Libertadores

Grupo C: Santos, Boca Juniors, Barcelona e The Strongest

Semifinalistas da última edição, Santos e Boca se reencontram na fase de grupos

O time a ser batido no grupo

Poderia ser o Boca Juniors, mas, como ele já foi batido com sobras pelo Santos poucos meses atrás, seria difícil sustentar essa análise. No entanto, por mais que aquela vitória por 3 a 0 na Vila Belmiro tenha sido acachapante, há algumas questões que podem ter aproximado os dois times em poucos meses. O Santos faz uma aposta em Ariel Holan, em seu primeiro trabalho por terras brasileiras, e perdeu um dos seus principais jogadores quando Lucas Veríssimo foi vendido ao Benfica. Diego Pituca também foi embora e, ainda sob embargo de transferências, não pode acessar o mercado para repô-los. Ainda assim, é o atual vice-campeão da América do Sul, manteve boa parte da base do seu time, garotos que estouraram ano passado estão mais experientes e uma nova fornada, com Kayky e Marcos Leonardo, vem por aí. Ainda é uma grande força para se classificar às oitavas de final e brigar pela liderança do grupo.

A possível surpresa

É um grupo em que a hierarquia de forças parece bem clara: Boca Juniors e Santos à frente, Barcelona de Guayaquil tentando incomodar e o The Strongest causando problemas na altitude e perdendo fora de casa – como fez em seus últimos seis jogos como visitante pela Libertadores. O Barcelona, atual campeão equatoriano, é o maior potencial de surpresa. Não pela sua última campanha sul-americana, com uma vitória e cinco derrotas no grupo de Flamengo, Del Valle e Junior de Barranquilla. Ou pela anterior, quando não passou da segunda fase, punido pela escalação de um jogador irregular. Mas em 2017 chegou à semifinal.

O jogão

Esse é fácil. Já foi final de Libertadores. Já foi um dos jogos históricos de Pelé. E recentemente foi semifinal de Libertadores. Santos e Boca Juniors são duas das camisas mais pesadas do mundo, com nove títulos sul-americanos entre eles. Em janeiro, após empate em Buenos Aires, o Santos passou por cima do Boca na Vila Belmiro. Venceu por 3 a 0, com autoridade, e se credenciou para chegar à decisão. Deve haver mais dois duelos interessantes na briga pelo primeiro lugar desta chave.

O desafio geográfico

Tenho que admitir para vocês: é um desafio. O The Strongest manda os seus jogos em La Paz, a 3.700 metros do nível do mar. Todo mundo que acompanha a Libertadores já consumiu dezenas de matérias sobre as dificuldades para respirar no alto do morro boliviano, sobre como a bola fica mais leve, sobre as diferentes táticas para sobreviver na altitude. O curioso é que, embora praticamente imbatível em casa pelo Campeonato Boliviano, o mesmo não tem acontecido nas últimas participações to The Strongest na Libertadores. Conseguiu apenas duas vitórias em seus últimos sete jogos como mandante. Inclusive, o próprio Santos arrancou um pontinho lá em cima em 2017.

Señor Libertadores

O The Strongest tem um contingente razoável de jogadores com mais de 30 anos. E um com mais de 40. O goleiro Daniel Vaca, 42, está no clube está no clube desde sempre e caminha para sua décima Libertadores consecutiva – tem mais uma pelo San José, em 2008, quando ainda era um garoto. Nos últimos três anos, não tem atuado tanto, mas também o The Strongest parou na fase preliminar em dois deles. Ano passado, jogou contra o Atlético Tucumán no jogo de ida da segunda rodada. Fez três das quatro partidas deste começo de Campeonato Boliviano.

O técnico

Ariel Holan, do Santos (Foto: Van Campos/Imago/One Football)

Aos 60 anos, Ariel Holan está apenas em seu quarto clube como treinador principal, em parte porque até 2003 estava em outro esporte: foi campeão pan-americano de hóquei de grama com a seleção uruguaia em Santo Domingo. É uma curiosidade. Desde então, e após anos como auxiliar, firmou-se como um treinador dos bons. Deu início à trajetória que colocaria o Defensa Y Justicia no mapa, conquistou a Copa Sul-Americana pelo Independiente contra o Flamengo e foi campeão chileno com a Universidad Católica. O Santos espera que mantenha o ótimo aproveitamento.

O repatriado

Marcos Rojo é apresentado no Boca Juniors (Foto: Enrique García Medina/Imago/One Football)

A primeira repatriação de Marcos Rojo, campeão da Libertadores em 2009, não conta. Ele foi emprestado pelo Manchester United ao Estudiantes no começo do ano passado, fez um jogo, o futebol parou por causa da pandemia e ele retornou a Old Trafford para continuar fora dos planos de Ole Gunnar Solskjaer. O United não colocou muitos obstáculos para liberá-lo alguns meses antes do seu contrato, o que permitiu que o Boca Juniors o contratasse em definitivo. Aos 30 anos, embora com um certo histórico de lesões, ainda está em uma boa idade para contribuir bastante aos xeneizes.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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