Libertadores

Em dia de River Plate x Atlético Mineiro, vale relembrar a magia que consagrou Nacho Fernández no Monumental

Nacho será protagonista do duelo pelas quartas de final da Libertadores, ao se reencontrar com seu antigo clube

O duelo entre Atlético Mineiro e River Plate pela Copa Libertadores tem um personagem principal: Nacho Fernández. O meio-campista é adorado no Monumental de Núñez. Pudera, considerando a maneira como brilhou ao longo de sua passagem pelos millonarios e a importância que teve em grandes feitos do time de Marcelo Gallardo – em especial, no título continental de 2018. O Galo contratou o argentino sabendo o que ele poderia acrescentar à equipe e Nacho já teve seus momentos de brilho com os alvinegros, ainda que venha atualmente em recuperação. De qualquer maneira, os holofotes estarão centrados sobre ele no confronto pelas quartas de final.

Nacho Fernández não teve muitos problemas de adaptação no Atlético. Inclusive, impulsionava o time quando o trabalho de Cuca ainda não tinha engrenado. As últimas semanas foram mais difíceis ao meio-campista: perdeu a avó e contraiu covid-19 em junho, enquanto o retorno em julho culminou numa lesão na coxa. Ainda assim, o argentino é um ponto de referência no Galo e não há muitas dúvidas de que as ambições do clube passam pelo equilíbrio que o jogador confere à faixa central atleticana.

Tal confiança corresponde à maneira como Nacho influenciou o sucesso do River Plate nos últimos anos. O meio-campista chegou depois da conquista da Libertadores de 2015, mas moldou a consolidação da equipe de Gallardo. Deu mais intensidade na faixa central, aumentou a qualidade no toque de bola e adicionou um refinamento na criação. Não à toa, era considerado por muitos como o motor das glórias millonarias. Mesmo depois de arrebentar contra o Boca Juniors na decisão de 2018, receberia elogios rasgados de Diego Maradona e Juan Román Riquelme, grandes ícones xeneizes.

Nacho não esconde como as partidas contra o River Plate serão especiais a ele, por tudo o que significam. “Vai ser muito especial voltar ao Monumental, depois de ter vivido lá por tanto tempo. Muitas coisas boas, algumas ruins. Criei muitos amigos, e sempre serei grato ao clube por tudo o que me brindou e pela oportunidade de chegar aqui”, declarou, em aspas reproduzidas pelo jornal O Tempo. “Hoje jogo pelo Atlético e tenho que fazer o melhor possível pra passar de fase. Conheço muito bem e sei que é uma grande equipe (River). Temos que estar muito atentos para que não nos surpreendam. Sabemos que eles são fortes, vêm demonstrando nas últimas Libertadores. Temos que estar atentos”.

E se do lado atleticano há confiança no futebol de Nacho, entre os millonarios resta respeito e saudades. Assim, vale relembrar a magia do meio-campista Núñez. É um jogador histórico ao clube, pelas conquistas que alcançou e pela importância que teve nesses momentos vitoriosos.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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