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Guia da Libertadores 2022 – Grupo C: Nacional, Vélez, Bragantino, Estudiantes

Um grupo com três campeões e um clube emergente do Brasil: a disputa no Grupo C é das mais abertas e interessantes da Libertadores

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Um dos grupos mais equilibrados da Libertadores é este Grupo C, que tem nada menos que três campeões da Libertadores. O Nacional é o cabeça de chave, muito pelo peso da sua tradição no ranking histórico, e ainda tem a companhia dos também campeões Vélez Sarsfield e Estudiantes, ambos argentinos. Para completar, o atual vice-campeão da Sul-Americana, o Red Bull Bragantino, que está louco para mostrar que tem asas para voar mais alto.

Nacional

Um dos mais tradicionais clubes do continente, o Nacional chega à Libertadores como vice-campeão uruguaio de 2021. O clube contratou o treinador Pablo Repetto, que já fez sucesso com o Independiente del Valle, passou pelo Olimpia e estava na LDU nos últimos quatro anos, onde conquistou três títulos. Repetto, de 48 anos tentará resgatar a glória passada do Bolso, mas não vive uma grande fase na atual temporada. O time está apenas em nono lugar depois de sete partidas. Precisará mostrar mais na Libertadores.

O time tem a experiência do centroavante argentino Emmanuel Gigliotti, de 34 anos, que chegou nesta temporada do León, do México. É a figura mais conhecida do clube de Montevidéu. O Bolso ainda conta com o goleiro Sergio Rochet, de 29 anos, que é da seleção uruguaia, com quatro jogos no currículo. O objetivo do time não poderia ser outro: chegar {as oitavas de final. A missão não será fácil, porque a concorrência é com quatro times de boa qualidade, mas como cabeça de chave, os uruguaios almejam avançar.

Lucas Janson, do Vélez Sarsfield (divulgação)

Vélez Sarsfield

O Véléz um dos campeões que jogam neste grupo e chegam à Libertadores como o melhor time ainda não classificado pela campanha de 2021, ocupando a quarta vaga argentina. O time é comandado pelo técnico Julio Vaccari, que assumiu o time no dia 24 de março, logo depois do pedido de demissão de Mauricio Pellegrino, que estava no cargo desde abril de 2020. A troca veio porque o time vai mal das pernas na Copa da Liga, onde é apenas o nono colocado após oito rodadas, longe de classificação para a próxima fase. Mesmo assim, El Fortín quer buscar uma vaga na próxima fase neste grupo imprevisível.

O veterano Lucas Pratto está no elenco, aos 33 anos, e é um dos mais experientes do elenco, já com o título da Libertadores conquistado pelo River Plate. O time ainda tem Emanuel Insúa, de 30 anos, lateral esquerdo com uma carreira na Europa. Em experiência, o Vélez levou Leonardo Jara, de 30 anos, que estava no Boca. No campeonato local, quem tem brilhado é Lucas Janson, de 27 anos, meia ofensivo que pode atuar tanto como o famoso enganche como também aberto pela ponta esquerda. Entre os jovens, Damián Fernández, da base do time, tem apenas 20 anos e é um zagueiro que tem se mostrado bem promissor. Thiago Almada, principal revelação do clube, deixou a equipe rumo à MLS no começo do ano.

Artur, do Red Bull Bragantino (Foto: Ari Ferreira / Red Bull Bragantino)

Red Bull Bragantino

Um dos times que mais cresceu nos últimos anos, o Red Bull Bragantino tem aproveitado bem o impacto causado pela chegada da gigante dos energéticos para se tornar um time relevante não só em cenário nacional, mas também internacional. O vice-campeonato da Sul-Americana foi uma frustração, mas mostrou o quanto o time tem condição de brigar. Até por isso, a ambição aqui é alta: chegar ao mata-mata e tentar fazer barulho. O time tem nível para isso e é o elenco mais recheado desse grupo, como acontece com quase todos os brasileiros na Libertadores.

O bom trabalho do treinador Mauricio Barbieri já rende frutos e o Braga se tornou um time cheio de jovens promissores, alguns que não conseguiram vingar ainda, mas que passaram por grandes clubes. Um dos destaques do time é Léo Ortiz, de 26 anos, zagueiro formado pelo Inter e que tem passagem pela seleção brasileira. O time ainda contratou Emiliano Martínez, volante uruguaio de 22 anos que veio justamente do Nacional, outro clube do grupo. Tem ainda Bruno Braxedes, destaque já na temporada passada, o meia Hyoran, que veio do Atlético Mineiro, e tem como estrela o atacante Artur, de 24 anos, que é quem mais resolve jogos pela equipe atuando na ponta direita.

Fernando Zuqui, do Estudiantes de La Plata (Marcelo Endelli/Getty Images)

Estudiantes de La Plata

O Estudiantes precisou passar pelas fases preliminares, mas chega à fase de grupos credenciado pelo peso que tem na competição. A equipe presidida pelo craque Juan Sebastián Verón tem como técnico Ricardo Zielinski, argentino de 62 anos com passagens em diversos clubes do país, sendo a mais notável pelo Atlético Tucumán. A equipe está bem colocada na Copa da Liga, em segundo lugar no seu grupo, com destaque para o meio-campista Fernando Zuqui, de 30 anos, o principal jogador do time.

A equipe tem Mauro Boselli, de 36 anos, como um dos seus jogadores mais experientes. Ele era o destaque da equipe que conquistou a Libertadores em 2009, na época com Verón ainda em campo. Entre os experientes, há também o goleiro Mariano Andújar, que é o capitão do time aos 38 anos. O lateral esquerdo Emmanuel Más é outro que merece destaque, já com 33 anos e muita experiência nas costas. Vale ficar de olho também no centroavante Leandro Díaz, de 29 anos, que chegou do Tucumán, onde trabalhou com Zielinski, e é quem mais marca mais gols na equipe.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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