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Bragantino leva a virada e fica com um a menos, mas arranca empate contra o Vélez na Argentina

O Red Bull Bragantino marcou no segundo minuto, levou a virada, conseguiu empatar, teve um expulso e ainda conseguiu arrancar um ponto no José Amalfitani

O Red Bull Bragantino marcou assim que o jogo começou contra o Vélez Sarsfield, mas levou a virada, com um erro crasso do seu goleiro Cleiton. Foi buscar o empate e teve um jogador expulso logo em seguida, mas apesar das condições adversas, conseguiu retornar da Argentina com o empate por 2 a 2, com dois gols de Ytalo.

Ao Bragantino, que venceu o Nacional na primeira rodada, o ponto fica de bom tamanho, principalmente porque, entre o seu desempenho e o imponderável, pouca coisa deu certo depois do gol de Ytalo logo no começo da partida. Ao Vélez, porém, foi um desastre. Depois de ser goleado pelo Estudiantes na estreia, chegará à terceira rodada da fase de grupos com apenas um ponto conquistado.

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A visita do Red Bull Bragantino ao José Amalfitani começou muito bem: logo no segundo minuto, Aderlan cruzou da direita, e Ytalo apareceu entre os zagueiros para abrir o placar. Foi um primeiro tempo bastante movimentado, no qual os donos da casa foram pouco a pouco se impondo, especialmente depois do empate, que não demorou para sair. Aos sete, Luca Orellano cobrou falta da esquerda, e De los Santos subiu alto para marcar de cabeça.

As melhores chances até o intervalo foram do Vélez Sarsfield. Orellano bateu com muito perigo de fora da área, após erro de Jadsom na saída de bola. Lucas Pratto chegou perto, completando o cruzamento rasteiro de Ortega. E Cleiton precisou fazer uma defesa incrível para manter o empate. Lucas Janson recebeu o toque de cabeça, em cobrança de falta, na marca do pênalti e bateu no contrapé do goleiro brasileiro, que conseguiu desviar com a perna.

E depois ele falhou. Aos dois minutos da etapa final, Cleiton saiu do gol para interceptar um cruzamento da esquerda e errou o alvo. Natan não esperava que a bola passasse e foi pego de surpresa quando ela bateu em seu peito e entrou no gol. A partida se estabilizou nos 15 minutos seguintes com o Red Bull Bragantino com a posse de bola, mas sem conseguir criar. O Velez recuou, buscando aquele contra-ataque para matar o jogo, mas não deu nenhuma finalização nesse período.

O domínio territorial do Bragantino rendeu frutos aos 18 minutos, quando Helinho cruzou da direita, e Ytalo conseguiu um bom cabeceio da entrada da área, aproveitando que o goleiro Lucas Hoyos estava um pouco adiantado. Mas antes que pudessem se animar, os paulistas ficaram com um jogador a menos. Aderlan deu uma entrada forte por cima em Agustín Bouzat, recebeu o segundo amarelo e foi expulso.  Barbieri se moveu imediatamente para recompor a defesa, com José Hurtado na vaga de Hyoran.

O Vélez demorou um pouco para conseguir transformar a superioridade numérica em pressão. Aconteceu aproximadamente aos 35 minutos, quando uma cabeçada perigosa de Sebastián Sosa passou por cima do travessão. Logo em seguida, ele tabelou com Pratto e tentou invadir a área. Caiu e pediu pênalti, não dado pelo árbitro. Sosa recebeu uma sobra pela esquerda da grande e, mesmo muito livre, isolou a finalização.

A reta final teve o Vélez inteiro no campo de ataque, com o Braga bem recuado, defendendo com uma 5-4-0. Os argentinos jogaram bola na área, conseguiram escanteios, e tentaram buscar a sua primeira vitória na Libertadores. Apesar da pressão, o gol nunca saiu.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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