Libertadores

Lei do ex e faltas castigam o Atlético-MG, que perde invencibilidade para o Peñarol

Atlético viu Léo Fernandez acertar três faltas perfeitas, com duas terminando em gols no rebote, e perdeu invencibilidade na Libertadores e com Milito

O Atlético-MG foi até o Campeón del Siglo encarar o Peñarol em uma noite fria em Montevidéu, e voltou para a casa derrotado por 2 a 0, perdendo várias invencibilidades: na Libertadores 2024, com Gabriel Milito e também fora do Brasil na competição continental. O Galo foi castigo pela lei do ex e as faltas sempre perigosas de Léo Fernandez, que garantiram o triunfo uruguaio.

Como sempre acontece nos jogos com Milito, o Atlético teve muita superioridade na posse de bola, mas, dessa vez, não conseguiu transformar isso em chances de gol. O Galo parou na ótima marcação do Peñarol, que não deixou nenhum espaço para o ataque atleticano. Com a bola, os uruguaios aproveitaram uma de suas principais armas: as faltas de Léo Fernandez. As três que ele bateu levaram enorme perigo, e em duas os Aurinegros aproveitaram rebotes para marcar.

Atlético teve a bola, mas parou marcação do Peñarol, que foi melhor

Como já de praxe do Atlético de Milito, o time teve muito mais posse de bola que o adversário, que não fez muito esforço para marcar o time atleticano até o meio-campo. A partir do centro do gramado, os uruguaios se fecharam com perfeição e não deram espaços para o Galo jogar, buscando assim sair em contra-ataques ou aproveitar erros do Alvinegro.

Nesse duelo de estratégias, foi superior a do Peñarol, que não sofreu sustos e conseguiu chegar com perigo três vezes. A primeira foi em bola parada com Léo Fernandez, que parou em importante defesa de Everson. Na segunda, justamente no que o time do Aguirre queria: um erro atleticano. Otávio perdeu a bola no meio e Sequeira recebeu livre pela esquerda para soltar o pé, mas também parar em Everson.

Mas a melhor chance da primeira etapa aconteceu já nos minutos finais, quando o Peñarol conseguiu uma escapada rápida pela esquerda e Sequeira recebeu um cruzamento perfeito, sozinho e de frente pro gol, mas o atacante tentou pegar de primeira e isolou a bola, por sorte do Galo.

O Atlético teve 75% de posse de bola, mas, dessa vez, isso não passou de só mais uma estatística, já que o time não conseguiu converter isso em um domínio, como fez nas outras partidas, sem assustar o adversário uma vez sequer.

Atlético perdeu Otávio e não tinha reposição

No lance em que vacilou e gerou a chance de gol para o Peñarol, Otávio acabou sentindo uma lesão muscular e teve que ser substituído. Milito não tinha nenhum volante no banco, então optou pelo meia Igor Gomes, recuando Alan Franco para ser o primeiro homem do meio.

No intervalo, com Alan Franco amarelado, o argentino surpreendeu ao tirá-lo para colocar o atacante Vargas. Dessa forma, Zaracho passou a ser o primeiro volante, com Igor Gomes jogando como o segundo homem do meio-campo.

Lei do ex e faltas de Léo Fernandez decidem o jogo

Com as alterações ousadas de Milito, que além de Vargas colocou o jovem Alisson na vaga de Jemerson, o Atlético seguiu dominante com a bola e foi chegando ao ataque aos poucos, mas ainda longe do ímpeto visto em outros jogadores. Defensivamente, o Galo conseguiu se arrumar e sofreu menos com as investidas uruguaias nos minutos iniciais.

O Atlético controlou o jogo nos primeiros 20 minutos do segundo tempo, até uma falta mudar o rumo da partida. Especialista no assusto, tendo quase marcado no primeiro tempo, Léo Fernandez teve nova chance, e dessa vez explodiu a bola no travessão. Na sobra, a zaga do Galo não conseguiu cortar e a lei do ex apareceu forte, com Lucas Hernandez, ex-atleticano, abrindo o placar.

Aos 30 minutos, a história se repetiu. Mesma falta (cometida até pelo mesmo jogador, Igor Gomes), e Léo Fernandez foi de novo para a batida. Dessa vez, Everson voou para defender, mas o rebote caiu nos pés do artilheiro Maxi Silveira, que completou para o gol com o goleiro atleticano ainda no chão.

Atlético perde os 100%, mas segue líder

Apesar da derrota, que fez o Atlético perder os 100% que tinha na Libertadores até então, o Galo segue líder disparado do Grupo G, com 12 pontos. O Peñarol aparece com nove. Rosario Central (quatro pontos) e Caracas (um ponto) se enfrentam na quinta. Caso os argentinos não vençam, os uruguaios garantem a vaga para as oitavas de final.

O Atlético não perdia fora do Brasil pela Libertadores há incríveis 14 jogos. A última derrota havia sido em 2019, quando foi goleado pelo Cerro Porteño no Paraguai. A derrota no Uruguai também foi o primeiro revés que o Galo sofreu sob o comando de Gabriel Milito.

Foto de Alecsander Heinrick

Alecsander Heinrick

Alecsander Heinrick se formou em Jornalismo na PUC Minas em 2021. Antes da Trivela, passou por Esporte News Mundo, EstrelaBet e Hoje em Dia.
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