Em dia de Libertad x Palmeiras, um vídeo com os golaços e a maestria de Arce com a camisa alviverde
O Palmeiras enfrenta o Libertad a partir desta terça-feira, naquele que pode ser considerado como o principal duelo dos alviverdes contra um clube paraguaio na história das competições sul-americanas. Essa trajetória se iniciou em 1968, na segunda fase da Libertadores, quando os palmeirenses terminaram na liderança do triangular que tinha o Guaraní para alcançar as semifinais. Depois disso, o clube paulista chegou a eliminar o Olimpia na semifinal da Copa Mercosul de 1998, assim como encarou os dois representantes do país na fase de grupos da Libertadores em 1999, rumo ao título em ambas as campanhas. Já outro confronto recente aconteceu nas oitavas de final da edição passada da Libertadores, quando o Palmeiras despachou o Cerro Porteño. Ainda assim, nunca os palestrinos tinham pegado um time do Paraguai em uma fase tão avançada de mata-matas na principal competição do continente.
O Paraguai, todavia, está mais presente na história do Palmeiras através de seus jogadores. Gustavo Gómez é o representante no atual elenco, mas há um vasto número de atletas relevantes do país que passaram pelo Parque Antárctica ou pelo Allianz Parque. A lista começa pelo goleiro Juan Pérez, parte das equipes campeãs nacionais na década de 1960. Há outros nomes notáveis como José Benítez, Gato Fernández, Carlos Gamarra e Catalino Rivarola, ainda que nem todos tenham emplacado devidamente com a camisa alviverde. Os anos recentes guardaram uma vastidão de atletas do país, a exemplo de Lucas Barrios, William Mendieta e José Ortigoza. Ainda assim, ninguém com a projeção e a importância de Francisco Arce.
Arce não foi apenas um dos melhores laterais que o Palmeiras já teve, talvez o mais capacitado para concorrer com Djalma Santos na seleção histórica dos alviverdes. O paraguaio também foi uma peça central em anos vitoriosos do clube na virada da década de 1990. Arce chegou a São Paulo como um pedido de Luiz Felipe Scolari, seu treinador no Grêmio, que o tinha como arma constante no time que conquistou a América em 1995. O defensor reproduziria a mesma eficiência no Parque Antárctica, especialmente por sua precisão nas cobranças de falta e pelos cruzamentos magistrais que tanto valiam ao time.
Em seus quatro anos de Palmeiras, Arce voltou a conquistar a Libertadores em 1999 e ergueu outras taças, incluindo a Copa Mercosul e a Copa do Brasil. Mais importantes foram as memórias que o lateral eternizou junto à torcida, como um dos jogadores mais queridos do período. Os golaços de falta foram frequentes e essenciais aos títulos, afinal, assim como os passes açucarados. Chiqui permaneceria no clube até 2003, quando se transferiu ao Gamba Osaka. Curiosamente, passaria pelo próprio Libertad antes de encerrar a carreira no Paraguai. É uma doce lembranças aos palmeirenses sempre que a bandeira paraguaia tremula.
Abaixo, um compilado do canal “Palmeiras, uma história gloriosa”, com uma coleção de gols anotados por Arce:



