Libertadores

Grupo D: River Plate, Santa Fe, Fluminense, Junior Barranquilla

O time a ser batido no grupo

O River Plate é o cabeça de chave e também um dos grandes favoritos ao título da Libertadores, como tem sido constante ao menos desde 2015, com Marcelo Gallardo no comando do time. Tudo indica que será o último ano do lendário treinador no comando nos Millonarios. Com um elenco forte, com grandes nomes, como Jorge Carrascal, Nicolás De La Cruz, Julián Álvarez, Enzo Pérez e Rafael Santos Borré. Qualquer coisa que não seja o River Plate em primeiro lugar nesta chave será uma surpresa.

A possível surpresa

O grupo é bastante equilibrado e traz três times que brigam em condições similares. O Santa Fe foi o vice-campeão colombiano em 2020, perdendo a final para o América de Cali, e na atual temporada é o segundo colocado, atrás apenas do Atlético Nacional e vai jogar as quartas de final no próximo sábado – curiosamente, contra o Junior Barranquilla. O Fluminense não seria exatamente uma surpresa pelo que fez no Campeonato Brasileiro e brigar pela segunda vaga é até esperado. Então, sobra ao Junior Barranquilla o posto de uma possível surpresa. Até porque o Junior veio da fase preliminar. Venceu primeiro o Caracas, na segunda fase preliminar, e depois o Bolívar. Na Colômbia, o time não ficou entre os primeiros, mas tem se classificado às fases eliminatórias. Superar o Santa Fe e o Fluminense seria uma surpresa possível.

O jogão

Do ponto de vista brasileiro, o grande jogo será entre Fluminense e River Plate, até para ver os tricolores diante da potência sul-americana. Mas talvez o grande duelo neste grupos seja entre Santa Fe e Junior, já que os dois clubes farão duelos também pelo Campeonato Colombiano. Tendem a ser duelos bem quentes entre os dois. E será o jogo que abre a fase de grupos para os dois times colombianos.

O desafio geográfico

A altitude de Bogotá pode ser a maior adversária geográfica deste grupo. Com elevação de 2.640 metros, a casa do Santa Fe pode propiciar um pouco mais de dificuldade do que os times que jogam ao nível do mar, como é o caso dos outros três concorrentes do rupo. A altitude não é tão representativa a ponto de causar grandes estragos, porém. Além disso, Bogotá fica a mais de 7.700 quilômetros do Rio de Janeiro (e a 6.700 quilômetros de Buenos Aires), uma distância relativamente grande, mas é uma rota bastante comum.

Señor Libertadores

Miguel Borja segue vinculado ao Palmeiras, mas está emprestado ao Junior Barranquilla e leva muita experiência para o ataque. Aos 28 anos, o atacante, que é da região, joga no clube de coração e ajudou o time a chegar à fase de grupos, com três gols em três jogos que disputou – os dois contra o Caracas e um contra o Bolívar. No total, são 40 jogos pelo principal torneio sul-americano, com 20 gols marcados. Foi campeão em 2016 pelo Atlético Nacional, quando chegou no meio da temporada e marcou cinco gols em quatro jogos, nas semifinais e finais. Seu melhor ano em gols marcados foi em 2018, pelo Palmeiras, quando balançou as redes nove vezes.

O técnico

Marcelo Gallardo é o grande nome de experiência em Libertadores neste grupo. A experiência como jogador já era relevante, campeão em 1996, mas a história que o argentino construiu foi muito além disso como técnico. Conquistou o título duas vezes, em 2015 e 2018, e foi finalista em 2019. Está constantemente nas fases decisivas do torneio e é alguém temido constantemente. Na temporada passada, que acabou em janeiro, o River foi eliminado pelo Palmeiras na semifinal. Desta vez, quer dar novamente o passo para ir à final.

O repatriado

Miguel Nazarit é um zagueiro jovem, de 23 anos e chegou nesta temporada ao Independiente Santa Fe, voltando de uma curta passagem pelos Estados Unidos. Depois de ser revelado pelo Once Caldas, em 2017, o jogador se transferiu para o Nashville, dos Estados Unidos, que fez a sua temporada de estreia em 2020. É usualmente reserva, mas é um reforço para a equipe colombiana.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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