Libertadores

Com falhas defensivas, Flamengo sofre, mas consegue empate contra La Calera

Rubro-negro saiu perdendo por 2 a 0 no Chile com os problemas defensivos que o time já se caracteriza, mas consegue um empate em mais um jogo cardíaco

Jogar fora de casa tem sido um convite à emoção ao torcedor do Flamengo. O jogo desta terça-feira, pela quarta rodada da fase de grupos da Libertadores, foi mais um nessa lista. Depois de sair perdendo por 2 a 0 no primeiro tempo, os rubro-negros precisaram remar muito para arrancar um empate por 2 a 2, mostrando as mesmas falhas defensivas habituais, e outras qualidades ofensivas que também são costumeiras. Já tinha sido assim, com emoção, no jogo contra a LDU, em Quito. Com 10 pontos, o Fla deixa a classificação bastante encaminhada para as oitavas de final.

No Maracanã, o Flamengo tinha vencido o Unión La Calera com certa tranquilidade. O time carioca já tinha conquistado outra vitória fora de casa contra o Vélez. O rubro-negro era o favorito do Grupo G, ainda que haja bons times, e vai confirmando as previsões com uma boa campanha. O que não quer dizer que não haja problemas a serem corrigidos. Especialmente os defensivos. 

Rogério Ceni manteve a escalação do goleiro Gabriel Batista, que já tinha atuado no fim de semana. Ele substituiu o goleiro titular Diego Alves, machucado. Hugo Souza permaneceu no banco. No meio-campo, João Gomes substituiu Gérson, outro machucado. Na zaga, Rodrigo Caio ainda foi ausência e os titulares foram William Arão e Bruno Viana.

Com cinco minutos de jogo, Matías Cavalleri recebeu cruzamento da esquerda e cabeceou, mas o goleiro Gabriel Batista conseguiu a defesa, mesmo no contrapé, e impediu o gol dos chilenos. Os primeiros minutos, aliás, foram melhores para os mandantes, que chegaram com mais perigo que os rubro-negros.

Aos oito minutos, o La Calera conseguiu abrir o placar. Bruno Viana bobeou na saída de bola, duas vezes, perdeu a bola para Matias Cavalleri, que passou para Sebastián Sáez. Ele finalizou, o goleiro Gabriel defendeu, mas Ariel Martínez colocou a bola na rede: 1 a 0.

O Fla tinha mais a bola, tentava controlar as ações assim, mas conseguia chegar pouco ao campo de ataque. As coisas se complicaram aos 27 minutos. Na cobrança de escanteio do lado esquerdo do ataque do La Calera, a bola tocou em William Arão e entrou. Gol contra do volante, improvisado como zagueiro: 2 a 0.

A reação do Flamengo veio rápido. Éverton Ribeiro entrou em velocidade na área pelo lado direito e Ariel Martínez o empurrou, derrubando o camisa 7 rubro-negro. Pênalti marcado pelo árbitro colombiano Andrés Rojas. Gabriel Barbosa, com categoria, cobrou e marcou para diminuir o placar para 2 a 1, aos 31 minutos.

O Flamengo então pisou no acelerador. Foi para a pressão e, se já tinha a bola e ameaçava pouco, passou a sufocar o time chileno no campo de defesa. Mais intenso, o time quase chegou ao segundo gol em uma cabeçada de Gabigol.

O panorama do jogo no segundo tempo era similar ao primeiro, mas o Flamengo era um pouco melhor em campo. Enfrentava um time que tentava se fechar atrás, já que o Flamengo dominava a posse de bola. Bruno Henrique, na ponta esquerda, passou a ser o jogador mais perigoso do time. Criou jogadas, conseguindo escanteios, e levava perigo.

Com 15 minutos de jogo, Rogério Ceni fez uma alteração ousada: tirou o volante João Gomes e colocou o centroavante Pedro. A pressão aumentou. Por duas vezes, Pedro participou de jogadas perigosas logo nos seus primeiros toques na bola. Primeiro, em um chute colocado que ele mandou para fora. Depois, em um cruzamento rasteiro na boca do gol que ninguém conseguiu tocar para dentro.

O Flamengo pressionava, mas faltava o gol. Ele chegou de um modo redentor. Em uma cobrança de escanteio, William Arão subiu muito bem de cabeça para tocar para o fundo da rede, sem chance de defesa para o goleiro: 2 a 2. O rubro-negro arrancava o empate aos 32 minutos e partiria para cima para tentar o terceiro gol e a virada.

Rogério Ceni jogou o time para o ataque aos 38 minutos, quando colocou em campo o zagueiro Bruno Viana e colocou em campo o lateral esquerdo Ramón, deslocando Filipe Luís para a zaga. Também colocou Matheuzinho no lugar de Isla paras tentar chegar mais forte ao ataque.

Apesar de pressionar nos minutos finais, o Flamengo não conseguiu o gol. Terminou o jogo com 15 finalizações, sete delas certas, mas não conseguiu converter em gols para virar a partida. Mesmo sendo muito superior ao La Calera, o time brasileiro não conseguiu se impor para sair com a vitória, apesar de ela ter parecido viável.

Sai com um empate, que em termos de classificação é útil, mas com uma sensação que poderia ter feito melhor. O número de gols sofridos é alto. São sete em quatro jogos, com os jogos fora de casa como principal ponto negativo. Só o próprio La Calera no grupo sofreu mais gols, 10, contra os 7 do Flamengo. LDU e Vélez sofreram seis gols. Em compensação, o ataque rubro-negro é o melhor do grupo com sobras. São 12 gols marcados em quatro jogos, uma média de três por jogo. O objetivo tem que ser chegar ao equilíbrio.

Em termos de classificação, o Flamengo dá passos importantes para se garantir e pode fazer isso já na próxima rodada. E poderá buscar uma pontuação alta, de modo a poder decidir os jogos eliminatórios em casa. O time volta a campo na próxima quarta-feira, quando joga contra a LDU no Maracanã.

Standings provided by SofaScore LiveScore

 

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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