Libertadores

Grupo E: São Paulo, Racing, Sporting Cristal, Rentistas

O time a ser batido no grupo

O São Paulo entra como cabeça de chave e como o time com mais recursos, mais elenco e mais expectativa quer possa ir mais longe. É um tricampeão da América, o que por si só é um fato que chama a atenção, mas o último título foi em 2005 e o peso de mais de oito anos sem título existe e é relevante. O clube contratou um novo técnico, Hernán Crespo, e o clube está em boa fase recente, ainda que o estadual sirva pouco como termômetro para saber qual o nível do time. Com um elenco que tem Daniel Alves, Miranda e Éder, esses dois últimos recém-contratados, o São Paulo chega com a obrigação de ser o time a ser batido.

A possível surpresa

O Sporting Cristal é um time que sai de cara bem atrás de São Paulo e Racing, os dois favoritos do grupo, mas tentará fazer frente. Campeão do Clausura em 2020, conquistou também o título Peruano. O problema é que o time peruano não passa pela fase de grupos desde 2004. Mesmo com uma certa dominância nacional, com títulos em 2012, 2014, 2016, 2018 e 2020, mas essa força não é mostrada no torneio sul-americano. Não perdem uma partida oficial desde o dia 30 de outubro de 2020. São 16 vitórias e cinco empates. Precisará garantir seus pontos como mandante para ter chance.

O jogão

Os dois confrontos entre Racing e São Paulo devem ser fundamentais para definir as posições deste grupo. Eles se enfrentam no dia 5 de maio, uma quinta-feira, e depois no dia 18 de maio, uma quarta. Há uma expectativa para ver o que o Racing pode fazer sem o técnico Sebastian Beccacece e agora com Juan Pizzi, assim como se espera ver o que o São Paulo poderá fazer com Hernán Crespo.

O desafio geográfico

São Paulo, Buenos Aires, Lima e Montevidéu. Em termos geográficos, é um dos grupos mais tranquilos para se atuar. O maior desafio é mesmo ir até o Peru e, mesmo assim, mais pelas restrições sanitárias do que exatamente pela distância, ainda que Lima esteja a mais de 3.800 quilômetros de distância – algo como uma viagem de mais de quatro horas de viagem de avião.

Piatti contribuiu com a campanha do San Lorenzo em 2014

Señor Libertadores

Ignacio Piatti tem 36 anos e é um jogador muito experiente. Jogou a Libertadores pelo Gimnasia La Plata, em 2007, mas foram apenas três jogos. Jogaria a Sul-Americana em 2013 pelo San Lorenzo antes de participar de uma campanha histórica do clube na Libertadores de 2014: foi um dos principais nomes da equipe de Boedo quando conquistaram o título. Naquela campanha, foram 13 jogos, três gols e o seu nome escrito para sempre na história no Cuervo. Será possível fazer ainda mais história, agora pelo Racing? É o que veremos.

O técnico

Hernán Crespo chega com uma expectativa grande. Foi campeão da Sul-Americana pelo Defensa y Justicia, o primeiro título da história do pequeno clube argentino. Campeão da Libertadores como jogador, em 1996, ainda no River Plate, fez os dois gols no segundo jogo da final contra o América de Cali, em vitória por 2 a 0 que selou a conquista dos Millonarios. Já tinha jogado a Libertadores em 1995, também pelo River. Como técnico, começou a carreira nas categorias de base do Parma e treinou também o Modena, o Banfield e o Defensa y Justicia. Agora com o elenco do São Paulo em mãos, o melhor que já teve sob seu comando, a expectativa é que se coloque como um técnico de ponta.

O repatriado

Éder chegou ao São Paulo para defender um clube brasileiro pela primeira vez desse 2005, quando deixou o Criciúma, ainda muito jovem, para o Empoli, da Itália. Sua carreira esteve sempre no país europeu, onde jogou também por Frosinone, Brescia, Cesena, Sampdoria e Internazionale, o maior clube que defendeu. Desde 2018, foi para a China jogar pelo Jiangsu, clube que é dos mesmos proprietários da Inter – ou era, até fechar as portas. No São Paulo, tentará dar profundidade e experiência ao ataque tricolor. Jogará pela primeira vez a Libertadores.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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