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Com Hulk de volta, Atlético Mineiro impôs sua qualidade superior e avançou na Libertadores

Tudo bem que o placar ficou apertado por tempo demais contra o Carabobo, mas o Galo não teve grandes problemas para vencer no Mineirão

O Atlético Mineiro passou por um período desnecessariamente longo em que o resultado da segunda fase da Libertadores ainda estava incerto, mas um gol de Edenílson na metade do segundo tempo confirmou a (bem razoável) superioridade técnica dos brasileiros na vitória por 3 a 1 sobre o Carabobo nesta quarta-feira no Mineirão e colocou o Galo na próxima fase, contra Universidad Católica, do Equador, ou Millonarios, da Colômbia, a última antes da fase de grupos.

Hulk, desfalque na Venezuela por um teste positivo de Covid-19, retornou ao time titular, usou a braçadeira de capitão e precisou de menos de 15 minutos para colocar a bola na rede e começar festa da torcida. Um segundo gol relâmpago, de Paulinho, pareceu encaminhar a vitória. O Carabobo, porém, conseguiu descontar antes do intervalo, e a indefinição ressurgiu.

Era para a expulsão do autor do gol Miguel Pernía, no começo do segundo tempo, abrir a porta para o Galo passar por cima, mas não foi isso que aconteceu. Após um período prolongado de marasmo, Edenílson colocou a bola na rede para manter a campanha sul-americana do Atlético Mineiro. E Eduardo Vargas ainda perdeu um pênalti.

Escalações

O Atlético Mineiro teve algumas mudanças em sua escalação inicial em relação ao jogo de ida. A principal foi a volta de Hulk, recuperado após contrair Covid-19, o que o impediu de viajar à Venezuela. Eduardo Coudet também trocou o lateral direito, com Saravia no lugar de Mariano. Com uma pequena fratura no pé direito, o zagueiro Bruno Fuchs foi substituído por Mauricio Lemos. O resto do time foi o mesmo do 0 a 0 em Caracas.

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Primeiro tempo

O Atlético Mineiro teve um bom primeiro tempo. Teria sido melhor se não tivesse permitido que o Carabobo crescesse nos minutos finais. Manteve 71% de posse de bola e não chegou a ser um atropelamento em volume de jogo, mas foi bem eficiente quando as chances pintaram. A primeira foi em um escanteio, desviado por Lemos ao canto direito de Jeremy Vachoux. Passou perto da trave.

Aos 16 minutos, uma troca de passes terminou com o primeiro gol. Boa, mesmo pelo alto, com um toque rápido de Edenilson para Paulinho, que emendou para Hulk marcar de perna direita. O retorno do principal jogador do Galo teve impacto quase imediato. E dois minutos depois, Pedrinho roubou uma bola no círculo central, avançou à entrada da área e abriu na esquerda com Patrick. Pedrinho bateu de frente, a zaga rebateu, e Paulinho mandou para as redes.

A próxima missão deveria ser administrar a partida, em busca de chances para matá-la de vez. Pedrinho teve uma, escapando pela esquerda. Tentou driblar Vachoux, mas ficou sem ângulo. O Galo levou dois cartões amarelos consecutivos por faltas na altura dos 20 minutos, e os venezuelanos começaram a ameaçar aos 40, quando Miguel Pernía cruzou da esquerda e Apaolaza exigiu uma linda defesa de Éverson com cabeçada no contrapé.

A reta final do primeiro tempo seria toda do Carabobo. Apaolaza conseguiu uma boa abertura para José Balza pela direita. O cruzamento rasteiro buscava a boca do gol quando foi cortado por um carrinho de Lemos. Nos acréscimos, o zagueiro uruguaio afastou de cabeça, e Pernía, com muita gente na sua frente, soltou um chute colocado que ainda triscou em Emerson antes de morrer no cantinho de Éverson. O assistente de vídeo conduziu uma longa checagem por possível impedimento, mas a arbitragem considerou que os jogadores do Carabobo não participaram da jogada.

Segundo tempo

O Galo não deveria ter chegado ao intervalo com a classificação ainda tão aberta. Patrick tentou resolver isso logo de cara com uma bomba de fora da área, bem defendida por Vachoux por baixo. E o mistério ficou um pouco menor quando Pernía foi expulso. Ele subiu deixando o braço no rosto de Hulk e levou o segundo cartão amarelo. O primeiro havia sido dado no fim do primeiro tempo. Houve contato, mas não foi nada violento. A expulsão pareceu um pouco rigorosa.

Os donos da casa se empolgaram em um primeiro momento, assim que ficaram em superioridade numérica, mas rapidamente o jogo entrou na dinâmica vista na Venezuela: muita posse de bola, pouca criatividade. O lado bom é que o Carabobo não ameaçava. O ruim é que um escorregão poderia complicar a vida dos brasileiros. Mas Edenílson resolveu a parada.

Primeiro, Dodô soltou a bomba do bico esquerdo da grande área, para outra boa defesa de Vachoux. Aos 25 minutos, Patrick acionou Paulinho, que tentou devolver, mas foi travado. A dividida sobrou para Edenilson, que abriu para a perna direita e chapou no canto para matar o jogo. A torcida expandiu os pulmões, e Vargas, meio sem ângulo, mas na cara do gol, fez Vachoux trabalhar novamente com um chute rasteiro.

A dúvida era se daria goleada. E poderia ter dado porque Patrick foi derrubado por Juan Cuesta dentro da área. Hulk cedeu a cobrança para Vargas que… bateu para fora. E aí o jogo morreu de vez, e o Galo segue.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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