Libertadores

Depois de um péssimo primeiro tempo, o Flamengo se recuperou e voltou com um satisfatório empate com o Talleres

Flamengo passou por momentos difíceis na visita a Córdoba, mas o golaço de Arrascaeta e a boa entrada de Pedro valeram o 2 a 2

A torcida do Flamengo espera sempre um toque de classe de seus craques, mas sabe que uma hora ou outra sua defesa irá falhar. O roteiro que se repete nos jogos da equipe, mais uma vez, deu as caras no Estádio Mario Alberto Kempes. Os rubro-negros tiveram uma noite bastante difícil na visita ao Talleres, mas o empate por 2 a 2 sai em conta naquele que prometia ser o jogo mais duro na fase de grupos da Libertadores. Diante de um estádio lotado, o Fla sofreu no primeiro tempo. Viu Pablo sair lesionado, tomou um gol contra de Arão e não finalizou uma vez sequer. A melhora viria na segunda etapa, com o golaço de Arrascaeta e a ótima entrada de Pedro, embora entre um tento e outro de novo La T tenha punido as dificuldades da defesa flamenguista. De qualquer forma, com a liderança do Grupo H mantida, o time de Paulo Sousa permanece em boas condições para confirmar a classificação na próxima rodada.

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A partida começou aberta em Córdoba. O Flamengo chegava um pouco mais durante os primeiros minutos, mas via a defesa do Talleres afastar. Quando La T pôde finalizar, Michael Santos cabeceou para fora. Só que uma má notícia viria para o Fla aos 12 minutos, quando Pablo se lesionou e precisou ser substituído. Andreas Pereira entrou no lugar, com o recuo de Willian Arão para a zaga. O time voltaria a sofrer na defesa e tomou um abafa na sequência. Matías Catalán quase fez de cabeça aos 17, mas Santos buscou a bola no canto com uma grande defesa. Os cordobeses ocupavam o campo de ataque e apostavam nos cruzamentos, que causavam muitos problemas à defesa carioca. Os rubro-negros não tinham muitos respiros para contragolpear e abusavam das bolas longas.

O Flamengo voltaria a sair um pouco mais para o jogo depois dos 25 minutos. Porém, também concedeu espaços para o Talleres abrir o placar aos 34. Foi mais uma lambança da defesa. Michael Santos aproveitou o espaço deixado por Isla na direita e cruzou. Arão tentou tirar e mandou contra as próprias redes, pegando Santos batido. Era um desastre prenunciado, num passe que seguia para ninguém e o volante/zagueiro se encarregaria de encaminhar para dentro por pura falta de atenção.

O Flamengo teria mais tempo com a posse na reta final do primeiro tempo. Acabava travado pelo bom trabalho de La T na marcação. O time errava muito na tomada de decisões e demorava a criar. Aos 43, Everton Ribeiro cruzou para a cabeçada de Gabigol e, após a defesa de Guido Herrera, Bruno Henrique balançou as redes no rebote. Não valia nada, com o impedimento marcado. Resumo da primeira etapa fraquíssima dos rubro-negros, o time não finalizou com o jogo valendo. Já os cordobeses saíam aplaudidos pela entrega.

O Flamengo precisava de mais atitude no segundo tempo. Arrascaeta se encarregou disso. Mais participativo, o uruguaio anotou um golaço aos cinco minutos. Dominou o passe de Isla com um pé e emendou a sapatada com o outro, direto no barbante. Um gol que retomava as chances dos rubro-negros no embate. Não haveria uma melhora tão clara do Fla, contudo. E num momento em que a partida se via travada, o Talleres voltou a balançar as redes com 12 minutos. Numa bola recuperada na intermediária, o cruzamento chegou para Michael Santos na área e o atacante guardou. Existiam dúvidas quanto a um impedimento no lance e os flamenguistas reclamaram, mas, sem VAR, o tento estava confirmado.

O jogo ficava pegado e o Flamengo tentava uma resposta, mas seguia carecendo de mais lucidez. Aos 23, Paulo Sousa realizou duas mudanças, com as entradas de Pedro e Lázaro nas vagas de João Gomes e Everton Ribeiro. O time ganhava outro atacante de área. Nem demorou para que as trocas surtissem efeito, com o gol de Pedro um minuto depois. Gabigol foi bem ao buscar o jogo atrás e servir o companheiro, que abriu a defesa no domínio e tocou na saída do goleiro Herrera, com sutileza. Mas o alívio dos rubro-negros não duraria tanto, já que Godoy assustou numa batida para fora logo depois.

Depois de um momento favorável ao Talleres, o Flamengo passaria a ficar mais com a bola no ataque. Rodinei e Victor Hugo seriam outras duas trocas. E Lázaro esboçou a virada aos 39, num tiro desviado de fora da área que Herrera teve trabalho para espalmar. O duelo não parecia decidido e Pedro era uma grata surpresa pela vontade em campo. Do outro lado, o Talleres também teve suas chegadas depois dos 40 e finalizações bloqueadas já dentro da área. Quando os acréscimos começaram, LA T estava mais inteira pelo terceiro gol e Gastón Benavidez chutou por cima, mas ficou nisso. Pelas circunstâncias, o empate era bom ao Fla.

O Flamengo soma dez pontos no Grupo H da Libertadores e se aproxima da classificação. Já o Talleres também está em situação favorável, em segundo, com sete pontos. Universidad Católica, com três, e Sporting Cristal, com zero, precisam correr atrás do prejuízo. Chilenos e peruanos fecham a rodada com o duelo em Lima.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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