Libertadores

Fortaleza faz grande jogo contra o River, mas empata e terá que buscar vaga fora de casa

O clube cearense enfrentará Alianza Lima e Colo-Colo como visitante, precisando de bons resultados, para tentar chegar às oitavas de final

O Fortaleza fez um grande jogo nesta quinta-feira no Castelão, principalmente no primeiro tempo, mas não conseguiu aproveitar para abrir vantagem no placar e resistiu à reação dos argentinos depois do intervalo para ficar no empate por 1 a 1, que o deixa em situação possivelmente complicada no Grupo F da Libertadores.

Alianza Lima, lanterna com três derrotas, e Colo-Colo se enfrentarão ainda nesta quinta-feira. Seria ótimo se os peruanos conseguissem tirar alguma coisa dessa partida porque uma vitória chilena deixaria o Fortaleza a cinco pontos da segunda colocação, com o confronto direto fora de casa na última rodada. Na próxima, outra viagem, mas para jogar contra o Alianza Lima. Mesmo em caso de vitória do Colo-Colo nesta quinta-feira, o bom para o Fortaleza é que os chilenos têm um duelo bem difícil contra o River Plate no Monumental de Núñez daqui a duas semanas.

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Lucas Lima simplesmente comeu a bola no primeiro tempo, e o Fortaleza abriu o placar antes dos cinco minutos com um lindo gol coletivo. A bola foi tocada de pé em pé desde o goleiro até Lucas Crispim tabelar com Lima, receber um ótimo passe de volta e apenas rolar para Silvio Romero abrir o placar. Era o começo dos sonhos para o Fortaleza em um Castelão que pulsava.

Mas o River Plate não é o River Plate por acaso e reagiu imediatamente. Uma bola nas costas da defesa para Tomás Pochettino, que foi derrubado por Marcelo Benevenuto. Enzo Fernández cobrou o pênalti e igualou o marcador. Embora tenha sido ocasionalmente perigoso, as melhores chances antes do intervalo foram do Fortaleza, e a maioria delas saiu dos pés de Lucas Lima.

Romero o acionou para um chute cruzado de perna direita, aos 24 minutos, bem defendido por Franco Armani, que sairia do primeiro tempo como o grande responsável pelo empate parcial. Ele fez outra  intervenção no minuto seguinte, em bomba de Lima de fora da área. Esequiel Barco desperdiçou ótima oportunidade para o River Plate, e Armani voltou a frustrar Lucas Lima com uma defesa com a ponta dos dedos em chute colocado.

Aos 39 minutos, de novo Armani ao resgate. Cobrança de escanteio bem aberta da esquerda para Felipe, que apareceu livre na segunda trave e cabeceou de frente, com firmeza e consciência. Armani espalmou com apenas uma das mãos ao fim de uma etapa inicial muito movimentada, cheia de chances e com superioridade do Fortaleza.

Os donos da casa retornaram do vestiário em cima, e Lucas Crispim, outro destaque do primeiro tempo, continuou sendo bastante perigoso. Situações muito claras, porém, rarearam nos primeiros 15 minutos, e a melhor foi do River Plate. Pochettino recebeu o cruzamento da esquerda com liberdade dentro da área, tentou uma batida bonita de primeira, mas meio que furou.

O River passou a ser o time mais perigoso. De La Cruz tabelou e entrou com liberdade pela esquerda, chutando em cima de Max Walef, e Marcelo Herrera cabeceou uma cobrança de escanteio com perigo por cima do travessão. As melhores jogadas do Fortaleza ficaram a alguns centímetros de realmente gerar chances claras. Com, aos 38 minutos, quando Kayzer fez fila na entrada da área e soltou para Depietri, que chegou um pouco atrasado, em cima de Armani, e ainda tentou uma cavadinha, para fora.

Apesar da reação do River Plate no segundo tempo, que era de se esperar pela estatura do time de Marcelo Gallardo, o Fortaleza havia feito o bastante antes do intervalo para sair em vantagem, mas parou em Armani, e conseguiu se segurar bem na defesa. Fica o gostinho amargo de não conseguir uma vitória que seria enorme, mas agora é reunir as forças e buscar essa vaga na estrada.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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