Libertadores

Quem se salvou na estreia com derrota do Grêmio na Libertadores?

Pontas Galdino e Nathan Fernandes até tentaram, mas não conseguiram evitar derrota em que várias individualidades tiveram atuações ruins

Como esperado, por ter escolhido jogar com time totalmente reserva na altitude de 3.600m de La Paz, na Bolívia o Grêmio estreou com derrota na Libertadores, por 2 a 0, para o The Strongest, na noite de terça-feira (2). E foram poucas as individualidades do Tricolor que tiveram boa atuação.

Quem se salvou foram os pontas gremistas, Galdino e Nathan Fernandes. O que prova que essa posição, que ainda conta com Pavón, Soteldo e Gustavo Nunes, é a que o Grêmio está melhor servido em seu elenco. Para alegria do técnico Renato Portaluppi, que muito se queixou da carência de jogadores dessa função na temporada passada.

Galdino foi quem mais tentou no time do Grêmio, partindo do lado direito para dentro. No primeiro tempo, descolou bons passes para João Pedro Galvão e Nathan Fernandes, que concluíram para defesa de Viscarra e para fora, respectivamente. Na segunda etapa, o camisa 13 acertou chute forte, de longe, e o goleiro boliviano fez grande defesa ao encaixar no canto direito. No final das contas, o meia-atacante foi responsável por exatamente metade (5 de 10) das finalizações do Tricolor no jogo.

Por sua vez, Nathan Fernandes foi a principal válvula de escape do Grêmio, com arrancadas, em especial, no primeiro tempo. Além da conclusão colocada, para fora, após o lançamento de Galdino, o camisa 32 demonstrou personalidade ao partir para cima da marcação e dar trabalho para Rojas, que, amarelado, foi substituído no intervalo. Na segunda etapa, marcado pelo zagueiro Caire, improvisado na lateral, o jovem atacante gremista ficou mais apagado. O que o garoto atribuiu, também, à sua condição física na altitude — tanto é que ele foi substituído por Lucas Besozzi, aos 31 minutos.

Da defesa ao ataque, várias peças do Grêmio reiteraram insuficiência

Por outro, alguns jogadores tiveram atuação abaixo da crítica. Foi o caso, por exemplo, de Wesley Costa, que falhou no primeiro gol do The Strongest, ao não acompanhar a linha defensiva e permitir a Ursino cabecear sozinho, sem pular, no ângulo direito de Marchesín. Além disso, o jovem lateral esquerdo teve dificuldade tanto para defender quanto para atacar. Nesse segundo aspecto, Zé Guilherme, que o substituiu, deu um acréscimo, mas também deixou a desejar na marcação em um setor por onde os donos da casa atacaram muito o jogo todo.

O sistema defensivo do time reserva do Grêmio, assim como o do time titular, foi um problema. Os jovens Natã e Gustavo Martins não conseguiram dar a segurança necessária. Tanto que, no segundo gol do The Strongest, Triverio cabeceou sozinho, na pequena área, no meio dos dois. Marchesín, que havia feito grande defesa pouco antes, em cobrança de falta de Ursini, nada pôde fazer.

Mas ninguém jogou menos do que Nathan Pescador no Hernando Siles. O meia errou praticamente tudo que tentou, e ainda protagonizou algumas cenas bisonhas ao escorregar. Com justiça, foi o primeiro a ser substituído no segundo tempo, juntamente com Wesley Costa. Se dependesse da torcida gremista, ele não voltaria a ser escalado. O problema é que o contrato com o Tricolor Gaúcho vai até o final de 2025.

Quem tem contrato somente até metade deste ano com o Grêmio é o contestadíssimo João Pedro Galvão, que teve duas oportunidades de finalizar, com a perna esquerda, contra o The Strongest, mas parou em defesas de Viscarra. O camisa 11 jogou os 90 minutos em La Paz, e para a tristeza da torcida gremista deve voltar a ser utilizado com frequência por Renato devido à lesão multiligamentar no tornozelo de André Henrique.

Foto de Nícolas Wagner

Nícolas Wagner

Gaúcho e formado em Jornalismo pela PUC-RS, já passou pela Rádio Grenal e pela RDC TV. É, também, coordenador de conteúdo da Rádio Índio Capilé.
Botão Voltar ao topo