Libertadores

Num jogo morno, Fluminense fez o mínimo para vencer de novo e se confirmar nas quartas da Libertadores

Em partida atrasada, o Fluminense derrotou outra vez o Cerro Porteño e pegará o Barcelona de Guayaquil

O Fluminense tinha encaminhado sua classificação nas oitavas de final da Libertadores desde a partida de ida, quando venceu o Cerro Porteño em Assunção por 2 a 0. Nesta terça, o Tricolor terminou de cumprir sua missão e ratificou a vaga nas quartas com novo triunfo, agora por 1 a 0. A partida tinha sido adiada após o falecimento do filho do técnico Chiqui Arce, num acidente de automóvel. Dentro do Maracanã, o Flu anotou um gol logo cedo e pôde administrar a situação bastante favorável, numa atuação burocrática. Na próxima etapa da competição, os cariocas encaram o Barcelona de Guayaquil.

Logo no primeiro minuto, o Fluminense teve um gol de Nenê anulado por falta na construção da jogada. No entanto, o Cerro Porteño acabaria administrando um pouco mais a bola durante a etapa inicial, diante de sua necessidade no confronto. A defesa tricolor conseguia evitar grandes perigos e, logo aos 21 minutos, o time da casa ganhou um pênalti a seu favor. Fred tentou aplicar um chapéu, a bola bateu no braço aberto de Rafael Carrascal e a arbitragem anotou. Fred só deslocou o goleiro Jean. A comodidade do Flu era enorme.

O Cerro Porteño buscou a resposta imediata e parou no goleiro Marcos Felipe. O arqueiro realizou uma ótima defesa aos 30 minutos, quando Mathias Villasanti arriscou de fora da área, se esticando para salvar o Fluminense. O Ciclón assustaria mais uma vez com Villasanti aos 39. O meio-campista invadiu a área e, diante de Marcos Felipe, rolou para Mauro Boselli. O centroavante carimbou a marcação. Se os azulgranas não conseguiram converter suas oportunidades, o Flu se mostrava muito acomodado. Era uma atuação pouco criativa e de raríssimos lances ofensivos dos cariocas.

O Cerro Porteño fez a torcida adversária prender a respiração novamente na volta ao segundo tempo. Logo de cara, Federico Carrizo chutou com desvio em Luccas Claro e a bola passou ao lado da trave. Carrizo ainda teria outra chegada na sequência, mas Marcos Felipe fez a defesa com segurança. Samuel Xavier também tentaria do outro lado, parando em Jean. A pressa inicial do Ciclón, todavia, não se sustentou por tanto tempo.

Por volta dos 15 minutos, o Fluminense poderia ter feito mais na partida. Gabriel Teixeira não aproveitou um ótimo passe de Nenê, enquanto Luiz Henrique forçaria mais uma boa intervenção de Jean, após receber o presente de Fred. Basicamente, a inspiração dos tricolores dependia das jogadas do veterano. Mas não que o Cerro Porteño metesse tanto medo. Os azulgranas passaram minutos silenciosos até incomodarem um pouco mais depois dos 30. Adrián Martínez exigiria duas defesas de Marcos Felipe, incluindo um milagre no mano a mano, em lance depois anulado por impedimento.

Na reta final, o Fluminense tratou de esfriar ainda mais a partida e evitar grandes riscos. Martínez era quem mais causava problemas e cabeceou com perigo aos 45, em tiro que passou perto do travessão. Contudo, diante da missão praticamente impossível do Cerro, o placar permaneceria inalterado. O sarrafo do Flu deve aumentar nas quartas de final, contra o Barcelona de Guayaquil, que superou o Vélez Sarsfield na etapa anterior. Os tricolores precisarão de mais intensidade do que o visto no Maracanã, embora o jogo no Paraguai tenha permitido tal acomodação.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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