Libertadores

Carrascal justifica escolha de Filipe Luís em vitória morna do Flamengo contra o Racing

Melhor em campo, colombiano marca no fim e dá vantagem ao Rubro-Negro na semifinal da Libertadores

Jorge Carrascal: eis o nome do principal destaque do Flamengo na ida da semifinal da Copa Libertadores. Aposta de Filipe Luís para o lugar de Samuel Lino, que não atravessa boa fase, o meia-atacante colombiano chamou a responsabilidade no jogo mais importante da temporada até aqui.

Com atuação de gala do camisa 15, o Rubro-Negro venceu o Racing por 1 a 0, no Maracanã, e largou na frente em busca de uma vaga na grande final continental.

Ainda assim, o desempenho coletivo ficou aquém do que se espera de um time acostumado a protagonizar grandes noites. Faltou intensidade por boa parte do jogo, com o Fla trocando passes sem tanto objetivo e carecendo de mais presença no terço final do campo — muito por conta da forte marcação argentina, mas também pela falta de aceleração em momentos-chave.

Carrascal foi justamente a exceção nesse cenário. O mais lúcido do ataque rubro-negro, encontrou soluções onde a defesa do Racing parecia intransponível, partindo para o drible sem medo, acelerando quando era preciso e ditando o ritmo de um setor que, por longos períodos, teve dificuldades para criar diante do adversário. Sua personalidade para pedir a bola e assumir riscos fez diferença em um jogo de tanta tensão e pouca inspiração.

O prêmio veio no fim, em um gol chorado, após milagre do goleiro Cambeses em chute de Bruno Henrique e oportunismo do colombiano dentro da área. A bola custou a entrar, mas entrou — e fez o Maracanã explodir. Foi a coroação de uma atuação madura, que coloca Carrascal em evidência e dá ao Flamengo uma vantagem importante, ainda que construída em uma noite menos vibrante do que o torcedor esperava.

Como foi a vitória do Flamengo sobre o Racing

Foram incômodos primeiros minutos para o Flamengo no Maracanã. Bem postado em campo, o Racing marcava forte, fechava os espaços e, por vezes, parava o time rubro-negro com as chamadas faltas táticas. Tudo dentro do esperado: equipe carioca com a bola, e argentinos explorando ligações diretas e transições rápidas.

Aos poucos, o Fla foi acertando os passes, conseguindo triangulações e gerando perigo para a baliza adversária. Carrascal e Pedro pararam em defesa de Cambeses, Arrascaeta carimbou a trave, e o gol não saiu. Rossi ainda precisou fazer milagre em desvio venenoso de Solari e manteve o placar zerado para o intervalo.

No segundo tempo, essa configuração se manteve. Era um jogo de paciência para o Flamengo, que precisava administrar a posse de bola e buscar espaços com calma diante da azeitada marcação argentina. Faltava contundência e “fome” no terço final, até Carrascal aparecer para decidir.

Com 42′ no relógio, o colombiano lançou Bruno Henrique nas costas da zaga, e o atacante chutou para defesa providencial de Cambeses. O rebote sobrou para o próprio Carrascal, que finalizou, viu a bola desviar em Rojo e entrar.

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Torcida do Flamengo explode após jogo morno e cantoria do Racing

Nas arquibancadas do Maracanã, o clima também foi morno pelo lado do Flamengo. Mas não tão frio como usualmente é taxada a torcida rubro-negra em jogos decisivos e com ingressos caros, que custaram, no mínimo, R$ 350 (valor mais barato sem os descontos para sócios).

Ainda assim, o que predominou no “som ambiente” do Maracanã foi a cantoria em espanhol da torcida do Racing. Desde cedo nas arquibancadas do estádio, os argentinos justificaram a fama e o auto-título de “melhor barra do mundo”, apoiando o time em todos os momentos da partida. Inclusive, após o gol sofrido e o apito final.

Pelo lado rubro-negro, a explosão após o gol e um certo silêncio no apito final, seguido do tradicional grito de “seremos campeões” representaram bem o sentimento do torcedor com a vitória magra sobre o Racing, mas que dá a vantagem para o jogo de volta, na Argentina.

O que o Flamengo precisa para se classificar na Argentina?

Com a vitória pelo placar mínimo no Maracanã, o Flamengo joga pelo empate na Argentina. Qualquer igualdade no placar em Avellaneda classifica o Rubro-Negro para final da Libertadores.

Antes de pensar na volta da semifinal continental, porém, o time carioca foca as atenções no Campeonato Brasileiro. Neste sábado (25), a partir das 19h30 (de Brasília), encara o Fortaleza, na Arena Castelão.

Próximos jogos do Flamengo:

  • Fortaleza x Flamengo — Campeonato Brasileiro — sábado, 25 de outubro, às 19h30
  • Racing x Flamengo — Libertadores — quarta-feira, 29 de outubro, às 21h30
  • Flamengo x Sport — Campeonato Brasileiro — sábado, 1 de novembro, às 21h

Foto de Guilherme Calvano

Guilherme CalvanoRedator

Jornalista pela UNESA, nascido e criado no Rio de Janeiro. Cobriu o Flamengo no Coluna do Fla e o Chelsea no Blues of Stamford. Na Trivela, é redator e escreve sobre futebol brasileiro e internacional.

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