Grêmio fez uma partida impecável para sair do Monumental com uma vitória gigante

Luan sentiu dores na sola do pé direito. A comissão técnica avaliou a situação do jogador, essencial para o Grêmio, e decidiu mantê-lo fora do jogo de ida da semifinal da Libertadores, contra o River Plate, no Monumental de Núñez. Renato Gaúcho fortaleceu o meio-campo. Colocou em campo Michel, que sofreu com lesões este ano e, no último sábado, atuou 90 minutos pela primeira vez desde maio. E foi Michel quem apareceu na primeira trave para marcar o gol da vitória gaúcha, da gigantesca vitória gaúcha, por 1 a 0.
Foi uma partida praticamente impecável do Grêmio. Sem Luan e Everton, seus dois jogadores mais criativos, perdeu criatividade e força ofensiva. Com a entrada de Michel, a sinalização de Renato era clara: reforçar o departamento de destruição. E ele trabalhou como um relógio, chegando o mais próximo do que é possível de anular o talentoso time do River Plate, com Quintero, com Palacios, com Pity Martínez e Scocco.
A concentração nunca baixou. A intensidade também não. A organização para pressionar sem deixar espaços, para cercar o portador da bola e recuperá-la foi próxima da perfeição. Por isso, mesmo nos piores momentos da partida, o River nunca pareceu uma ameaça forte demais ou impossível de ser controlada. Os únicos minutos de apuros foram entre a marca da meia hora e o fim do primeiro tempo, quando Marcelo Grohe precisou fazer duas boas defesas em bombas de Palacios e Scocco.
Até então, a partida era brigada e muito concentrada no meio-campo. O Grêmio até finalizou mais na primeira etapa, mas apenas duas vezes no alvo, com uma cabeçada de Geromel e um chute perigoso de fora da área de Cícero, que Armani espalmou para escanteio. Considerando as circunstâncias, um Monumental de Núñez vibrante e lotado, e os desfalques, o Grêmio lidou bem com a pressão argentina na etapa inicial da partida.
E ainda melhor na etapa final. A expectativa era que o River fosse para cima com tudo, e ele quase abriu o placar com uma cabeçada de Maidana, livre na entrada da pequena área, que passou por cima do travessão. Mas, com exceção disso, Marcelo Grohe precisou fazer uma defesa relevante apenas aos 48 minutos do segundo tempo, em cobrança de falta de Quintero, bem depois do gol de Michel, aos 16. E, nesse intervalo, Leonardo quase ampliou para 2 a 0, da entrada da área.
Sem tirar os méritos da capacidade defensiva do Grêmio nesta partida, principalmente de Geromel que, sem espantar ninguém, cortou e desarmou tudo, foi uma decepção o que o River Plate conseguiu fazer durante 62% do tempo da partida em que ficou com a bola no chão: praticamente nada. Os argentinos ficaram nervosos cedo demais. Logo depois do gol gremista, começaram a acelerar as jogadas, a forçar os passes e a demonstrar ansiedade com cada decisão contrária do árbitro.
O Grêmio não tem nada a ver com isso. Foi à Argentina com um plano, executou-o à perfeição e voltou com os frutos: uma vitória que talvez nem estivesse nos planos e que o deixa bem colocado para alcançar a segunda decisão seguida de Libertadores. Mas nada ainda está decidido. O River Plate é uma equipe competente e tem condições de buscar a reviravolta em Porto Alegre, no que promete ser mais um jogaço.
???? MICHEL, MICHEL, MICHEEEEEEL!
O camisa 5 do @gremio sai da marcação e acerta uma cabeçada certeira para colocar o Imortal à frente no Monumental! confira o gol e a comemoração gremista pelo #ÂnguloFOX! #LibertadoresFOXSports pic.twitter.com/uSzzoxF69r
— FOX Sports Brasil (@FoxSportsBrasil) October 24, 2018



