Libertadores

Dinizismo funciona, e Fluminense vence o Colo-Colo no sufoco na Libertadores

Fluminense joga sem zagueiros na zaga e volantes no meio-campo no segundo tempo, sofre, mas vence o Colo-Colo e vira líder na Libertadores

Ousado desde o apito inicial, o Fluminense jogou melhor que nas últimas partidas e voltou a vencer. A vitória por 2 a 1 sobre o Colo-Colo, no Maracanã, com gols de Marquinhos e Cano, entretanto, foi no sufoco. Sem zagueiros de origem em todo o segundo tempo, o Dinizismo Tricolor somou mais três pontos na Libertadores e dá sinais de uma nova formação para o time.

Muito superior tecnicamente, o Flu só pecou em apostar mais na sorte que no juízo no Maracanã. Fernando Diniz, entretanto, dá de ombros aos dogmas do futebol. O técnico busca seu melhor Fluminense, nem que não utilize nenhum defensor para tal.

O que de melhor aconteceu no jogo?

  • Fluminense começa sufocando Colo-Colo, e Marquinhos faz golaço;
  • Vantagem dura pouco, e Tricolor sofre empate bobo dos chilenos;
  • Diniz mexe, e Fluminense joga todo o segundo tempo sem zagueiros e com quatro atacantes;
  • Germán Cano volta a marcar após cinco jogos, encerra jejum e dá vitória ao Fluminense;
  • Ex-Flamengo, Vidal é xingado; Weimberg é expulso e Colo-Colo termina com menos um, mas dá sustos no Fluminense.

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Fluminense joga melhor com Martinelli na zaga, mas toma empate bobo

Ainda não era uma atuação brilhante, mas com Martinelli na zaga e Lima no meio-campo, o Fluminense começou o jogo melhor do que as últimas partidas. Também, aos cinco, o Tricolor já estava na frente do placar. Em um ataque rápido — o que só aconteceu porque a defesa estava mais veloz com a bola —, Arias fez boa jogada e achou Marquinhos na ponta-direita. O canhoto balançou na frente do marcador, cortou para dentro e bateu no ângulo para marcar um golaço no Maracanã.

Na frente, o Flu passou a trabalhar melhor a bola e criou chances. O time parecia reencontrar aos poucos sua forma mais agressiva. Mas o outro problema não foi resolvido: a inconsistência defensiva. Se Martinelli ia bem na zaga, Lima não jogava bem no meio, que tinha muitos espaços. Um contra-ataque do Colo-Colo virou escanteio, e na cobrança, aos 17, Paiva subiu sozinho nas costas de Lima para empatar o jogo. Um gol muito bobo sofrido pelo Tricolor.

Sem zagueiro de origem, Fluminense vai para cima do Colo-Colo no segundo tempo

Não dá para dizer que alguém no Maracanã ficou surpreso quando a placa anunciou, na volta do intervalo, que Lelê entraria na vaga de Felipe Melo. Como começou com Martinelli na zaga, o Fluminense entraria no segundo tempo sem zagueiros de origem e com dois volantes no setor.

No meio-campo, os ofensivos Ganso e Lima eram os jogadores responsáveis pelo setor. Marquinhos e Arias desciam mais, e Lelê fazia companhia a Cano. A presença no ataque melhorou e o Tricolor começou a pressão. Não demorou para que a superioridade técnica aparecesse: aos seis, Marquinhos, o melhor em campo, recebeu na direita e colocou na cabeça de Germán Cano. O argentino não perdoou.

Até os 25 minutos, a ideia de Fernando Diniz funcionava. O Fluminense tinha a bola, atraia o Colo-Colo e conseguia sair. Mas o time cansou e o técnico, insistente, demorou a mexer, contando mais com a sorte que com o juízo. Aos 29, Zavala contou com bate e rebate e empatou, mas o VAR anulou corretamente após toque no braço de Paiva.

Dinizismo dá certo, e Fluminense sufoca Colo-Colo para vencer na Libertadores

Fernando Diniz é um técnico único, para o bem ou para o mal. A aposta na ousadia rendeu dividendos mais uma vez, e a conta é do treinador.

Além de escalar um time com apenas um zagueiro — que era Felipe Melo, um jogador que virou profissional como camisa 10 —, Diniz aumentou o poder de fogo no segundo tempo. Ficou com André e Martinelli na zaga e uma linha de quatro com Lima, Ganso, Marquinhos e Arias. Na frente, Lelê e Cano.

No fim, o treinador colocou Antônio Carlos para controlar o resultado. A marcação na área melhorou, mas mesmo com um a mais, já que Wiemberg foi expulso, o Fluminense seguiu exposto. Deu para o gasto.

Marquinhos é o melhor na vitória do Fluminense

Autor de um golaço e de uma assistência, Marquinhos foi de longe o melhor do Fluminense no Maracanã. O ponta-direita de 20 anos foi mantido no time titular por Fernando Diniz e correspondeu. Dos pés dele saíram as melhores jogadas do Tricolor no jogo.

Além de influenciar diretamente no resultado, o jovem não deu sossego à defesa do Colo-Colo. Cansado de tanto ser driblado por ele, Wiemberg fez falta dura em Samuel Xavier no fim do jogo e acabou expulso com o segundo cartão amarelo.

Como ficou o Grupo A da Libertadores

Com a vitória do Fluminense, o grupo A da Libertadores ficou embolado. O Tricolor virou líder no saldo de gols, com o Colo-Colo na vice-liderança. Cerro Porteño e Alianza Lima se enfrentam na quarta-feira (10) em Assunção.

  1. Fluminense: 4 ponto;
  2. Colo-Colo: 3 pontos;
  3. Alianza Lima: 1 ponto;
  4. Cerro Porteño: 0 ponto.
Foto de Caio Blois

Caio BloisSetorista

Jornalista pela UFRJ, pós-graduado em Comunicação pela Universidad de Navarra-ESP e mestre em Gestão do Desporto pela Universidade de Lisboa-POR. Antes da Trivela, passou por O Globo, UOL, O Estado de S. Paulo, GE, ESPN Brasil e TNT Sports.

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