Libertadores

Gallardo reconhece superioridade do Atlético e, com ares de fim de ciclo, deve partir para a Europa em 2022

O último argentino sobrevivente, River Plate foi eliminado “como nunca antes”, segundo o próprio Gallardo, que tem contrato até dezembro

A forma como o Atlético Mineiro venceu o River Plate por 3 a 0, com um 4 a 0 no placar agregado, foi algo inédito. É a leitura que faz Marcelo Gallardo, técnico dos Millonarios, que comentou sobre isso depois do confronto desta quarta-feira. A forma como o Galo venceu foi tão categórica que o treinador argentino fez muitos elogios ao rival. Há uma sensação de fim de ciclo, mas Gallardo fez questão de dizer que o foco é o Campeonato Argentino.

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“Foi uma Copa difícil por tudo que atravessamos, chegamos às quartas, tivemos a possibilidade de jogar um confronto com altos e baixos, sobretudo em Buenos Aires. No primeiro tempo dominamos, no segundo nos dominaram, conseguiram a vantagem e aqui as coisas não saíram como planejamos”, declarou o treinador.

“Hay que reconocer que hubo un rival que en la actualidad está mejor que nosotros y lo demostró. Esto sigue, ahora hay que enfocarnos en el torneo local y cambiar el chip para tener la chance de pelearlo hasta el final”.

“Enfrentamos um grande rival e quando perdemos, temos que reconhecer. Tivemos um rival melhor que nós e mostrou isso. Viemos para a partida sabendo que teríamos que defender bem, mas quando uma equipe muito bem te vence, não há o que fazer”, declarou.

“Para além da dor, dói perder e ser eliminado, temos que fazer um reconhecimento. Apesar da dor da derrota e do golpe na equipe, é preciso dar o reconhecimento e o valor que o rival merece. Foram muito mais fortes que nós. Demonstrou isso com seu jogo e sua hierarquia”.

“Seria fácil cair na tentação de uma análise profunda individual e coletivo. Quando perdemos dessa maneira, não há muito para resgatar. Um rival que nos supera dessa forma, em um confronto, salvo engano, ainda não havia acontecido conosco. Hoje senti que o Atlético Mineiro nos superou. Reconhecimento ao rival”, disse o técnico.

“A análise fica para mim, para saber onde estamos parados e entender a realidade e fazemos uma análise de acordo com o que fizemos na Libertadores. Temos que pensar no torneio local, limpar isso rapidamente e mudar o chip para ver se esse semestre temos a chance de lutar até o final”, declarou.

Embora Gallardo tenha uma grande lista de títulos pelo River, falta o Campeonato Argentino. Ele conquistou a Copa Sul-Americana, a Recopa (três), a Libertadores (duas), a Suruga, a Copa Argentina (três) e a Supercopa Argentina (duas). Falta a liga, mas ela só acaba no meio do ano que vem. O contrato do técnico vai até o fim do ano. Há um clima de despedida, até porque o presidente do River, Rodolfo D’Onofrio, também termina o seu mandato no fim do ano. Gallardo gostaria de trabalhar na Europa em 2022 e, por isso, deve deixar o River, depois de oito anos.

Com tudo que fez na América do Sul e ainda muito jovem como técnico, aos 45 anos, Gallardo tem potencial para estar entre os grandes técnicos da Europa também. Resta saber de onde virá a chance para isso. O seu trabalho no River o qualifica para qualquer clube de peso da Europa. Inclusive em clubes onde um bom trabalho faz falta (viu, Barcelona?).

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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