Libertadores

Em noite dos goleiros, Bento ainda evitou que o empate do Athletico contra o Caracas fosse mais frustrante

O Athletico Paranaense parou no goleiro Baroja e também contou com defesas providenciais de Bento, seu novo titular

Em dezembro de 2020, Bento estreou pela Libertadores. Era sua segunda partida como profissional pelo Athletico Paranaense e o goleiro de 21 anos entrou na fogueira, por conta de um surto de covid-19 que afastou as outras opções entre os arqueiros. Faria grandes partidas contra o River Plate, apesar da eliminação nas oitavas de final. Pouco mais de um ano depois, o mesmo Bento reapareceu na Libertadores. Com a venda de Santos, assumiu a posição de titular do Furacão, no duelo contra o Caracas. De novo, seria vital. Os rubro-negros fizeram uma atuação abaixo da crítica na Venezuela e, mesmo dando trabalho ao goleiro Baroja do outro lado, dependeram de seu jovem arqueiro para evitar a derrota. O empate por 0 a 0, de qualquer forma, soa como oportunidade perdida pelos athleticanos diante de um adversário inferior.

O Athletico Paranaense conseguiu imprimir um ritmo mais alto durante os primeiros 15 minutos. Conseguiu encontrar espaços com infiltrações em diagonal e garantiu as primeiras chances, mas sem passar pelo goleiro Alain Baroja. Pablo ajeitaria para David Terans parar no goleiro pela primeira vez, antes que o centroavante também acionasse Marcelo Cirino, igualmente frustrado pelo arqueiro. Logo o Caracas passaria a achar espaços, explorando a velocidade. Bento barrou Samson Akinyoola no primeiro tiro no alvo.

O primeiro tempo ficou arrastado, à medida que o Athletico reduziu sua marcha e passou a rodar a bola sem velocidade. Somente nos minutos anteriores ao intervalo é que o embate se reabriu. O Furacão voltou a encontrar brechas. O melhor lance viria numa bola preparada por Pablo para Terans, que chutou ao lado da trave, quando poderia ter caprichado um pouco mais. Ainda assim, dava para perceber como os rubro-negros poderiam ser mais perigosos com um pouco mais de agilidade nas ações.

O recomeço do jogo no segundo tempo contaria com o Athletico novamente mais ativo. Cirino seria abafado por Baroja na primeira tentativa da equipe. Já aos 10, Terans cobrou uma falta em direção ao ângulo e Baroja voou para espalmar. Christian seria outro a testar o goleiro na sequência, sem sucesso. Os rubro-negros acionaram Marlos no banco, entrando na vaga de Pablo. Só que, mais uma vez, o Furacão encontrava dificuldades para penetrar na área do Caracas.

Um susto para o Athletico aconteceu aos 30. Bento faria grande defesa num chute de fora dado por Eduardo Ferreira, que tinha endereço. Na sequência, o Furacão encaixou um ótimo contra-ataque e, em condições favoráveis na área, Christian vacilou na tentativa de passe. Os athleticanos pareciam ter acordado e Terans seria travado na hora exata em uma finalização na área. Já aos 34, quando Terans tinha o caminho limpo para bater, pegou mascado e mandou para fora. Todavia, os rubro-negros não conseguiram exercer uma pressão contínua e se limitaram aos chuveirinhos no final. Acabaram salvos por Bento, que faria uma defesaça numa partida de fora de Akinyoola nos acréscimos. Foi o que safou os paranaenses de um resultado ainda pior.

O Athletico Paranaense volta a campo no próximo domingo, quando estreia no Brasileirão diante do São Paulo. Já o próximo compromisso pela Libertadores acontece na Arena da Baixada, na quinta-feira, contra o Strongest. A necessidade de apresentar um futebol melhor é clara.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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