Libertadores

Fluminense deixa vantagem escapar, Olimpia brilha nos pênaltis e avança à fase de grupos

O Olimpia pressionou quase o jogo inteiro e, com defesas de Gastón Olveira na disputa de pênaltis, chegou à fase de grupos da Libertadores

O Fluminense não soube administrar a vantagem que havia conquistado no jogo de ida, teve um jogador expulso e foi derrotado por 2 a 0 com a bola rolando. Nos pênaltis, brilhou a estrela do goleiro Gastón Olveira, que defendeu as duas primeiras cobranças tricolores, e foi decisivo para colocar o tricampeão sul-americano na fase de grupos da Libertadores. A ida havia sido 3 a 1 para o Flu.

Os donos da casa no Defensores del Chaco fizeram uma partida muito corajosa, pressionando o Fluminense, mesmo com dificuldades para criar chances muito claras. Fábio, que havia falhado no Rio de Janeiro, fez defesas importantes. Os cariocas também perderam gols que fizeram muita falta e a postura muito defensiva acabou cobrando um preço alto.

Houve um momento, porém, em que parecia que tudo seria tranquilo. Com vantagem de dois gols, o Fluminense chegou a abrir o placar com David Braz. A defesa do Olimpia afastou de cabeça, a bola bateu no zagueiro e sobrou limpinha. O árbitro, porém, marcou toque de mão e anulou o tento. O replay não foi conclusivo. A primeira impressão é que pegou no peito. Imagens posteriores da transmissão levantam uma pequena dúvida.

David Braz, após o jogo, estava possesso e garantiu que não houve infração. Ele também reconheceu que a atuação do Fluminense não foi das melhores. Apesar do possível erro da arbitragem, havia muito tempo pela frente. Depois dele, o domínio foi total do Olimpia, que teve 64% de posse de bola no primeiro tempo, e 63% no total. Fábio precisou fazer boas defesas, como na batida de Mateo Gamarra, após corte errado de Nino, e na bomba de Salcedo de fora da área.

Aos 37 minutos, nada poderia fazer. Alejandro Silva recebeu o levantamento pela direita da pequena área e ajeitou para Jorge Recalde completar na boca do gol. Cano respondeu com a única finalização no alvo dos cariocas no primeiro tempo. Bateu forte pela direita, o goleiro Gastón Olveira espalmou bem.

O drama cresceu bastante depois do intervalo. Começando com o gol perdido pelo Fluminense que provavelmente mataria o confronto. Willian Bigode roubou a bola na intermediária e começou um contra-ataque de três contra um. Gabriel Teixeira, que havia acabado de entrar, ficou cara a cara com Olveira, mas chutou em cima do goleiro.

O Olimpia buscava alguma maneira de furar o sistema defensivo do Fluminense, se segurando, mais ou menos, suscetível a um erro, uma falha, um vacilo. Como o de Nino. Fez a falta em cima de Guillermo Paiva quase em cima da linha da grande área, destruindo uma ocasião clara e manifesta de gol. Levou o cartão vermelho. O Fluminense teria dez minutos mais os acréscimos com um a menos.

Aguentou oito. Aos 43, Fábio fez uma defesa maravilhosa em cabeçada de frente de Walter González. No rebote, Camacho cruzou para a boca do gol, e Paiva se esticou para empatar. David Braz ainda teve que salvar uma bola quase em cima da linha, em outra chegada de Camacho pela esquerda, para que o Fluminense chegasse à disputa de pênaltis.

Na qual o Fluminense foi péssimo. A vantagem psicológica estava toda no lado do Olimpia, cujos jogadores converteram todas suas cobranças com muita confiança. Willian Bigode demorou muito para chutar, deu uma paradinha e, ainda assim, a defesa de Olveira foi maravilhosa, indo buscar com a ponta dos dedos antes de a bola pegar na trave.

Felipe Melo também cruzou no mesmo lado, e Olveira também foi buscar. Permitiu que o Olimpia abrisse 3 a 0. André soltou o pé no meio do gol e descontou, mas Derlis González bateu o primeiro pênalti no canto esquerdo de Fábio para classificar os paraguaios.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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