Libertadores

Colo-Colo não deixou Corinthians jogar e saiu com vantagem que poderia ser ainda maior

O Corinthians havia melhorado depois da Copa do Mundo. Em seis partidas, foram quatro vitórias, um empate e uma derrota, com desempenhos, no geral, satisfatórios. Nada disso apareceu em Santiago, na noite desta quarta-feira, para enfrentar o Colo-Colo, no jogo de ida das oitavas de final da Libertadores. Foi dominado, não conseguiu jogar e a derrota por apenas 1 a 0 tem que ser aceita como um resultado que ainda mantém os paulistas vivos na briga por vaga na próxima fase.

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Porque poderia ter sido bem pior. Gabriel foi expulso pelo segundo cartão amarelo no começo do segundo tempo, e o controle do Colo-Colo aumentou, com Valdivia usufruindo de muita liberdade para armar o time no meio-campo, abrindo as jogadas pelas laterais com passes precisos, como é sua característica. Nos minutos finais, Damian Pérez perdeu uma chance incrível de fazer 2 a 0, e Cássio barrou a finalização certeira de Lucas Barrios.

O começo do jogo foi mais equilibrado, com o Corinthians no campo de ataque, dando a sensação de que incomodaria os mandantes. Mas o goleiro Agustín Orión precisou trabalhar apenas uma vez em toda a partida. Por volta dos 15 minutos, o Colo-Colo assumiu as rédeas e começou a criar oportunidades boas. Paredes arriscou de fora da área, para boa defesa de Cássio. Na cobrança do escanteio, Zaldivia (sim, tem um com vê e um com zê) chutou à queima-roupa, para outra intervenção do goleiro corintiano.

Ironicamente, o gol surgiu em uma jogada de contra-ataque. Valdivia deu o lançamento em profunidade pela direita, e Opazo cruzou. Barrios chutou de primeira, e Cássio espalmou. Da entrada da área, Carmona completou para abrir o placar. Pouco depois, Carmona e Gabriel levaram cartão amarelo por um entrevero e, logo depois do intervalo, o volante brasileiro recebeu o segundo, um pouco rígido demais, por falta no jogador chileno do Colo-Colo. Sobrou para a placa de publicidade, que levou uma bicuda de Gabriel na saída do gramado.

O Colo-Colo continuou se impondo no campo de ataque e buscando os espaços, sem criar grandes chances até o relógio marcar 40 minutos. Valdés soltou o pé de fora da área, e Cássio defendeu como conseguiu, mas espalmou curto, um pouco à direita. Pérez, livre, apareceu para emendar de esquerda e isolou. Logo em seguida, se redimiu com uma boa jogada que encontrou Barrios na pequena área. O atacante pegou de primeira, e Cássio fez um milagre. No rebote, o paraguaio não conseguiu completar.

Emerson Sheik havia entrado para tentar usar a experiência para talvez cavar uma falta ou fazer uma jogada individual, mas o Corinthians terminou o jogo praticamente inoperante. Graças às defesas de Cássio, e o erro crasso de Pérez naquele rebote, volta do Chile com uma derrota mínima e ainda tem plenas condições de se classificar às quartas de final. Mas obviamente precisa jogar mais.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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