Libertadores

Chape alcança vitória gigante e depende de seus resultados, mas aguarda caso Luiz Otávio

A Chapecoense havia sido presa fácil para o Lanús e para o Nacional. Conseguiu apenas um ponto nos jogos contra esses dois adversários, na Arena Condá, e foi derrotada por 3 a 0 pelos uruguaios, fora de casa. Junto com a goleada sofrida para o Atlético Nacional, na decisão da Recopa, parecia ter atingido o seu limite dentro do cenário sul-americano. E mais uma vez, a milésima vez, superou as expectativas: bateu o Lanús, na Argentina, por 2 a 1, nesta quarta-feira.

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Mas tem um detalhe importante: o gol da vitória foi marcado pelo zagueiro Luiz Otávio, cuja escalação será contestada pelo Lanús. Segundo o Globo Esporte,  a Chapecoense foi avisada pela Conmebol que o jogador estaria suspenso de três partidas por causa da expulsão contra o Nacional, no Uruguai, minutos antes da bola rolar, mas o clube alega que nem ele e nem a CBF foram devidamente informados que Otávio não poderia atuar na Argentina. O atleta cumpriu a suspensão automática na Recopa, contra o Atlético Nacional.

Ainda de acordo com o repórter Cahê Mota, do Globo Esporte, o presidente da Chapecoense, Plínio David de Nês, o Maninho, confirmou que não houve aviso oficial e que a decisão de escalar Luiz Otávio foi dele. Contou que o alerta da Conmebol foi “verbal, nada oficial” e dois minutos antes do início da partida. Garantiu aos torcedores que o clube agiu dentro da legalidade e que está tranquilo em relação a esta questão. O Lanús já protocolou o protesto junto à entidade sul-americana.

Resta aguardar o que acontecerá fora de campo. Dentro dele, a Chapecoense chegou a sete pontos e precisa apenas vencer o Zulia, com uma vitória, dois empates e duas derrotas em cinco rodadas, na Arena Condá, para se classificar sem depender do outro jogo. E um empate pode ser suficiente, caso o Nacional supere o Lanús, no Uruguai. É uma situação muito mais favorável do que se desenhava antes do início da partida desta quarta-feira.

Porque, para chegar a ela, a Chapecoense precisava de um resultado improvável. O Lanús vinha mostrando um bom futebol. Depois da derrota para o Nacional, em seus domínios, na primeira rodada, quando ainda se ajeitava por causa do atraso no começo da temporada argentina, ganhou da Chape, em Santa Catarina e goleou o Zulia. No entanto, apenas empatou com os venezuelanos, fora de casa, e agora colecionou outro tropeço que complica a sua vida na competição – precisa de um bom resultado no Uruguai para se classificar.

O goleiro Jandrei foi essencial para a vitória da Chapecoense. Defendeu cabeçada de Aguirre e saiu da área para interceptar lançamento para Sand, antes de os visitantes abrirem o placar. Aos 23 minutos, Reinaldo lançou Arthur Caike, que cruzou da esquerda e Wellington Paulista apareceu no primeiro poste para fazer 1 a 0, de cabeça. Antes do intervalo, Paulista quase marcou novamente. Na retomada, Jandrei fez mais duas boas intervenções, cara a cara com Sand e em arremate de Toledo.

Logo na sequência, Wellington Paulista foi de herói a vilão: colocou a mão na bola dentro da área, e o árbitro marcou pênalti. José Sand bateu no canto e empatou, a 11 minutos do fim da partida. O centroavante da Chapecoense quase voltou às redes com um chute desviado da entrada da área, mas, ironias do destino, foi Luiz Otávio quem conseguiu o segundo gol catarinense. Em jogada de lateral cobrado direto para a área, o zagueirão empurrou de cabeça para vencer Andrada, que por algum motivo havia saído da pequena área, aos 43 minutos do segundo tempo.

A vitória foi gigante para a vida da Chapecoense dentro da competição e mesmo em um contexto mais geral: em sua primeira Libertadores, já bateu um clube argentino, fora de casa, o que é sempre complicado. Teria recuperado o controle sob seu próprio destino, não fosse a questão Luiz Otávio. O clube bancou a escalação do jogador e agora depende da definição da Conmebol para descobrir se foi uma decisão correta ou não.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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