Libertadores

Internacional abusou do direito de perder gols e foi eliminado pelo Olimpia nos pênaltis

O Colorado perdeu uma série de chances, teve gol anulado e pênalti desperdiçado no tempo normal, antes de cair na disputa decisiva

A atuação coletiva do Internacional foi boa o suficiente para eliminar o Olimpia, com certa folga, nesta quinta-feira, no Beira-Rio, mas a imprecisão das finalizações, um gol anulado por impedimento e um pênalti perdido impediram que isso se concretizasse. Após novo empate por 0 a 0 no tempo normal, a decisão da vaga nas quartas de final foi para a marca da cal. Thiago Galhardo foi o único a desperdiçar a sua batida, e os paraguaios avançaram à próxima fase da Libertadores.

Foi um castigo a um time que não soube aproveitar a sua superioridade para abrir vantagem no placar, em um jogo que decorreu de maneira muito diferente ao primeiro, quando o goleiro Daniel foi o grande destaque. Alfredo Aguilar teve uma grande parcela da responsabilidade belas boas defesas que realizou, mas também pesou a falta de capricho nos 17 chutes dados ao longo dos 90 minutos pelo Colorado.

O Internacional do primeiro tempo esteve mais próximo daquele que goleou o Olimpia na fase de grupos – com outro técnico e alguns jogadores diferentes – do que o que ficou no 0 a 0 no jogo de ida. Teve tudo: 72% de posse de bola, dez finalizações, chances claras, bola na trave, exigiu defesas do goleiro Alfredo Aguilar e mal foi ameaçado na defesa. Bom, quase tudo. Faltou o gol.

Logo aos seis minutos, Yuri Alberto foi acionado por Taison dentro da área e fez Aguilar trabalhar bem pela primeira vez na noite. Depois, aos 23, Taison carregou pelo meio, abriu bem para a perna esquerda e bateu colocado. A bola caprichosamente acertou o pé da trave. O gol até chegou a sair, em uma virada de jogo de Galhardo para Yuri Alberto, que ajeitou para Taison completar, mas o lance foi anulado por impedimento.

O Inter pegou ritmo de vez depois disso e seguiu exigindo boas defesas de Aguilar, como em cabeçada de Thiago Galhardo, aos 33, e na batida de primeira de Yuri Alberto, aos 40. Entre elas, Galhardo teve uma ótima chance dentro da área. Primeiro, acertou o zagueiro. Mas ficou com a sobra e… mandou para fora.

Outras duas boas chances no começo do segundo tempo, com Galhardo e Moisés batendo para fora, indicaram que o Internacional seguiria em cima do Olimpia. E seguiu. E até teve um pênalti a seu favor, quando Taison foi (mais ou menos?) derrubado dentro da área. Quando Edenílson, que vinha de 14 cobranças convertidas em sequência, parou nas mãos de Aguilar, a sensação do torcedor colorado era que o gol não sairia de jeito nenhum. E, para piorar, a confiança do Olimpia cresceu, e os paraguaios passaram a atacar um pouco mais. Nada de especial. A única defesa que Daniel precisou fazer foi em um chute fraco de Richard Ortíz, já nos minutos finais da partida.

Os pênaltis chegaram, e o Olimpia (e nem o Inter) sabia exatamente como. Mas chegaram. E aí tudo fica igual. As batidas foram muito boas. Edenílson desta vez acertou. Alejandro Silva empatou com categoria. Boschilia, Isidro Pitta, Moisés e Braian Ojeda converteram sem problemas. A batida cruza de Mauricio foi a mais perigosa, Aguilar quase alcançou. Richard Ortíz empatou para o Olimpia.

A nona cobrança, porém, foi isolada por Thiago Galhardo. Derlis González fez 5 a 4 para o Olimpia, e a Libertadores da América deste ano acabou para o Internacional.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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