Libertadores

Com o San Lorenzo no caminho do Santos, mais três clubes tradicionais avançam à última fase preliminar da Libertadores

As fases preliminares da Libertadores parecem tantas vezes excessivas. No entanto, a edição de 2021 guarda um número respeitável de clubes tradicionais e outras equipes de boas campanhas recentes no continente. Depois de Grêmio e Santos carimbarem a classificação nesta terça, a quarta também veriam camisas conhecidas prevalecerem. Libertad, Junior de Barranquilla e San Lorenzo seguem em frente no torneio – prometendo também jogos de peso na última fase eliminatória, antes do sorteio dos grupos.

O Libertad foi o primeiro a avançar nesta quarta, com sua dose de emoção. O Gumarelo tinha vencido a Universidad Católica do Equador em Quito, por 1 a 0, mas quase deixou o resultado escapar no empate por 2 a 2 em Assunção. Sebastián Ferreira abriu o placar aos alvinegros no Defensores del Chaco, depois que os visitantes já tinham metido uma bola no travessão. Walter Chalá empatou para a Católica na segunda etapa, mas logo Ferreira reapareceu para dar a vantagem ao Libertad. O problema viria no fim, quando Juan Manuel Tévez empatou novamente aos equatorianos, cobrando pênalti aos 37. O Trencito Azul passava a depender de apenas um gol para se classificar e só não conseguiu porque Yuber Mosquera perdeu uma chance sem goleiro, furando e depois parando na marcação.

O Junior de Barranquilla teve mais tranquilidade contra o Caracas. Os Tiburones já haviam vencido por 2 a 1 na Venezuela e consumaram a classificação com os 3 a 1 no Estádio Metropolitano Roberto Meléndez. Miguel Borja, que já tinha balançado as redes na ida, abriu o placar no primeiro tempo com uma cabeçada certeira. Teo Gutiérrez ampliou ao Junior na volta ao segundo tempo. Os Rojos só descontaram aos 41, num pênalti convertido pelo beninense Samson Akinyoola. Porém, nos acréscimos, John Pajoy anotou o terceiro aos anfitriões – num golaço ao cobrar falta no ângulo. Um detalhe é que o Caracas jogou com três africanos em seu ataque (além de Aknyoola, também o nigeriano Ade Oguns e o ganês Kwaku Osei), num elenco bastante jovem dos venezuelanos.

Já no embate de camisas mais pesadas, o San Lorenzo se deu melhor contra a Universidad de Chile e garantiu a classificação. As equipes haviam empatado em Santiago por 1 a 1 e o Ciclón se impôs no Nuevo Gasómetro, vencendo por 2 a 0. Ainda assim, La U fez um papel bem digno, com um surto de COVID-19 levando o técnico Rafael Dudamel a escalar vários jovens. Os cuervos já tinham acertado o travessão e abriram o placar com 13 minutos, num escanteio concluído por Franco Di Santo. Já no segundo tempo, um ataque rápido muito bem encaixado permitiu que Ángel Romero assegurasse a classificação. Jogando nos contragolpes, os argentinos poderiam ter construído um saldo bem maior, apesar da atuação razoável dos chilenos por suas limitações. Eram 12 desfalques entre os Azules.

Na próxima fase, o San Lorenzo encara o Santos. O Junior será o adversário do Bolívar, enquanto o Independiente del Valle já estava no caminho do Grêmio. Apenas o Libertad aguarda seu oponente na próxima etapa, com Guaraní e Atlético Nacional definindo a última vaga nesta quinta. Os Verdolagas venceram a ida em Assunção por 2 a 0.

Vale lembrar que, nesta terça, rolaram duas goleadas além de Deportivo Lara 1×1 Santos e Ayacucho 1×2 Grêmio. Depois de perder a ida no Uruguai por 1 a 0, o Bolívar esmerilhou o Montevideo Wanderers em La Paz por 5 a 0. Leonardo Ramos foi o destaque dos celestes, com dois gols. O Independiente del Valle também reverteu a derrota na ida, depois de perder para a Unión Española por 1 a 0 em Santiago. No reencontro em Quito, os equatorianos enfiaram 6 a 2 nos chilenos. Recém-contratado pelo clube, o centroavante paraguaio Brian Montenegro marcou três gols.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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