Libertadores

Guia da Libertadores 2022 – Grupo A: Palmeiras, Emelec, Deportivo Táchira e Independiente Petrolero

Pouca coisa indica que o atual bicampeão sul-americano terá problemas para passar às oitavas de final

Este conteúdo faz parte do Guia da Libertadores 2022. Clique aqui e veja mais grupos

O Palmeiras, vencedor das últimas duas Libertadores, não poderia ter desejado uma chave muito diferente. O grupo apresenta poucas dificuldades. O Emelec é quem tem mais capacidade de roubar alguns pontos, o Deportivo Táchira tem experiência em Libertadores e o estreante Independiente Petrolero o levará a quase 3.000 metros de altitude. Mas a superioridade alviverde é grande e provavelmente confirmará uma classificação em primeiro lugar sem grandes sustos. Os equatorianos pintam como segunda força do grupo, seguidos pelos venezuelanos.

Palmeiras

Ao bicampeão sul-americano, o que mais é possível almejar senão o terceiro título consecutivo? A história mostra o quanto é difícil. Aconteceu apenas duas vezes e a última foi nos anos setenta, com o tetra do Independiente. Este time do Palmeiras, porém, está acostumado a missões difíceis. Como na campanha passada, na qual passou por Atlético Mineiro e Flamengo antes de ser bicampeão em Montevidéu. Como no Mundial de Clubes, sem levar o título, mas fazendo o Chelsea suar. Como na final do Campeonato Paulista, campeão após perder o jogo de ida por 3 a 1 para o São Paulo, goleando no Allianz Parque. Abel Ferreira nunca esteve com tanto moral, mesmo que ainda haja críticas pontuais (algumas mais do que pontuais) ao seu estilo de jogo. A renovação de contrato até 2024 foi a melhor notícia do ano ao torcedor palmeirense, mais seguro de que não perderá um dos melhores treinadores da sua história de uma hora para a outra. O título paulista foi o quinto do português em um trabalho que ainda não completou dois anos. Tudo começa com uma forte defesa, que varia entre linha de quatro e três zagueiros. Weverton segura a ponta debaixo das traves, e Gustavo Gómez é o líder do setor. Marcos Rocha recuperou a solidez na lateral direita e Piquerez é importante também por permitir essa variação tática. Entre os jovens revelados pelo Palmeiras recentemente, nenhum está se destacando mais do que Danilo no meio-campo. O setor tem gerado muitos gols graças a Raphael Veiga, na melhor fase da sua vida. E se o retorno começou meio devagar, Dudu está ficando cada vez mais à vontade como o líder técnico deste time e o maior ídolo de uma geração de torcedores.

João Rojas, do Emelec (Foto: RODRIGO BUENDIA/AFP via Getty Images)

Emelec

Está de volta à Libertadores após dois anos ausente. Poderia ter mudado o curso da história em sua última participação, em 2019, porque levou o Flamengo de Jorge Jesus à disputa de pênaltis. Mas, derrotado, demorou para emplacar outra boa campanha no Campeonato Equatoriano. Aconteceu apenas ano passado, com a liderança do primeiro turno. Perdeu a final para o Independiente del Valle, mas, no agregado da tabela, foi o time que mais somou pontos no Equador. Credenciais para tentar buscar essa segunda vaga do Grupo A. Toda essa trajetória foi liderada pelo espanhol Ismael Rescalvo, técnico do Emelec desde 2019. Ele teve uma passagem mais curta pelo Del Valle, entre o uruguaio Pablo Repetto, que levou o IDV à final da Libertadores, e Miguel Ángel Ramírez. Rescalvo demorou a engrenar, mas agora chega com mais moral. Conta com o goleiro Pedro Ortíz, geralmente convocado pela seleção equatoriana. Teve uma boa prestação de Dixon Arroyo, contratado do Del Valle alguns anos atrás, e Sebastián Rodríguez é uma peça importante do meio-campo. Começou 2022 com faro de artilheiro, marcando três vezes em seis jogos. João Rojas possui qualidade ofensiva, e o atacante Mauro Quiroga, 32 anos, foi contratado do Necaxa para tentar ser o homem-gol.

Lucas Gómez comemora pênalti contra o Caracas na final do Venezuelano (Foto: YURI CORTEZ/AFP via Getty Images/One Football)

Deportivo Táchira

Figurinha carimbada que não disputou a Libertadores apenas uma vez desde 2015. Mas tem certa dificuldade para passar pelas fases preliminares, o que conseguiu apenas uma vez em suas últimas quatro participações. Foi ano passado, antes de ficar em terceiro lugar no grupo do Internacional. Caiu à Copa Sul-Americana, mas não teve vida longa, eliminado de cara pelo Rosario Central nas oitavas de final. Mas conquistou seu nono título venezuelano, dividindo a melhor campanha do hexagonal final com o Caracas e depois vencendo a decisão nos pênaltis. O título representou o fim do ciclo do técnico Juan Domingo Tolisano, que saiu para o Antofagasta, do futebol chileno. Para o seu lugar, chegou o espanhol Álex Pallarés, que teve passagem pelo clube venezuelano em 2018 e estava no Los Barrios, da quarta divisão espanhola. Ele tentará manter o estilo de jogo mais ofensivo e de toque de bola, embora o elenco tenha sofrido algumas baixas. Principalmente o panamenho Freddy Góndola e o veterano Pérez Greco, que se aposentou.

O Independiente Petrolero ergue a taça do Campeonato Boliviano

Independiente Petrolero

O Independiente Petrolero retornou à elite do futebol boliviano após 17 anos marcando um gol aos 51 minutos do segundo tempo da última rodada para conquistar o título do campeonato nacional, superando o The Strongest. Terá sua primeira participação na Libertadores, um teste para quantos milagres consegue emendar. É um clube de Sucre, a 2.800 metros do nível do mar, o que pode ser um complicador a seus adversários mais poderosos e/ou acostumados à competição. Teve campanhas esporádicas na elite entre as décadas de setenta e oitenta, mas se firmou nos anos noventa, e havia sido vice-campeão do Apertura em 1994, antes de ser rebaixado. É treinador pelo ex-goleiro Marcelo Robledo, que conquistou muitos títulos com o seu rival, o Universitario de Sucre. Tem nos volantes Joel Bejarano e Mihail Avilés o principal ponto de sustentação do meio-campo. Mas terá que lidar com baixas importantes. O articulador Gustavo Cristaldo saiu para o Always Ready, e o atacante Martín Prost, artilheiro do Boliviano do ano passado com 18 gols, foi negociado com o The Strongest. VEJA MAIS DO GUIA DA LIBERTADORES: 

Mostrar mais

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo