Libertadores

Num jogo insosso, Flamengo x Vélez não saíram do zero e os rubro-negros ficaram na liderança

Flamengo e Vélez entraram em campo no Maracanã para decidir a liderança do Grupo G da Libertadores, mas não havia qualquer pressão pelo jogo. Os dois times pareciam satisfeitos com a situação e o que se viu foi uma partida morna, aquém da ocasião e muito abaixo da estreia de ambos na fase de grupos. Com um nível de intensidade baixo em campo, o empate por 0 a 0 pareceu calhar aos dois times. Melhor aos rubro-negros, que garantem a primeira colocação rumo aos mata-matas. Mas nada que alivie as desconfianças sobre o time, diante da queda de rendimento nesta metade final da fase de grupos.

O Flamengo contou com a volta de Diego Alves ao gol, bem como viu a dupla formada por Pedro e Gabigol na frente. O início de jogo era promissor, com Arrascaeta mandando uma bola na trave logo aos três minutos. Mas não que essa empolgação inicial se sustentasse. As duas equipes não aceleravam tanto e mesmo a presença dos titulares do Fla não surtia efeito. O Vélez, por sua vez, logo passou a tomar conta da posse de bola e tinha algumas chegadas perigosas. Aos 14, após uma cobrança de escanteio, Diego Alves precisou realizar uma boa defesa em cabeçada de Matías de los Santos.

O Flamengo ficava muito espaçado em campo, sem aproximações entre os jogadores e um meio-campo inoperante. Mesmo Gabigol e Pedro não conseguiam se combinar. Além disso, faltava repertório e mais escape pelos lados. Isso ditou a exibição de um time limitado, que também não se protegia e deixava o Vélez jogar. Além do mais, as dificuldades nas bolas paradas se repetiam. Diego Alves voltou a aparecer numa cobrança de escanteio fechada de Federico Mancuello, que poderia render um gol olímpico. O Fla só tento algo na reta final da primeira etapa, mas nada que gerasse real perigo. Quando Lucas Hoyos bateu roupa, Gabigol mandou para fora.

O Flamengo voltou para o segundo tempo mais interessado e teria mais lances claros nos primeiros minutos. Gustavo Henrique mandou para fora e Pedro também erraria o alvo por pouco. Os rubro-negros indicavam uma postura mais ofensiva e controlavam a bola, mas não que a melhora resultasse na melhor versão do time. O Fla aproveitava melhor as bolas paradas e Gustavo Henrique voltou a ter outra chance aos 22, mas o goleiro Hoyos salvou os argentinos. O arqueiro logo depois também pegaria um chute de Everton Ribeiro.

As mexidas no Flamengo vieram a partir dos 30, com as entradas de Léo Pereira, João Gomes e Vitinho. Gérson, um dos substituídos, não escondeu a insatisfação – apesar de fazer jogo ruim. O Fla até ganhava mais ofensividade, sem conseguir necessariamente se impor. O melhor lance viria só aos 44, quando uma bola tabela rendeu a brecha na risca da pequena área para Vitinho, que mandou por cima da meta. O ponta ainda teria mais uma boa jogada, mas ficaria nisso. O empate já era interessante ao Flamengo, mas não suficiente a quem esperava um bom jogo. No fim, ainda deu tempo para Francisco Ortega receber o segundo amarelo e ser expulso do lado argentino.

O Flamengo termina a fase de grupos com 12 pontos, numa classificação tranquila que foi possibilitada pelas ótimas vitórias na primeira metade da disputa. Nos últimos três jogos, três empates e pouca coisa positiva. O Vélez, com dez pontos, passa em segundo. Já a LDU Quito confirmou a presença na Sul-Americana com o terceiro lugar. No Equador, os Albos fecharam a fase com o triunfo por 5 a 2 sobre o Unión La Calera.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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