Marcação forte mina Santos e garante feito corintiano

Não adiantou o Santos ter maior posse de bola ou trocar mais passes que os adversários. O ataque do Peixe foi praticamente inoperante diante da fortíssima marcação. E o resultado final foi amplamente comemorado pela torcida corintiana: o empate por 1 a 1 foi suficiente para colocar o Corinthians pela primeira vez na final da Libertadores. Um time longe de ter o brilhantismo de outros tempos no Parque São Jorge, mas que foi mais eficiente do que nunca na competição continental.
Nesta quarta-feira, ficaram claros os problemas santistas em infiltrarem a área corintiana. A equipe da Vila Belmiro terminou com 63% da posse de bola – que chegou a ser 69% ao final do primeiro tempo – e acertou 453 passes durante os 90 minutos, mais que o dobro dos 215 dos paulistanos. Ainda assim, o Corinthians finalizou nove vezes, contra apenas seis do Santos. Prova clara da falta de incisão dos visitantes.
A posse de bola do Santos esteve toda concentrada no meio de campo. Enquanto teve a bola nos pés, o time de Muricy Ramalho permaneceu 64,5% do tempo na faixa central, contra somente 13% no terço ofensivo. Sem espaços, o time preferiu tocar a bola ao invés de ser mais vertical. O aproveitamento de 93% de acerto nos passes mostra que o Peixe preferiu correr poucos riscos, sendo que Durval foi o melhor passador do time, com 61 toques. E o gol só nasceu na única vez em que Neymar conseguiu arrancar, puxar a marcação e deixar espaço livre para Alan Kardec avançar.
Do outro lado, o Corinthians foi bem mais direto em seus ataques, especialmente por apostar em contragolpes na maior parte do tempo. Arriscando mais nos passes, o time teve 84% de aproveitamento no fundamento, além de ter realizado 51 lançamentos ao longo do jogo – contra 44 do Santos. Os corintianos ainda sofreram 30 faltas, enquanto cometeram 20, precisando ser parados com maior frequência pelos adversários.
O time do técnico Tite também soube explorar melhor as laterais durante suas investidas ofensivas. Enquanto manteve a posse, o time permaneceu 73,6% do tempo nos lados do campo, 59,4% a partir da linha do meio de campo. E foi exatamente em uma investida pelo flanco esquerdo que Liedson sofreu a falta, que acabou no gol de Danilo e, por consequência, selou o lugar dos alvinegros na decisão.



