Libertadores

Grêmio tropeçou nos próprios erros diante da Católica e fica em situação delicada na Libertadores

Irreconhecível, o Grêmio realizou mais uma atuação abaixo da crítica e foi derrotado por 1 a 0 pela Universidad Católica, no Chile, ficando na lanterna do grupo, com apenas um ponto em três jogos disputados pela Libertadores. Sem conseguir se impor em nenhum momento dos 90 minutos, o tricolor gaúcho não mereceu resultado diferente.

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Com Diego Tardelli como titular no comando do ataque, o Grêmio não teve nem tempo de buscar o controle do jogo. Quando viu, já estava atrás do placar. Aos 17 minutos, Cesar Pinares tocou para Stefano Magnasco na direita, que cruzou e Sebastian Saez completou com o pé direito no contrapé de Paulo Victor. Daí para frente, o tricolor se perdeu. A Católica espelhava a formação gremista, mas era muito mais organizada. Enquanto atacava, o Grêmio não conseguia realizar a aproximação necessária, e individualmente Michel errava muitos passes na saída de bola.  Além da ineficiência ofensiva, não chutando uma única bola no gol de Matias Dituro, o Grêmio também se mostrava inseguro no setor defensivo, permitindo à Católica que os avanços fossem sempre perigosos, como em finalização de Puch, aos 31 minutos.

No segundo tempo, Renato Gaúcho optou por manter a formação, mas tentou sufocar a Católica em seu campo de defesa, sem efeito. Não demorou para que as alterações fossem realizadas, com as saídas de Tardelli e Luan para a entrada de André e Jean Pyerre. Mudou nomes, mas taticamente o que Renato esperaria que se resolvesse com essas alterações? O Grêmio até teve uma boa chance logo após as substituições com Cortez, em grande defesa de Dituro, mas ficou nisso. A última alteração foi mais uma troca de peças, com Alisson no lugar de Montoya, sem mudanças na estratégia.

No final da partida, a Católica ainda ficou mais perto de marcar o segundo gol do que de sofrer o empate. Aos 44, Riascos, ex-Vasco e Cruzeiro, recebeu levantamento com liberdade e cabeceou, mas Paulo Victor evitou uma derrota pior. Agora, o Grêmio vai para o tudo ou nada na competição. A classificação ainda é palpável, mas depende de uma recuperação completa da equipe de Renato Gaúcho, que em nenhum dos três jogos até aqui na Libertadores, conseguiu emular as boas atuações dos últimos três anos.

Embora tenha trocado mais de 600 passes durante o jogo, o Grêmio não encontrou espaço e nem colocou velocidade para realizar as infiltrações na defesa do time chileno, que bem posicionada, não teve problemas para enjaular o ataque gremista. O desafio de Renato Gaúcho é encontrar alternativas para momentos como os de hoje, em que a proposta inicial rapidamente se mostrou saturada. É preciso mostrar que o futebol característico do Grêmio não está com o prazo de validade vencido.

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