Libertadores

Bragantino faz jogo muito ruim, é eliminado da Libertadores e não continua nem na Sul-Americana

O Nacional venceu por 3 a 0 no Gran Parque Central e ficou em terceiro lugar do grupo; o Vélez goleou o Estudiantes reserva e avançou em segundo lugar

Com apenas um ponto nas últimas quatro rodadas da fase de grupos, e uma péssima atuação no jogo decisivo desta terça-feira, o Red Bull Bragantino foi derrotado pelo Nacional por 3 a 0 no Gran Parque Central, foi eliminado da Libertadores e não pegou nem vaga na sequência da Copa Sul-Americana, encerrando a sua participação continental.

O Bragantino venceu o primeiro jogo de Libertadores da sua história, contra o Nacional, em Bragança Paulista, e empatou com o Vélez Sarsfield fora de casa na rodada seguinte. Desde então, foi derrotado duas vezes pelo Estudiantes e também não conseguiu ganhar do Vélez no Nabi Abi Chedid. Conseguiu ainda assim chegar vivo à última rodada.

Estava empatado em cinco pontos com o Vélez Sarsfield, que encarou um Estudiantes reserva no outro jogo do grupo. Tinha vantagem no saldo de gols, mas teria que vencer e ficar de olho nos placares para não ser ultrapassado no critério de desempate. No fim, isso nem foi uma questão porque o Nacional deitou e rolou em Montevidéu e ficou com o terceiro lugar do grupo – e a vaga na sequência da Copa Sul-Americana.

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O primeiro tempo do Bragantino foi tão ruim quanto poderia ser. Facilmente pego na transição pelo Red Bull Bragantino, especialmente no lado direito da sua defesa, mal protegido por Andrés Hurtado. O ataque manteve a posse de bola, mas produziu muito pouco, com sua primeira chance clara surgindo apenas aos 42 minutos.

O jogo ainda estava naquela fase morna quando o Nacional abriu o placar. Aos nove minutos, Camilo Cándido encontrou Diego Zabala com um ótimo passe. Cleiton se jogou para cortar o cruzamento rasteiro, e a sobra ficou limpa para Alfonso Trezza marcar. Os donos da casa seguiram perigosos. Emanuel Gigliotti exigiu ótima defesa de Cleiton com um chute forte, após ser lançado na área, e depois se antecipou em outro cruzamento da esquerda, agora de Alex Castro, mas não conseguiu colocar força na bola.

Após esse lance, o ritmo do jogo diminuiu. O Bragantino dominou a bola, tentando achar alguma coisa – e não encontrando nada. Durante cerca de 15 minutos até o Nacional pegá-lo no contrapé novamente. Após uma saída rápida pelo meio, Felipe Carballo deu lindo passe por cima para Zabala, que centrou à boca do gol, onde Cándido se antecipou a Cleiton para completar.

O Bragantino finalmente conseguiu uma boa chance, meio por acaso, quando Ramon mandou a sobra de uma cobrança de falta de Artur para dentro da área, mas Ytalo desviou muito de leve para levar perigo. Aos 42 minutos, o atacante dominou o lançamento dentro da área e ficou cara a cara com o goleiro Sergio Rochet, que saiu do gol na hora certa para abafar o lance.

Era para melhorar no segundo tempo, por aquela regra básica de que seria difícil piorar, mas não foi o que aconteceu. O Nacional seguiu mais perto do gol do que o Bragantino. Cleiton precisou fazer grande defesa logo no primeiro minuto. Em contra-ataque, Zabala saiu sozinho pela esquerda, e mandou por cima. José Luis Rodríguez chegou a dar um chapéu dentro da área antes de servir Alex Castro para a finalização à queima-roupa, em cima de Cleiton.

O gol da misericórdia saiu aos 38 minutos. Um pênalti por toque de mão de Lucas Evangelista. E foi com requintes de crueldade. Franco Fagúndez bateu forte na trave esquerda, a bola voltou nas costas de Cleiton, pegou na outra trave e cruzou a linha. Desesperado, o goleiro não conseguiu evitar o gol. E o Bragantino não conseguiu evitar sua eliminação.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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