Libertadores

Fortaleza deixou os gols para o fim, mas superou o Deportivo Maldonado com contundência para avançar na Libertadores

Os três gols depois dos 38 minutos do segundo tempo representaram muito melhor a superioridade do Fortaleza

Se o jogo de ida foi um amarrado e pacato 0 a 0 no Uruguai, o Fortaleza deixou bem claro qual é o melhor time nesta quinta-feira, no Castelão. Três dos quatro gols que marcou saíram apenas na reta final do segundo tempo e serviram para deixar o placar mais representativo do que foi a superioridade dos brasileiros neste jogo de volta da segunda fase da Libertadores. Com a vitória por 4 a 0 sobre o Deportivo Maldonado, o Leão do Pici avança para enfrentar o Cerro Porteño por uma vaga na fase de grupos.

A partida inteira foi do Fortaleza, que deu 27 finalizações e exigiu defesas importantes do goleiro do Maldonado, mas faltou um pouquinho de capricho para construir um placar elástico mais cedo. Não faz diferença agora: o Fortaleza venceu, muito bem, e conseguiu uma classificação contundente.

Escalação

Juan Pablo Vojvoda rodou o elenco no fim de semana contra o Náutico pela Copa do Nordeste e praticamente repetiu o time titular do jogo de ida. Sua única mudança foi no meio-campo, com a entrada de Calebe no lugar de Lucas Sasha. Fabián Coito, técnico do Deportivo Maldonado, colocou com um zagueiro a mais, Robert Herrera, e escalou Matías Tellechea no meio-campo. Eduardo Darias e Tomás Fernández perderam seus lugares.

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Primeiro tempo

O Fortaleza amassou o Deportivo Maldonado. Os uruguaios não conseguiram dar uma finalização e tiveram que se segurar bem na defesa para chegar aos minutos finais do primeiro tempo ainda com o placar zerado, antes de Thiago Galhardo abrir o placar. Os cearenses não marcaram mais porque, embora tivessem muita facilidade para se aproximar da área adversária, pecavam um pouco na hora de dar o passe final ou o cruzamento.

Logo no primeiro minuto, Galhardo teve liberdade para avançar pelo meio e bater de chapa de fora da área, perto da trave esquerda do goleiro Guillermo Reyes. Tinga apareceu bem pela direita, mas parou na defesa, e Galhardo mandou um chute cruzado perigoso. O Fortaleza não estava com pudor de bater de longe, e Tomás Pochettino arriscou, logo depois de girar, também com algum perigo.

A primeira grande oportunidade saiu aos 21 minutos, com um belo chute de Romarinho de fora da área. Reyes se esticou para espalmar, e a bola ainda pegou na trave antes de sair. Logo em seguida, o Fortaleza ficou pedindo um pênalti, não sem razão, por uma braçada de Agustín Alfaro em cima de Calebe dentro da área. O árbitro Jesus Valenzuela chegou a ouvir o assistente de vídeo, mas mandou seguir.

O Fortaleza perdeu mais uma chance enorme, aos 27 minutos, quando Bruno Pacheco pegou um rebote da defesa do Maldonado, após cruzamento de Hércules, que foi muito bem lançado na direita. Ele mandou, de frente, na trave. Galhardo recebeu um lançamento em liberdade, mas perdeu o domínio, e Tinga exigiu defesa de Reyes com um chute forte. Reyes quase entregou aos 38 minutos. Errou na saída, Galhardo interceptou e, enquanto tentava ajeitar o corpo para bater, foi pressionado.

O tempo passava e o gol não saía. Não era uma enorme preocupação porque a superioridade do Fortaleza era clara. Não era tão ruim chegar ao intervalo no 0 a 0 se essa pressão continuasse. Seria muito melhor chegar vencendo, porém, e Thiago Galhardo escapou da marcação na segunda trave, esticou-se e mandou para dentro o cruzamento de Hércules, no último ato da etapa inicial.

Segundo tempo

O segundo tempo não trouxe grandes mudanças. A principal é que o Maldonado precisou ir um pouco mais para cima, teve mais posse de bola e pelo menos conseguiu algumas finalizações, a primeira aos 13 minutos, com Enzo Borges, que pegou a sobra de uma cobrança de falta para a área e mandou bem longe. E os donos da casa continuaram em cima para tentar matar logo a partida.

O lado direito era o mapa da mina. De lá saiu um cruzamento que a defesa afastou e chegou a Hércules, que dominou na entrada da área, deu bom drible e chutou rasteiro. Reyes fez boa defesa por baixo. O goleiro do Maldonado também barrou uma bomba de Galhardo, quase à queima-roupa, e Guilherme Augusto teve outra boa chegada por aquele setor, mas mandou para fora.

Em nenhum momento o Maldonado pareceu realmente perigoso. A partida sempre esteve sob o controle do Fortaleza. Mas é aquela coisa: e se alguém escorregar na hora errada? Por via das dúvidas, o segundo gol foi importante. Aos 37 minutos, após um período relativamente longo no campo de ataque, Tinga trouxe para o meio e acionou Dudu. O toque para trás encontrou Lucero, que pegou meio mascado, mas a bola pingou e passou por cima do goleiro.

E aí, a porteira abriu, e Guilherme Augusto, aos 42 minutos, bateu rasteiro de fora da área para resolver de vez a parada e confirmar o Fortaleza na próxima fase da Libertadores. Ainda deu tempo de ampliar o marcador nos acréscimos com um golaço. Guilherme correu em contra-ataque e mandou para Lucero no bico esquerdo da grande área. O atacante dominou de perna direita, girou e bateu colocado de canhota para fechar o placar.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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