. O Corinthians até buscou uma pressão mais alta e criou suas chances de início. Porém, depois de um primeiro tempo igualado, o Fla decolou para a festa na segunda etapa – com tranquilidade. A equipe de Dorival Júnior teve seus alertas na defesa, mas também se valeu da capacidade ofensiva para resolver a parada e fazer desabar qualquer esperança dos adversários. Um grande passe de Arrascaeta para a conclusão oportunista de Pedro rendeu a vitória por 1 a 0, num jogo em que a expulsão de Bruno Méndez dificultou mais para os alvinegros na sequência do segundo tempo. O previsto favoritismo dos flamenguistas, pela fase recente do time, se confirmou sem muitas dúvidas. O Flamengo agora aguarda seu próximo oponente, Vélez Sarsfield ou Talleres.
O Flamengo repetiu a escalação da primeira partida. O meio-campo contava com Thiago Maia, João Gomes e Everton Ribeiro, além de Arrascaeta mais solto. Pedro e Gabigol se combinavam na frente. Já o Corinthians mudou alguns nomes. Raul Gustavo e Fábio Santos entraram na defesa, nos lugares de Balbuena e Lucas Piton. Fausto Vera e Roni eram novidades no meio, sem Maycon e Cantillo. O ataque reunia agora Willian ao lado de Yuri Alberto e Adson.
O Corinthians teve uma preocupação logo no primeiro minuto, quando Yuri Alberto precisou de atendimento médico. E o susto seria maior no primeiro ataque do Flamengo. Pedro matou no peito e virou uma bicicleta lindíssima, que passou ao lado da trave. Os rubro-negros atacavam principalmente pelo lado direito, mas não tinham tanta pressa na troca de passes. Em certo momento, a equipe parecia até relaxada demais. Melhor aos corintianos, que apertaram a saída de bola e cresceram. Yuri Alberto poderia ter feito melhor quando invadiu a área, mas se atrapalhou no chute. Já aos 12, Adson escapou na linha de fundo e bateu quase sem ângulo, numa defesaça de Santos. Não era uma noite tão tranquila ao Fla.
Quando o Flamengo escapou da pressão e empurrou os adversários para trás, voltou a ameaçar. Aos 16, Everton Ribeiro estava na área para desviar o cruzamento de Rodinei, mas a cabeçada passou centímetros acima do travessão. Mas não que o domínio dos rubro-negros fosse tão claro. O Corinthians tinha seu escape para tentar responder, principalmente com Willian pelo lado esquerdo. O veterano chegou a sofrer uma falta bem próxima da área, mas facilitou a defesa de Santos na batida. Dava trabalho a Rodinei.
O primeiro tempo seguia com alternâncias. O Flamengo administrava mais a posse, apesar das dificuldades em acionar seus atacantes. Quando Rodinei tentou o passe rumo à pequena área, Raul Gustavo fez um corte providencial aos 33. Já a primeira finalização de Gabigol surgiu aos 36, numa batida de muito longe, que passou ao lado da trave. A reta final da primeira etapa seria morna, com dificuldades do Corinthians para responder. Quando pintou um lance pelo alto, Fábio Santos parou em defesa firme de Santos.
O segundo tempo recomeçou com Renato Augusto no lugar de Fausto Vera pelo Corinthians. Roni e Du Queiroz logo garantiram as primeiras finalizações do time, em batidas para fora. O início dos alvinegros era melhor, rodando a bola e acuando o Flamengo. Entretanto, bastou um contra-ataque para que o gol rubro-negro acontecesse, aos sete minutos. Arrascaeta roubou a bola de Roni na intermediária ofensiva, disparou pela esquerda e cruzou rasteiro, com curva, de trivela. A bola passou por Cássio, mas não por Pedro, que entrou de carrinho para concluir na pequena área. O Maracanã explodia e a situação do Fla ficava ainda mais sossegada.
A situação do Corinthians quase degringolou de imediato, não fosse Cássio. O goleiro fez grande defesa aos dez minutos, numa construção de Arrascaeta para a batida rasteira de Gabigol. Numa atmosfera mais vibrante, o Flamengo voltava a ditar o ritmo, contra os alvinegros que sentiram o gol. A aposta de Vítor Pereira viria com as entradas de Roger Guedes e Giuliano aos 15, saindo Roni e Yuri Alberto. Nada que evitasse os perigos, logo com uma cabeçada de David Luiz que bateu na rede pelo lado de fora, após cobrança de falta. Os cariocas achavam mais espaços. E o que estava ruim para os paulistas ficou pior aos 23, quando Bruno Méndez interrompeu um avanço de Pedro com o braço na bola. O lance foi fora da área, o que valeu o cartão vermelho para o zagueiro, após revisão no VAR, por interromper uma chance manifesta.
Adson deu lugar para Balbuena recompor a defesa. Na cobrança da falta frontal, Arrascaeta mandou para fora. O Corinthians respirava por aparelhos e quase Raul Gustavo entregou o segundo gol aos 29. Cássio parou Gabigol, antes que Balbuena travasse o atacante no rebote. Só então ocorreu a primeira troca no Flamengo, com Arturo Vidal substituindo Thiago Maia. A esta altura, o objetivo dos corintianos era evitar uma derrota maior. Gabigol queria o dele e Cássio de novo interveio aos 33. Os últimos minutos eram protocolares, com uma série de substituições de ambos os lados. A deixa para que a festa dos flamenguistas soasse alto no Maracanã.
A vitória do Flamengo não guardou a melhor atuação do time nas últimas semanas. O sistema defensivo por vezes esteve exposto e o ataque também não precisou forçar. Mesmo assim, o resultado positivo sublinha um pouco mais a superioridade sobre o Corinthians. Valeu a festa no Maracanã sem tanto suor, num resultado que soou até como natural. Já os alvinegros lutaram de início, mas não esboçaram uma reação de verdade. Fica uma sensação de impotência, mesmo com o esforço durante a primeira etapa.



