Libertadores

Confronto segue muito aberto, mas Palmeiras sai mais feliz de empate equilibrado no Morumbi

Pelo gol marcado fora de casa, e pelo começo do segundo tempo, o empate por 1 a 1 ficou melhor para os visitantes

O Palmeiras de Abel Ferreira ainda não conseguiu derrotar o São Paulo, mas saiu do Morumbi com um bom resultado, especialmente pela maneira como a partida se desenhava no começo do segundo tempo, após Luan abrir o placar, e porque o gol fora de casa marcado no 1 a 1 lhe garante a vantagem do empate zerado para o jogo de volta no Allianz Parque.

A partida foi relativamente equilibrada. O São Paulo conseguiu transformar mais as suas investidas em finalizações, e Weverton precisou fazer seis defesas – duas no lance do gol. O Palmeiras, porém, levava bastante perigo quando conseguia acelerar as jogadas e, principalmente, quando dava a bola para Dudu, em seu melhor jogo desde o retorno ao Brasil. As entradas de Patrick de Paula e Wesley depois do intervalo foram essenciais na busca pelo empate.

Abel Ferreira entrou em campo com apenas um meia. Apostou em Raphael Veiga na ligação para três atacantes rápidos – Dudu, Rony e Breno Lopes bem aberto na esquerda, às vezes até como ala. Uma aposta que se justificava, mas talvez os nomes não tenham sido os melhores. Gustavo Scarpa, em boa fase, não ganhou sequer um minuto, e Lopes fez um primeiro tempo bem ruim antes de ser substituído por Wesley.

As distintas propostas ficaram claras desde o começo do jogo. O São Paulo teve a bola, o Palmeiras tentava esticar, à sua característica. Com 64% da posse, o time da casa criou muito pouco. Teve duas boas chances em sequência por volta dos 15 minutos, foram as únicas duas finalizações tricolores no alvo.

Daniel Alves foi quem criou a primeira, com um inteligente cruzamento fechado de perna esquerda para Gabriel Sara aparecer na entrada da pequena área. Tentou o chute de primeira e não conseguiu pegar direito na bola. Talvez fosse para fora, mas Weverton não quis dar sopa ao azar e se jogou para fazer a defesa. Deixou escapar para escanteio. Na sequência, o cruzamento da esquerda foi desviado por Pablo, e o goleiro palmeirense interveio novamente.

Após cobrar escanteio que Luan desviou com uma casquinha e gerou certo perigo, Dudu arrancou pelo meio, deixou Arboleda para trás e soltou na medida par Breno Lopes. Rony fechava pelo meio e o herói do título sul-americano do Palmeiras ficou em dúvida entre cruzar e chutar. Decidiu pela finalização, mas apareceu um segundo problema: ele não tem perna esquerda. Após toda essa deliberação, acabou tentando bater colocado, mas, desequilibrado, mandou para fora.

Isso aconteceu uma segunda vez, aos 39 minutos. Outro lançamento de Dudu para Breno Lopes por trás da marcação. Lopes, em liberdade perto da linha de fundo, tentou novamente arrumar o corpo para bater colocado de direita e quase caiu no chão. O chute, naturalmente, saiu torto. Gabriel Sara respondeu com uma batida de fora da área, sem perigo para Weverton.

O segundo tempo foi mais animadinho, começando pela entrada de Wesley, que causou todo tipo de problema para Daniel Alves pela ponta esquerda. Rodrigo Nestor chegou a invadir a área pela direita, mas não conseguiu bater muito forte e Weverton encaixou. Depois, Wesley fez uma grande jogada, fez fila, e bateu cruzado, com desvio de Wellington para escanteio.

Esse breve lá e cá gerou o primeiro gol da partida, aos nove minutos. Nestor brigou por uma bola viva dentro da área e bateu duas vezes à queima-roupa. Weverton defendeu ambas, mas a terceira era pedir um pouco demais. Luan pegou muito bem de chapa e mandou no alto. O São Paulo se animou, parecia no controle do jogo, e exigiu outra defesa de Weverton, com uma bomba de fora da área de Gabriel Sara.

Patrick de Paula entrou aos 23 minutos e entrou com um plano. O gramado estava muito molhado, escorregadio, e ele decidiu chutar tudo que via pela frente. Bateu quatro vezes a gol em 22 minutos em campo e, aos 28, mandou uma cobrança de falta da direita direto para o gol. A bola passou por todo mundo e Volpi, que havia armado uma barreira com apenas um jogador, demorou para reagir. Ainda tocou a bola. Não a impediu de entrar.

E aí a balança psicológica pendeu para o outro lado e o Palmeiras passou a chegar com perigo em sequência. Dudu e principalmente Wesley pegavam as bolas atrás da linha de meio-campo e partiam para a área. A melhor chance saiu assim, com Wesley abrindo na esquerda para Raphael Veiga. Apareceu livre pela esquerda, mas cruzou mal, e Volpi encaixou.

Foi um jogo interessante, melhor no segundo tempo, e no qual os dois times mostraram as credenciais para chegar às semifinais da Libertadores. Pela questão territorial, o empate acabou ficando melhor para o Palmeiras, mas a eliminatória segue completamente aberta.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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