Libertadores

No talento de seus meias, Palmeiras destrava o Cerro Porteño e encaminha vaga nas quartas

Scarpa e Veiga deram ótimos passes nos gols da vitória por 3 a 0 do bicampeão sul-americano fora de casa no jogo de ida das oitavas de final

Cabeça a cabeça com Raphael Veiga para ser o maior artilheiro do Palmeiras na Libertadores, Rony abriu vantagem de dois gols nesta quarta-feira, chegando a 16, ao marcar duas vezes na vitória do bicampeão sul-americano sobre o Cerro Porteño por 3 a 0, fora de casa, um jogo bem amarrado que foi destravado pela qualidade dos meias alviverdes.

Antes de Gustavo Scarpa, com sua 11ª assistência do ano, colocar a bola na cabeça do atacante palmeirense, e de Raphael Veiga deixar Dudu na cara do goleiro Jean para o segundo gol, as chances haviam sido escassas para os dois times. O Palmeiras teve problemas para quebrar o sistema defensivo de Arce, cuja estratégia funcionou melhor no primeiro tempo, mas acabou fazendo valer a sua superioridade para encaminhar vaga nas quartas de final.

Não seria exagero dizer que o melhor momento da etapa inicial foi o capote de Gustavo Scarpa (chutou a perna do bandeirinha, o próprio pé e desabou no chão na hora em que tentava, sem sucesso, cobrar um escanteio). Pelo menos não seria um grande exagero. O Palmeiras adotou uma postura bastante controlada e cautelosa, não muito diferente da estratégia em jogos fora de casa que o levou a dois títulos de Libertadores consecutivos.

A melhor jogada foi o do lateral Piquerez, arrancando pela esquerda antes de cruzar à segunda trave, onde Rony apareceu livre mandando para fora. Mas estava impedido de qualquer maneira. Nem Weverton e nem Jean precisaram fazer uma defesa antes do intervalo. No segundo tempo, os primeiros 15 minutos aproximadamente também não foram os mais emocionantes, antes de o ataque do Palmeiras finalmente começar a fluir melhor.

A primeira jogada de verdadeiro perigo começou em uma cobrança curta da escanteio. Scarpa tocou à entrada da área, onde Dudu ajeitou de calcanhar para Raphael Veiga. Jean defendeu o chute rasteiro, mas deixou o rebote para Danilo. Debaixo da trave, sem marcação, à queima-roupa, a revelação palmeirense carimbou o goleiro e perdeu uma chance inacreditável. Acabou que não faria muita falta.

No minuto seguinte, Piquerez avançou pela esquerda e deixou com Scarpa, que cruzou na medida para Rony marcar de peixinho. O Palmeiras ampliou em uma jogada muito bem trabalhada. Raphael Veiga deu o passe entre a defesa do Cerro Porteño, e Dudu ficou na cara de Jean. Apenas rolou para Rony empurrar às redes. Como a posição de Dudu era duvidosa, houve uma checagem do assistente de vídeo para confirmar o segundo gol.

Perdendo por 2 a 0, o Cerro Porteño não teve muita alternativa e saiu um pouco mais, permitindo que o Palmeiras encontrasse mais espaço nas costas da defesa com bolas longas. Abel Ferreira colocou Gabriel Veron e Wesley, aos 32 minutos, para tentar explorar essa nova situação. Mas o terceiro gol saiu em uma bola parada mesmo: Gustavo Gómez subiu em escanteio e cabeceou para Murilo, que precisou bater duas vezes. A primeira pegou em Jean, a segunda foi para o fundo das redes e garantiu uma ótima vantagem ao Palmeiras para o jogo de volta no Allianz Parque na próxima semana.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.
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