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Fortaleza leva o castigo após perder pênalti, e Cerro Porteño sai do Castelão com vitória enorme

Os cearenses dominaram a partida, conseguiram criar oportunidades, mas pararam em defesas de Jean - incluindo um pênalti desperdiçado por Galhardo

A Libertadores não costuma perdoar. O Fortaleza teve uma oportunidade de ouro para abrir o placar no primeiro tempo, mas Thiago Galhardo perdeu o pênalti. Chutou no meio, em cima de Jean. Pouco depois, o Cerro Porteño abriu o placar e, mesmo com um jogador a menos durante a maior parte do segundo tempo, conseguiu se segurar para vencer por 1 a 0 e levar uma ótima vantagem para o jogo de volta na próxima quinta-feira no Paraguai.

O Fortaleza não chegou a fazer um jogo ruim no Castelão. Esteve no controle quase o tempo inteiro, principalmente quando teve a superioridade numérica, e criou oportunidades. Pecou um pouco na finalização e, quando conseguiu bater bem, Jean brilhou com algumas defesas impressionantes – e oito no geral. A derrota deixa o Leão em uma situação muito complicada. Terá que vencer fora de casa para chegar à fase de grupos.

Escalações

Juan Pablo Vojvoda repetiu os titulares que golearam o Deportivo Maldonado na semana passada, com Tomás Pochettino atrás de Thiago Galhardo, Romarinho com liberdade pela esquerda e um meio-campo forte. O Cerro Porteño vinha de um clássico contra o Olimpia. Também não houve mudanças, nem em relação à fase anterior da Libertadores, contra o Curicó Unido. A novidade foi a entrada do goleiro brasileiro Jean, mesmo sem condições físicas, depois de Miguel Martínez ser expulso no fim de semana.

Primeiro tempo

Invicto e com 100% de aproveitamento em casa, o Fortaleza se impôs nos primeiros minutos. Tinga encontrou o lançamento pela direita da grande área e ajeitou para o meio, onde a defesa do Cerro Porteño conseguiu afastar. O Cerro Porteño respondeu com um chute de Claudio Aquino por cima, e de repente a partida ficou bastante pegada, com entradas mais duras e poucas chances. Até Calebe sair costurando pela direita e levar um toque por baixo de Leonardo Rivas, dentro da grande área. Pênalti claro. Thiago Galhardo teve a chance de abrir o placar, mas bateu forte, no meio, em cima do goleiro Jean.

O Cerro Porteño chegou a ter um gol anulado por impedimento, em um lance bem ajustado. Federico Carrizo dominou com a parte de fora da chuteira e emendou um semi-voleio quando a bola subiu. Tomás Pochettino respondeu com uma batida rasteira e cruzada, bem defendida por Jean, que começava a pintar como um dos destaques da partida. Aos 34 minutos, o castigo. Carrizo fez boa jogada pela direita e cruzou de canhota. Fernando Miguel saiu mal do gol, e Diego Churín se antecipou a Benevenuto para desviar de cabeça.

Romarinho começou a chamar a responsabilidade com algumas arrancadas, mas a próxima chance clara também seria dos paraguaios. Um bom passe de Aquino nas costas da defesa para deixar Churín na cara do goleiro pela esquerda. Ele tocou para o meio, em busca de Robert Morales. Bruno Pacheco conseguiu o corte na hora certa para evitar o segundo gol. E Jean fez outra defesa, em um chute mascado de Tinga, para manter a vantagem dos visitantes quando o intervalo chegou.

Segundo tempo

O Fortaleza não perdeu tempo para buscar o empate, e logo aos nove minutos, Tinga exigiu outra boa defesa de Jean. O Cerro ainda chegava com perigo, mas rapidamente a sua situação ficaria mais complicada. Leonardo Rivas deu uma entrada por cima no pé de Benevenuto e foi expulso, após checagem no monitor do assistente de vídeo. A partida virou ataque contra defesa. Após recuperar no campo de ataque, perto do círculo central, Titi abriu na direita e deixou Calebe em ótima situação. Com liberdade, tentou bater rasteiro no canto, e Jean fez outra grande intervenção, com o pé.

O Fortaleza levou um susto, depois de um desentendimento entre Wílder Viera e Thiago Galhardo. O jogador do Cerro Porteño ficou no chão, aparentemente sentindo dores, o que poderia gerar uma revisão de VAR por cartão vermelho para os cearenses também. Mas Viera deu uma boa valorizada no seu entrevero com Galhardo, e o árbitro controlou a situação sem problema. Os defensores do Fortaleza continuavam finalizando mais, o que talvez não seja ideal. Titi cabeceou o cruzamento de Hércules, da marca do pênalti, sem problema para Jean. Depois, Tinga ficou livre no bico da pequena área e tentou tocar na saída do goleiro, mas o brasileiro defendeu novamente.

Vojvoda havia introduzido Lucas Crispim no intervalo e fez outras três alterações na metade da etapa final. Entraram Guilherme Augusto, Yago Pikachu e Juan Lucero nas vagas de Romarinho, Hércules e Galhardo, respectivamente. Uma tentativa de mudar pelo menos os personagens de um sistema ofensivo que tentava derrubar a parede do Cerro Porteño. Mas novamente foi Tinga quem teve a chance: após cruzamento de Guilherme Augusto, dominou pela direita da grande área, girou e bateu para fora.

O Cerro Porteño encontrou um contra-ataque perigoso, bloqueado pelo Fortaleza na hora da finalização. Braian Samudio e Damian Bobadilla entraram para os paraguaios, e, novamente na bola área, Titi cabeceou para defesa simples de Jean. O ataque contra defesa continuou, com o Fortaleza quase inteiro no campo ofensivo. E isso naturalmente gera alguns riscos, e em nova investida, o Cerro quase ampliou. Bobadilla recebeu de Piris da Motta na entrada da área e bateu chapado bem perto da trave.

Os minutos finais foram de mais desespero. O Fortaleza atacava da maneira como conseguia, jogando algumas bolas na área, tentando abafar, sem encontrar um caminho para pelo menos buscar o empate, e viajará para o Paraguai em uma situação bem delicada.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.
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