Libertadores

Fluminense se refez das dificuldades e saiu com o empate contra o Junior em Guayaquil

O Fluminense teve uma semana tumultuada na Libertadores, e não por sua culpa. Os tricolores já estavam em Barranquilla quando o jogo contra o Junior acabou transferido a Guayaquil, por conta dos massivos protestos na Colômbia contra as reformas tributárias realizadas pelo governo. Em meio ao desgaste da viagem extra, o empate por 1 a 1 não foi de todo ruim ao Flu, mas deu a impressão de que poderia ser melhor. Os cariocas reclamaram de um pênalti e precisaram buscar a diferença, melhorando no primeiro tempo. Já na segunda etapa, os colombianos chegaram a carimbar o travessão, mas os tricolores também deram trabalho ao goleiro Viera. Se a igualdade não é o resultado dos sonhos, pelo menos mantém o Fluminense na liderança do grupo, já que o River Plate também empatou na rodada.

O Junior de Barranquilla ganhou seu pênalti logo cedo em Guayaquil. E, sem VAR, os jogadores do Fluminense reclamaram bastante. Kayky disputou o lance com Gabriel Fuentes, num contato muito leve, e o árbitro apontou à marca da cal. Sem a necessária revisão, Miguel Borja foi para a cobrança e venceu Marcos Felipe, aos 11 minutos. O resultado dava tranquilidade aos Tiburones, que tentaram administrar a vantagem com mais posse de bola. Pelo menos, a resposta do Flu não tardou. O empate veio logo aos 20, a partir de uma cobrança de escanteio. Após o desvio de Luccas Claro, Kayky teve tranquilidade para dominar e definir no segundo pau. O garoto se reerguia na noite.

A sequência do primeiro tempo pendeu mais ao Fluminense, que parecia disposto à virada. Nenê cobrou uma falta perigosa para fora logo na sequência. Não era a partida com mais oportunidades, com raras finalizações de ambos os lados, mas os tricolores apresentavam uma postura mais propositiva. O time, de qualquer maneira, parecia um tanto quanto nervoso – até pelo senso de injustiça em relação à arbitragem. Faltava também um pouco mais de qualidade na criação.

O segundo tempo voltou mais aberto, com os dez minutos iniciais guardando vários bons lances. Borja levou perigo numa saída de Marcos Felipe que quase deu errado, até a recuperação do goleiro. Do outro lado, Fred teve sua primeira oportunidade cristalina numa cabeçada firme, que o goleiro Sebastián Viera pegou. Logo depois, o centroavante exigiria outra boa intervenção do arqueiro uruguaio. E, na trocação, Jhon Pajoy ainda mandaria um chute venenoso para fora. Os dois times deixavam de lado a cautela e tentavam a definição.

Roger realizou suas primeiras mudanças por volta dos 20, mandando a campo Caio Paulista e Gabriel Teixeira. O Flu, no entanto, dependeu de Marcos Felipe com uma ótima defesa diante de Borja. Com a rotação dos tricolores baixando, logo entrariam também Cazares e Bobadilla. O Junior contava principalmente com os chutes de fora da área de Pajoy, que chegou a carimbar o travessão aos 31. Já o Flu, mais retraído, tinha seus melhores momentos em bolas paradas cobradas por Cazares. Na reta final, os Tiburones não pareciam ter tantas forças à pressão, mas o Fluminense também não encaixou um bom contra-ataque. Ficou a igualdade.

O Fluminense divide a liderança do Grupo D da Libertadores. Os tricolores somam os mesmos cinco pontos do River Plate, que enfrentou o Independiente Santa Fe em Assunção e ficou no 0 a 0. Os dois colombianos somam dois pontos. Na próxima rodada, os tricolores recebem o Santa Fe no Maracanã, tentando encaminhar a classificação.

Classificação fornecida por SofaScore LiveScore

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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