Libertadores

Gabigol é decisivo mais uma vez na final contra o Athletico Paranaense e Flamengo é tricampeão da América

Atacante predestinado, Gabigol fez o quarto gol em três finais de Libertadores coloca o seu nome na história do clube e da competição; ao Athletico, resta o orgulho pela campanha

Poucos nomes representam mais o sucesso do Flamengo na Libertadores nos dois últimos títulos, em 2019 e neste ano de 2022, que o Gabigol. O atacante foi o autor do gol da vitória por 1 a 0 sobre o Athletico Paranaense em Guayaquil. Foi o melhor time da competição, com sobras, até o final. Gabigol teve participação crucial, mas não só ele. Éverton Ribeiro fez uma grande partida, decisivo também pela assistência, e João Gomes mostrou a sua imensa qualidade para fazer uma partida que o coloca como um nome fundamental para o Flamengo.

Uma grande atuação do Athletico até a expulsão

A estratégia do Athletico foi muito bem-sucedida no primeiro tempo. O time conseguiu complicar a vida do Flamengo na construção das jogadas. Ainda ameaçava eventualmente. A expulsão de Pedro Henrique, no fim do primeiro tempo, foi um fator decisivo para desequilibrar o jogo e o Flamengo soube aproveitar.

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Mais um tri

Consagra, assim, o Flamengo como mais um tricampeão da América, se juntando a São Paulo, Santos, Grêmio e Palmeiras.

As escalações

O Flamengo veio com a escalação tradicional que se tornou a titular com Dorival Júnior. João Gomes retorna ao time, formando o meio-campo com Thiago Maia, enquanto Éverton Ribeiro e Giorgian De Arrascaeta tinham mais liberdade. No ataque, Gabigol e Pedro.

O Athletico veio com uma novidade: Vitor Bueno foi escalado no lugar de Agustín Canobbio. Com isso, encorpou mais o meio-campo, com Hugo Moura, Fernandinho e Alex Santana pelo centro, com Vitinho e Vitor Bueno pelos lados e com o jovem Vitor Roque no ataque. 

Estádio não estava lotado

Como aconteceu em outras finais, espaços vazios no estádio Monumental Banco Pichincha. Se via muitas camisas amarelas, do Barcelona de Guayaquil, dono do estádio. Atrás de um dos gols, a arquibancada estava com espaços grandes visivelmente vazios. Mesmo nos setores centrais, havia alguns clarões.

Primeiro tempo: equilibrado até a expulsão

Nos primeiros minutos, deu para ver o posicionamento de Vitinho, que é atacante, atuando quase como um ala esquerdo. Abner, lateral esquerdo, fechava por vezes como terceiro zagueiro. Isso para que Abner marcasse individualmente Gabigol, enquanto Pedro Henrique ficava com Pedro e Thiago Helena sobrasse. Vitinho marcava as subidas de Rodinei ao ataque.

Aos 11 minutos, em uma bobeada de David Luiz, a bola sobrou para Vitinho finalizar forte, em cima do goleiro Santos, que defendeu. Em seguida, em cobrança de lateral na área, Khellven conseguiu jogar no meio da área, Vitinho raspou de cabeça e a bola sobrou para Alex Santana, que finalizou forte, de voleio, mas mandou por cima.

Com dificuldades para chegar ao ataque nos primeiros minutos, o Flamengo só conseguiu chutar a gol aos 14 minutos, com Rodinei, mas foi um chute fraco, sem perigo para o goleiro Bento.

O jogo era do Flamengo tentando chegar, mas tendo dificuldade para vencer a defesa do Athletico. O time continuava chegando perto, mas não achava os espaços. Trocava passes para tentar abrir espaço, mas as marcações individuais estavam bem encaixadas.  Para piorar, Filipe Luís teve que deixar o gramado, machucado, aos 20 minutos. Entrou em seu lugar Ayrton Lucas.

O Athletico ficou com um jogador a menos aos 43 minutos.  O zagueiro Pedro Henrique, que já tinha cartão amarelo por falta em Gabigol, deu um carrinho que acertou Ayrton Lucas. Ele errou o bote, tomou o segundo amarelo e acabou expulso. O técnico Luiz Felipe Scolari ficou inconformado.

Pouco depois da expulsão, aos 48 minutos, já nos acréscimos, veio o gol. Éverton Ribeiro tabelou com Rodinei e cruzou de primeira para a área. Gabigol chegou na segunda trave para completar para o gol: 1 a 0 para o Flamengo. Quarto gol do atacante em três finais de Libertadores. Foi como ficou o primeiro tempo.

Segundo tempo: controle do Flamengo

Na volta do intervalo, Felipão colocou o zagueiro Matheus Felipe no lugar de Alex Santana.  Ainda no começo do segundo tempo, aos 12, vieram mais mudanças: entraram Agustín Canobbio no lugar de Vitor Bueno e Rômulo no lugar de Vitinho. O time do Athletico tentava se colocar mais no ataque.

A expulsão desmontou o esquema de marcação individual. Por isso, o Athletico tinha mais dificuldade de se defender e também via o Flamengo controlar o jogo com a posse de bola. Com mais tranquilidade, o time de Dorival desacelerava o jogo, tentando conter o ímpeto do Furacão em reagir.

Com 26 minutos, entrou o volante Vidal no lugar de Thiago Maia. O chileno foi muito vaiado pelos torcedores equatorianos. Afinal, o Chile tentou tirar o Equador da Copa pelo caso Byron Castillo.

O Flamengo controlava bem o jogo e conseguia chegar bem ao ataque. Ficou mais perto de chegar ao segundo gol do que de tomar o segundo. Mesmo assim, o Athletico teve algumas chegadas perigosas. O Flamengo correu riscos, mas fez um bom jogo, com destaque para Éverton Ribeiro e João Gomes, mas com boas participações de Arrascaeta. Pedro, mais apagado, não conseguiu fazer um bom jogo.

A vitória coloca o Flamengo como uma enorme potência da América. São três finais em quatro anos, em 2019, 2021 e 2022, com dois títulos. É uma vitória que leva muitos dos jogadores do Flamengo ao panteão de lendas, certamente com Gabigol sendo um dos mais destacados.

O Athletico fez uma partida digna, competiu até o final. Sai com a derrota, mas tem motivos para se orgulhar pelo que conseguiu. A expulsão foi muito pesada para o Furacão, especialmente contra um time como o Flamengo, que passou a dominar completamente a bola.

A taça da Libertadores vai para a Gávea e com todos os méritos. O Flamengo dá a sensação que pode continuar ali, brigando no alto. Os últimos quatro anos mostram isso.

Veja o gol que decidiu o jogo em Flamengo 1×0 Athletico Paranaense:

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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