O Flamengo acelerou no primeiro tempo, resolveu logo contra a Católica e confirmou a classificação na liderança
O Flamengo fez ótimos 45 minutos iniciais, com alto ritmo e muitas chances, antes de se acomodar no segundo tempo e fechar a conta com Pedro
O Flamengo pode não apresentar o futebol mais vistoso, mas não se nega o ótimo aproveitamento da equipe na Copa Libertadores. Nesta terça, os rubro-negros chegaram aos 13 pontos, suficientes para assegurar a classificação já como líder. O Fla se reencontrou com a Universidad Católica no Maracanã e se satisfez em gastar a energia por apenas 45 minutos. O time de Paulo Sousa imprimiu bom ritmo e martelou bastante no primeiro tempo, para abrir dois gols de vantagem. Já o segundo tempo ficou bem mais arrastado, com os flamenguistas mais contidos e sem grande esforço. Mesmo assim, a equipe da casa seguiu com as melhores chances e fecharia a conta em 3 a 0, com uma pintura de Pedro já no final.
O Flamengo começou o primeiro tempo com muita pegada, até exagerada, o que rendeu dois cartões amarelos precoces. No entanto, a marcação adiantada sufocava a Universidad Católica e as chances passaram a se acumular. Gabigol teria a primeira boa oportunidade, aos cinco minutos, mas facilitou a defesa do goleiro Sebastián Pérez. Nada que fosse problema, já que o primeiro gol viria aos sete minutos. Arrascaeta cobrou escanteio na direita e Willian Arão prevaleceu na área, para desferir a cabeçada. O Fla era recompensado pelo ritmo alto. Na comemoração, abraços com Paulo Sousa no banco.
A Universidad Católica pouco oferecia no ataque. Assim, o Flamengo se sentia mais à vontade para avançar e arriscar. Bruno Henrique teria uma batida perigosa aos 13. Os rubro-negros não martelavam o tempo todo, mas geravam incômodos constantes. Depois dos 25, o Fla teve uma sequência de chances. Pérez evitava o pior, com boas defesas contra Gabigol e Andreas Pereira, antes de Bruno Henrique e Arrascaeta mandarem para fora. O segundo gol parecia bastante maduro.
O Flamengo conseguiu ampliar aos 39, numa das melhores jogadas da partida. A movimentação funcionou muito bem, até que Matheuzinho cruzasse para Bruno Henrique. O atacante ajeitou de cabeça para o meio do pagode e Everton Ribeiro entrou com tudo para concluir de peixinho. Dava até para fazer mais antes do intervalo, mas Pérez operou um milagre contra Gabigol. Um raro lance de perigo da Católica só ocorreu nos acréscimos. Felipe Gutiérrez cruzou fechado, Hugo Neneca titubeou na hora de sair do gol e Diego Valencia bateu em direção à meta aberta, mas acertou a trave. Ficava o aviso para os flamenguistas não bobearem. O goleiro chegou a ser vaiado em certos momentos.
O Flamengo se acomodou no segundo tempo. A equipe resolveu se retrair e permitiu que a Católica ficasse com a bola. Os Cruzados não apresentavam muito repertório, mas rondavam a área e Hugo precisaria trabalhar contra Fernando Zampedri aos 11. Os rubro-negros não contra-atacavam com frequência e, quando conseguiram, Gabigol ficou a centímetros de completar o passe de Matheuzinho. O Fla nem precisava se esforçar muito para indicar que tinha mais recursos.
Seriam três mudanças no Flamengo aos 25, com as entradas de Rodinei, Pedro e Lázaro. O garoto da base era quem mais queria jogo. A Católica também reduziu as tentativas até voltar a incomodar numa cabeçada de Zampedri que Hugo rebateu, aos 35. Era uma partida arrastada, que ainda contou com longo atendimento a Hugo por lesão. Já depois dos 40, o Fla se aproximou do terceiro. Arrascaeta demorou para concluir e desperdiçou ótimo lance, antes de Pérez realizar mais uma defesaça nos pés de Pedro. O centroavante, enfim, assinou o seu com uma pintura aos 45. Pedro deu dois cortes secos na marcação dentro da área e, diante de Pérez, encheu o pé no alto da meta. Permitiu a festa final da torcida no Maraca.
O Flamengo chega aos 13 pontos no Grupo H. Confirma a classificação e também a liderança da chave. Já o Talleres se confirmou com a segunda colocação, ao empatar com o Sporting Cristal por 0 a 0 e contabilizar oito pontos. Católica e Cristal disputarão entre si a vaga na Sul-Americana. Os chilenos têm quatro pontos, contra dois dos peruanos.



