Libertadores

Deportivo Táchira não perdoou os erros do Internacional e alcançou a virada na Venezuela

Colorado chegou a abrir o placar, mas cedeu à pressão do Táchira que aproveitou erros crassos da defesa

O Internacional abriu o placar e estava vencendo até cerca de 15 minutos do fim. Mas o jogo sempre pareceu um pouco aberto demais para o torcedor colorado se sentir confortável. Perdia chances de matar a parada, e o Deportivo Táchira, de empatar. Até que dois erros defensivos acabaram custando muito caro. Os venezuelanos aproveitaram e impuseram ao Inter a sua segunda derrota em quatro rodadas da fase de grupos da Libertadores: 2 a 1, em San Cristóbal.

A campanha do Internacional tem sido bastante irregular. Alternando exibições impecáveis, como as goleadas contra o Táchira no Beira-Rio e contra o Olimpia, com esses jogos bem mais fracos. Estreou perdendo do Always Ready, que tem feito outras vítimas como mandante. Mas é natural que seja assim em um começo de trabalho, especialmente com a ruptura à qual o clube se propôs ao contratar Miguel Ángel Ramírez para substituir Abel Braga.

Os riscos sempre pairaram sobre o Internacional nesta partida. Ainda no primeiro tempo, Freddy Gôndola recebeu o lançamento nas costas da defesa, entrou na área completamente livre e, cara a cara com Marcelo Lomba, mandou para fora. O Colorado tinha muita posse de bola e também finalizava bastante. Chegou a criar oportunidades, mas nenhuma tão clara. Antes do intervalo, Galhardo tentou duas vezes, mas errou uma muito boa, dentro da pequena área, e em outro parou nas mãos do goleiro Varela.

Jose Luis Granados deu uma mãozinha. No começo do segundo tempo, puxou a camisa de Victor Cuesta dentro da área ao ponto de deixá-lo semi-despido. Thiago Galhardo cobrou com firmeza para abrir o placar. Mas no momento em que o Inter poderia aproveitar a vantagem para tentar cadenciar um pouco a partida, ela ficou ainda mais aberta, e o gol de empate do Deportivo Táchira começou a ficar concreto.

Marcelo Lomba fez uma ótima defesa para barrar Góndola. Depois, defendeu a batida de Covea. No rebote com Góndola, Cuesta tirou quase em cima da linha. Góndola tentou outra vez, e Dourado também apareceu com um corte essencial. Logo na sequência, após escanteio, Lomba parou a bola a centímetros do gol.

A pressão do Táchira era bastante intensa, e o Internacional nunca conseguiu controlar a partida. Ficou suscetível a, sob essa pressão, cometer erros fatais. Hernández entrou driblando na área – com certa facilidade – e tocou para trás. Zé Gabriel errou o corte e acabou devolvendo para o jogador do Táchira. Uma bela assistência ao gol de empate.

Ainda tinha tempo para qualquer coisa acontecer, e o que acabou acontecendo foi outro vacilo defensivo do Internacional. Uma falha de comunicação. Edenílson deixou a bola para Lomba agarrar na entrada da área, mas não percebeu que Duglar Angarita vinha embalado para interceptar. Ele chegou antes do goleiro brasileiro, que acabou cometendo pênalti. Maurice Cova bateu e marcou.

No abafa final, Varela fez boa defesa em cobrança de falta de Cuesta, e o Internacional carimbou a defesa do Táchira algumas vezes, em um daqueles bate-e-rebate típicos de fim de jogos tensos. Não deu para buscar o empate. O Colorado chegará à quinta rodada da Libertadores ainda com muito trabalho pela frente. Está com os mesmos seis pontos do Táchira e do Always Ready, que tem um jogo a menos, contra o Olimpia, na quinta-feira.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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