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Navarro marca quatro vezes, Raphael Veiga faz duas pinturas, e Palmeiras dá show: 8 a 1

Raphael Veiga fechou a conta da maior goleada do Palmeiras na Libertadores com dois gols magníficos

O Palmeiras poupou quase o seu time inteiro para o jogo teoricamente mais fácil da fase de grupos da Libertadores, mas esse jogo ficou menos fácil quando o Independiente Petrolero abriu o placar no sexto minuto. Mas os paulistas se impuseram como atuais bicampeões sul-americanos e conseguiram a sua maior goleada na história da competição (junto com o 7 a 0 contra o El Nacional em 1995), com quatro gols de Rafael Navarro e dois chutes magníficos de Raphael Veiga para vencer por 8 a 1.

Navarro está aproveitando a fase de grupos para firmar sua posição no elenco do Palmeiras, que vira e mexe está no mercado em busca de um centroavante, e também para abrir uma boa vantagem na tabela de artilharia. Com dois gols na vitória por 4 a 0 na estreia contra o Deportivo Táchira, já tem seis, mais que os principais marcadores da Libertadores de 2014.

Weverton, Gustavo Gómez, Jorge e Zé Rafael foram os únicos jogadores que começaram tanto contra o Ceará no último sábado quanto nesta terça-feira. Abel Ferreira mais uma vez rodou bastante o seu elenco, com Eduard Atuesta titular atrás de um ataque com Breno Lopes, Gabriel Veron, Wesley e Rafael Navarro. E logo aos seis minutos, saiu perdendo.

O palmeirense conhece bem quem deu a assistência: Jonathan Cristaldo. O atacante fez a parede dentro da área ao receber uma cobrança de lateral e rolou para José Correa chegar batendo de perna esquerda, no canto alto de Weverton. Foi como começar perdendo o jogo por um gol de diferença e, ferido, o bicampeão sul-americano foi com tudo para cima do Independiente Petrolero.

Zé Rafael arriscou de fora da área, Gustavo Gómez teve um cabeceio cortado em cima da linha e Navarro, na cara do gol, foi travado na hora de finalizar. Mas o ritmo baixou, e a pressão aliviou um pouco, embora o Petrolero não conseguisse passar do meio-campo. Houve dificuldade na criação, com excesso de cruzamentos e, pior, muitos deles completamente errados, diretamente para fora ou nas mãos do goleiro. Wesley foi especialmente talentoso nesse quesito.

Quando parecia que tudo se caminhava para os jogadores levarem uma bronca daquelas nos vestiários, não de Abel Ferreira, ainda suspenso por ter sido expulso na Recopa Sul-Americana, Jorge errou outro cruzamento, a defesa afastou e Zé Rafael soltou um bonito chute de fora da área, no cantinho de Álex Arancibia.

Por muito pouco o Palmeiras não virou antes do intervalo. A chance mais clara foi criada pelo cruzamento rasteiro de Mayke. Navarro desviou no pé da trave e Wesley teve o rebote, de frente para o gol, mas carimbou Emerson Velásquez. Esperto, Wesley também exigiu boa defesa de Arancibia com um chute da ponta esquerda que todos esperavam que fosse um cruzamento.

Na volta do intervalo, o Palmeiras resolveu a parada rapidinho, aproveitando bem os lados do campo. Breno Lopes fez grande jogada, logo aos dois segundos, foi à ponta e cruzou para Navarro cabecear firme na primeira trave. Do outro flanco, Jorge centrou, Gómez cabeceou para o meio da área, Kuscevic foi travado, e Navarro pegou a sobra para ampliar a 3 a 1. Dois minutos depois, foi Veron quem fez a jogada pela ponta direita antes de cruzar rasteiro, novamente à primeira trave. Navarro dessa vez se esticou para desviar.

Começou uma segunda rotação, com as entradas de Danilo, Murilo e Raphael Veiga aos 21 minutos, e depois de Rony, com o jogo parecendo morto. Mas ele reviveu a partir do quarto gol de Navarro, bem posicionado dentro da pequena área para completar outro cruzamento de Mayke. Rony fez o sexto, agora com assistência de Navarro, que abandonou seu cargo de artilheiro momentaneamente para ser garçom.

E ainda tinha mais: um golaço para entrar entre os mais bonitos da história do Allianz Parque. Aos 41 minutos, Gabriel Menino cobrou o escanteio da direita direto para o bico esquerdo da grande área, onde Raphael Veiga apareceu com um chute de primeira que acertou o ângulo de Arancibia.

E ainda tinha mais um pouco: incapaz de ficar satisfeito, Veiga bateu uma falta do lado direito da área direto ao mesmo ângulo que havia acertado minutos antes, para fechar com chave de ouro o show do Palmeiras.

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Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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