Flamengo confirma superioridade sobre o Vélez e chega à final pela terceira vez em quatro anos
Os rubro-negros até saíram atrás no Maracanã, mas construíram a virada com naturalidade e gols de Pedro e Marinho
O Vélez Sarsfield tentou recuperar um pouco de dignidade e até conseguiu, mas foi mais uma vez derrotado pelo Flamengo, que venceu por 2 a 1 e se classificou à sua terceira final de Libertadores nos últimos quatro anos. Terá a chance de brigar pelo tricampeonato contra o Athletico Paranaense em Guayaquil, após uma semifinal e um mata-mata muito dominante. O time rubro-negro ganhou todos os seis jogos eliminatórios, eliminando Tolima e Corinthians antes de despachar o Vélez.
A campanha é tão impressionante quanto a maneira como o Flamengo lidou com uma semifinal de Libertadores. A goleada por 4 a 0 fora de casa deixou tudo muito bem encaminhado. Os cariocas ainda se esforçaram para dar uma festa completa às arquibancadas lotadas e barulhentas do Maracanã e foram buscar a virada nesta quarta-feira, após saírem perdendo. O Vélez pelo menos competiu um pouco mais do que semana passada, embora tenha ficado claro mais uma vez que não tem recursos para ameaçar o Flamengo.
Apesar da vantagem, Dorival Júnior não deu sopa ao azar. Poupou titulares no fim de semana contra o Ceará e escalou um time forte no Maracanã. Ainda tomou alguns cuidados. Além de David Luiz e Léo Pereira, suspensos, não escalou Thiago Maia e Gabigol, pendurados, para não correr o risco de ficar sem eles para a decisão. Pablo e Fabrício Bruno fizeram a dupla de zaga, com Arturo Vidal no meio-campo e Cebolinha no ataque. Cacique Medina fez duas mudanças. José Florentín entrou no lugar de Walter Bou, e Miguel Brizuela fez a zaga em vez de Valentin Gómez.
A partida começou morna, como era de se esperar. O Flamengo não tinha urgência, trocava passes devagar, vendo se alguma coisa pintava, e o Vélez se esforçava, esbarrando na sua falta de qualidade e na magnitude da tarefa. Os primeiros 20 minutos foram até que movimentados, sem chances claras de gol, até os argentinos encaixarem um bom ataque. Nicolás Garayalde trouxe pela esquerda, em transição, e abriu para Lucas Janson. O cruzamento rasteiro chegou ao carrinho de Lucas Pratto, que abriu o placar.
O gol nunca chegou a ameaçar a classificação do Flamengo, nem mudou drasticamente o panorama da partida. No máximo, o Vélez ficou um pouco mais animado, e o Flamengo, um pouco mais atento. Os rubro-negros começaram a jogar mais, cercando a área adversária. Os argentinos tiveram um chute de fora da área de Cáseres, sem muito perigo. Leonardo Burián fez boa defesa em batida de Arrascaeta, também de média distância.
Carrasco na Argentina, Pedro voltou a decidir, a dois minutos do fim do primeiro tempo. Antecipou-se bem para cabecear o cruzamento fechado de Éverton Ribeiro e ainda acertou a parte de baixo do travessão antes de marcar mais um gol para o Flamengo nesta semifinal, depois de três no jogo de ida. Os donos da casa retornaram determinados a conseguir a virada e tiveram mais duas chances com Pedro. Burián defendeu a primeira e a segunda, após bom passe de Arrascaeta, bateu no lado de fora da rede.
Dorival fez três mudanças aos 18 minutos, com as entradas de Erick Pulgar, Marinho e Ayrton Luccas. E colheu os frutos rapidamente. A jogada começou com um desarme de João Gomes na altura do meio-campo. Pedro recebeu e, em fase inspirada, deixou Cáseres para trás com uma caneta antes de tocar para Marinho, na meia-lua. Marinho dominou de perna esquerda e soltou um belo chute no ângulo de Burián para virar o jogo.
Nova rodada de substituições, aos 39 minutos, com as entradas de Diego e Guillermo Varela. Altura em que o jogo estava mais do que morto e decidido. O Vélez tentou em vão arrancar um empate. Durante os 180 minutos, não houve nenhuma dúvida sobre qual era o melhor time. Após derrotar o River Plate em 2019 e perder do Palmeiras em 2021 em tempos recentes, o Flamengo tentará mais uma vez conquistar a América do Sul em 29 de outubro, contra o Athletico Paranaense, em Guayaquil.



