Libertadores

LDU pressionou, mas foi Marinho quem decidiu, e o Santos venceu em Quito

Ganhar fora de casa em um mata-mata da Libertadores é difícil. Aliás, o mesmo vale para qualquer jogo fora de casa da Libertadores. A altitude é um desafio extra, geralmente temido pelos clubes brasileiros. O Santos, porém, deu de ombros a todos esses obstáculos. Com o poder de decisão de Marinho e capacidade de resistir à pressão da LDU, venceu por 2 a 1, no jogo de ida das oitavas de final.

Para ser justo, a LDU não apresentou tantas dificuldades assim quando teve a bola e assumiu o controle das ações. Para quem tem teve 65% de posse no combinado dos dois tempos, criou muito pouco. Quando chegou, esbarrou na boa apresentação do goleiro John Victor.

O Santos começou muito bem. Logo ao seis minutos, Pará recebeu pela direita, passou pelos marcadores e chegou à linha de fundo. Tocou para trás, na região da marca do pênalti, onde Soteldo conseguiu o domínio e encheu o pé para abrir o placar. E aí, a LDU passou a pressionar.

A defesa do Santos foi bem para travar Martínez Borja na entrada da pequena área, nem tão bem assim para lidar com o lateral direito Pedro Perlaza. Ele teve duas chegadas muito perigosas pela direita, com um corte de Lucas Veríssimo e uma saída do gol de John Victor que, depois, trabalhou em dois tempos para barrar a bomba de fora da área do jogador equatoriano.

Marinho e Soteldo tentaram responder, sem muita pontaria, e, ao fim de um primeiro tempo em que teve 62% de posse de bola, a LDU empatou em… um contra-ataque. O Santos teve uma falta pela esquerda, Soteldo bateu, a defesa afastou. Billy Arce disparou pela direita, deixou todo mundo comendo poeira, entrou na área, cortou Pituca e bateu para ótima defesa de John. Mas, no rebote, Jhojan Julio conseguiu ganhar pelo alto e desviou às redes.

O árbitro mal havia apitado o início do segundo tempo, e Marinho já mostrava que estava elétrico. Soltou a bomba de fora da área. Adrián Gabbarini caiu para espalmar. A LDU respondeu quase na mesma moeda. Uma falta pela esquerda cobrada curta para Alcívar. Defesa de John Victor.

Aos 12 minutos, Marinho fez a jogada individual que decidiu o jogo. Recebeu na entrada da área, pela direita. Cortou para dentro com a perna esquerda e deixou Edison Vega na saudade. Ordóñez tentou barrar sua invasão e também foi fintado com precisão, mas deixou o pé no meio do caminho. Deu um toque por baixo no atacante santista. Pênalti claro, que ele mesmo converteu no segundo gol.

Marinho ainda mandou uma falta quase da intermediária que exigiu outra boa defesa de Gabbarini, mas o restante do jogo foi basicamente a LDU tentando furar a defesa do Santos, sem sucesso, e precisando ficar atento aos contra-ataques. O árbitro ainda deu nove minutos de acréscimo, que apenas adiaram a excepcional vitória brasileira.

 

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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